Mostrar mensagens com a etiqueta thrash metal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta thrash metal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[review] CHRONOSPHERE – envirusment (2012)


CHRONOSPHERE – envirusment
(independente - 2012)

Bastou a primeira audição a “Envirusment” para me tornar num crente! Pronto, foi a primeira audição e a enorme propensão para gostar de thrash metal bem feito, bem tocado e com bastante dinamismo à mistura! Estes gregos acertaram três em três e se ainda não tinha deitado mãos a estas linhas foi por manifesta falta de tempo da minha parte e não por estar me estar a tentar curar deste “Envirusment”!

De facto, é bastante fácil ser-se envolvido pela música dos CHRONOSPHERE, quando se abre um disco com a espécie tema-intro ‘Thrash In Cold Blood’ e, logo a seguir, somos levados a passear no ‘Light Leading Maze’ (rapidamente se tornou no tema preferido para rodar em volume alto)! Excelentes riffs, excelente presença vocal, enorme segurança na prestação geral de todos os músicos, transmitindo um forte poder de coesão e de mestria naquilo que estão a fazer! Não é de estranhar que os CHRONOSPHERE tenham representado a o seu país no famoso palco do Wacken Open Air, resultante da sua vitória no Wacken Metal Battle!

Apesar da enorme energia que atravessa “Envirusment”, não existe aqui aquele sentido de urgência de querer chegar a todo o lado ao mesmo tempo e o pendular pausado entre cadências permite absorver de forma positiva o desempenho de todos os músicos! Permite também observar todas as influências que atravessam a música dos gregos, sem que toldem a sua forma pessoal ou a sua identidade! Podem ter visões que podem ir de Megadeth a Testament, de Destruction a D.R.I., mas podem ter a certeza de que estão a ouvir CHRONOSPHERE! --- [Rui Marujo]

[review] NEURONIA - insanity relapse EP (2012)


NEURONIA - insanity relapse EP
(independente - 2012)

A Encyclopaedia Metallum (o Borda D’Água para quase todos os apreciadores de Metal), diz que estes polacos têm o seu quê de death metal melódico! Mas os NEURONIA são inteligentes e gravaram aqui quatro temas em que as vozes limpas se sobrepõem a tudo e deixam-nos com a ligeira impressão que esta banda é mais adepta de um heavy musculado, não fosse a aproximação ao thrash em ‘Kick The Fuckers Out’ e os ocasionais disparos do seu baterista!

O facto de os NEURONIA continuarem ser estar ligados a uma editora, dez anos após a sua formação e com uma discografia que conta com dois albums, dois EP’s (“Insanity Relapse” é o segundo) e uma demo, é caso para admiração! Talvez seja uma abordagem escolhida pela própria banda, mas o facto é que se têm visto coisas qualitativamente bem inferiores, com chancelas oficiais de labels por esse mundo fora! --- [Rui Marujo]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TOXIC WALTZ: em busca de uma editora para a estreia


Os TOXIC WALTZ são uma jovem banda alemã, formada no início de 2009, com o intuito de se lançarem no mundo do thrash metal, com declaradas influências da Bay Area (Exodus, Heathen, Dark Angel)!

Desde a sua formação, têm apostado na sua evolução e na construção de uma experiência de palco que os tem levado a palcos cada vez maiores, partilhando já alguns concertos com bandas como Six Feet Under, Alpha Tiger ou Debauchery!

Neste momento, a banda tem o seu disco de estreia pronto para ser lançado, faltando apenas uma editora que esteja interessada em associar-se ao nome dos TOXIC WALTZ para que este album consiga ver a luz do dia!

A todos os possíveis interessados em vir a conhecer melhor o trabalho destes alemães, basta seguir os seus links:

terça-feira, 30 de julho de 2013

[review] ECLIPSE PROPHECY - days of judgement (2013)


ECLIPSE PROPHECY - days of judgement
(Maple Metal Records - 2013)

Misturando as diversas facetas do power-metal com algum tempero progressivo, é assim que se apresentam os ECLIPSE PROPHECY neste “Days Of Judgement”, disco lançado em Fevereiro passado, através da editora Maple Metal Records! Este é o primeiro album dos canadianos, depois de em 2012 terem gravado um single com os temas ‘Through The Storm’ e ‘Days Of Judgement’, que surgem agora incluídos no alinhamento deste álbum.

A influência progressiva mostra-se aqui, principalmente, devido à forma como algumas das partes de teclados foram compostas e introduzidas, para aumentar o factor melódico destes temas! Não que existisse uma necessidade tremenda de o fazer, uma vez que o trabalho de guitarras de David McGregor (guitarra/voz) e Martin Machado (guitarra solo) se encarrega de nos embalar melodicamente, quer sejam nos riffs que vão suportando os refrões orelhudos ou nos solos em que podem espalhar toda a sua técnica, mantendo-se fiéis ao objectivo de cada tema e não exagerando em demonstrações desnecessárias de tecnicismo!

As partes vocais estão, na sua maioria, dentro dos parâmetros habituais para este género, com algumas das tentativas para as notas mais altas talvez a soarem um pouco forçadas demais, principalmente se tivermos em consideração que, não raras vezes, McGregor opta por um registo com um pouco mais de gravilha no fundo da garganta! Consegue-se ainda espaço suficiente para incluir um vocalista convidado em ‘The Shattered Mirror’, com a presença de Patrick Loisel, vocalista dos também canadianos Augury, numa prestação death-metal, para reforçar o confronto que é retratado na letra desse tema!

Em resumo, apesar da etiqueta power-metal que os marca, existe aqui força suficiente para que se notem também algumas influências de géneros um pouco mais agressivos (guitarras por vezes thrash, blastbeats, vozes um pouco mais duras), que se misturam de uma forma descomplicada com as melodias e trabalho instrumental intrincado próprio deste estilo! --- [Rui Marujo]

[review] GONOBA - endless cycles (2013)


GONOBA - endless cycles
(On-Parole Productions - 2013)

Existe certamente uma inside joke qualquer com estes eslovenos que explica o porquê de encontrarmos referência ao seu amor por camelos! Caramba, até mesmo o tema que encerra este disco se intitula ‘Camel Metal’! A sério, vejam as fotos do seu facebook, se não acreditam! O porquê desta estranha associação ficará, para já, reservada aos membros desta banda originária de Trzin que, apesar do que possa parecer, levam muito a sério as suas vestes encharcadas da quantidade certa de thrash, com o suficiente de death-metal!
“Endless Cycles” é o segundo trabalho de originais e a estreia pela On-Parole Productions! Representa também uma afirmação no estilo de sonoridade que os GONOBA adoptaram, depois de um início orientado para um registo mais tradicional onde, ainda assim, o thrash-metal era figura de destaque! O que acontece agora é uma onda mais agressiva e com maior atenção aos detalhes e aspectos técnicos de composição! Acrescentam algo mais no departamento do peso, quando assumem algumas influências death-metal, talvez mais a nível musical, uma vez que o registo vocal de Matic Babic mantém-se bem enquadrado e seguro em ambos os lados da vedação! Pensem em Dew-Scented ou Destinity!
Um dos temas que mais nos prendeu a atenção foi ‘As Bridges Fall’, a merecer honras de repetição, enquanto se organizavam papéis e notas, mas deve ser salientada também a inclusão de dois instrumentais, ‘Inevitable’ e ‘Endless Cycles’, que funcionam enquanto verdadeiras peças instrumentais thrash e não como interlúdios ou intros! E se o press-kit falava em fantásticas linhas de baixo, não estava assim tão longe da verdade quanto isso, pois o senhor Branimir Tkalec demonstra dominar muito bem o poder das suas cinco cordas (‘Blame Game’)!
Com “Endless Cycles”, os GONOBA não vão revolucionar em nada o panorama, mas podem certamente contar com eles para acrescentar uma boa dose de qualidade e peso à cena thrash actual! --- [Rui Marujo]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[review] DREADFIRE - rearview sinner EP (2013)


DREADFIRE - rearview sinner EP
(independente - 2013)

”Rearview Sinner” é uma curta espreitadela por detrás da cortina de DREADFIRE, o quinteto Lisboeta que, depois de algumas alterações no line up, consiste em Kevin Palma (voz), Thiago Fonseca (bateria), Bruno Pereira (guitarra), Pedro Soares (guitarra) e Tiago Pereira (baixo), lançaram o ano passado o single acompanhado de uma musica já conhecida pelos seguidores da banda, 'Face The Storm'.

Esta é a primeira participação dos novos membros (Kevin e Thiago) e é um óptimo começo. A voz de Kevin é uma novidade especialmente notável e complementa a musica com uma força incrível, enquanto que Thiago não se acanha na sua participação, com rolls constantes e uma aproximação própria aos riffs.

"Rearview Sinner" é uma musica rápida e energética que, mais ainda do que esforços anteriores, parece demonstrar algumas influencias por parte de nomes como Lamb of God e Mastodon (pre-Crack The Skye). Parece ser a forma perfeita de introduzir os novos membros ao mundo, pois o som de DREADFIRE é perfeitamente reconhecível, mas Kevin e Thiago não passam despercebidos. E a mensagem passa claramente, de que DREADFIRE ainda não passou o seu auge e ainda tem algo para dar à cena portuguesa. --- [Diogo Alphonso]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

DEATHCULT - the test of time [review]


DEATHCULT – the test of time
(Do Or Die Records Records - 2013)
www.facebook.com/DeathcultChicago

Após um determinado número de experiências, não há como evitar um certo grau de expectativa, quando sabemos que estamos a lidar com uma one-man-band. São frequentes os projectos deste tipo que seguem o caminho negro do black metal, alguns com maior interesse que outros, principalmente devido à forma como a sua música soa fluida como uma banda completa e não como um trabalho de estúdio de cut and paste!

Com DEATHCULT, somos agradavelmente surpreendidos por essa fluidez e praticamente não nos apercebemos de que todos os instrumentos e vocalizações são feitos pelo mesmo homem, Tim Pearson! Escuro na sua natureza, este primeiro trabalho de longa duração assume musicalmente o que as suas influências afirmam ser no papel, fundamentos de black e thrash metal, mas sem grandes embelezamentos ou associações ao estilo híbrido mais acelerado de outras bandas desta latitude musical! Notam-se as orientações mais thrashy em alguns dos riffs, mas o espírito aqui presente pode ser comparado ao mundo de Satyricon, por exemplo, para terem uma imagem sonora em que se possam segurar!

Quando se olham para alguns dos títulos destes temas, ‘Hail The Antichrist’ ou ‘Born To Lose’, a dimensão da escrita parece estar um pouco embebida em lugares comuns, mas este último tema revelou-se um vício tremendo e difícil de deixar! ‘Doctrine of Hate’ tem um início a saudar o death metal clássico e ‘Inner Beast’ grita fiordes noruegueses por todas as notas, mas o crédito deve ser dado ao vento cortante de Chicago! Bom som! [Rui Marujo]

quinta-feira, 21 de março de 2013

FATAL IMPACT – esoteria (review)


FATAL IMPACT – esoteria
(Nadir Music - 2012)

Com uma carreira praticamente a tocar na celebração das suas vinte primaveras, esta banda norueguesa regista aqui apenas o seu segundo disco de longa duração, algo que pode surpreender, mas também levantar um pouco o véu acerca do apertado crivo criativo que cerca os FATAL IMPACT! Esta é apenas uma suposição, alicerçada também no facto de que lhes levou praticamente nove anos até gravarem a sua primeira demo, se bem que, nos anos imediatamente seguintes, a ciclo de gravações teve continuidade com mais um par de demos, um EP e o disco de estreia, “Law Of Repulsion”!

Atribuir as responsabilidades ao elevado grau de exigência auto-imposto por estes músicos serve perfeitamente para justificar, não só a frequência de visitas a estúdio, mas também as cores com que se pinta a música desta banda. Transportar um estandarte heavy/power metal talvez não fosse suficientemente satisfatório para estes rapazes, pelo que decidiram impregnar a sua sonoridade com a grandiosidade dos arranjos sinfónicos, aliados a estruturas muito próprias do metal progressivo e arriscando mesmo algumas passagens mais directas, que tão frequentemente podemos encontrar sob a forma de riffs e estruturas mais próximas do thrash metal e mesmo um breve piscar de olhos ao black metal sinfónico, não só graças a um registo vocal mais agressivo, mas também devido às próprias melodias apresentadas no tema ‘The Arrival’!

Normalmente a corrente mais progressiva neste tipo de bandas faz-me tender para que me perca ao longo dos seus discos, com pouco sucesso em cativar a minha atenção, e confesso que o início meio inerte que os primeiros temas me estavam a oferecer faziam recear um desfecho dessa natureza, mas as suas voltas e curvas foram tornando este “Esoteria” mais agradável a cada nova audição! (Rui Marujo)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

XUL - malignance (2012)


XUL - malignance
(independente - 2012)

Para bandas que estão a tentar alcançar e firmar o seu lugar no meio underground, a frequência com que lhes são atribuídas características semelhantes a nomes estabelecidos na cena é enorme! Umas vezes por manifesto elogio, outras pela sobreposição que a sua sonoridade sugere, outras, apenas e só, para um exercício de localização, uma espécie de orientação para se saber concretamente do que estamos a falar!

Com os canadianos XUL, penso que a aproximação feita a nomes como Behemoth ou Dissection (citados na própria press-release), se prende muito com a inclinação elogiosa que deve ser feita a uma banda com este tipo de lançamento para um album de estreia! Sim, editaram um EP em 2010 (“Beyond Darkened Mountains”), mas este é o primeiro longa-duração e, é preciso dizê-lo, conseguido de forma independente!

Poderá não possuir a mesma dimensão em termos de produção ou aquela sonoridade absolutamente devastadora que a banda de Nergal tem apresentado a cada lançamento, mas também não está tão longe disso como possam pensar! Mas, mais importante que isso, a qualidade da música que estes canadianos criaram para este “Malignance”, está bem acima da média, podendo muito bem sustentar o nome dos XUL para futuras edições! Não são apenas nas fontes do death-metal blackenizado que estes temas vão beber, havendo também alguns detalhes mais thrash mas, no geral, a quantidade de bons riffs e excelentes transições que se vão ouvindo ao longo destes oito temas apenas servem para elevar a qualidade deste disco! (Rui Marujo)