Mostrar mensagens com a etiqueta crust. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crust. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[video] UNKIND - Olemisen Pelko

Com um novo disco a representá-los, os finlandeses UNKIND apresentam agora o video mais recente para ilustrar o tema 'Olemisen Pelko'! Roda no player em baixo:

segunda-feira, 3 de junho de 2013

AGE OF WOE - inhumanform [review]


AGE OF WOE – inhumanform
(Give Praise / Suicide Records - 2013)

Apesar de, nos últimos anos, as descrições que tendem a adjectivar alguma banda como sendo uma experiência híbrida entre o metal e o hardcore terem a tendência de fazer com que as pessoas queiram fugir desses desgraçados como o tinhoso foge da cruz, o certo é que temos assistido, mais recentemente, ao surgir de muitos projectos que se afastam dos chuga-chugas monótonos e dos breakdowns previsíveis e apostam, sobretudo, em criar riffs e ambientes inspirados no melhor que o thrash, death ou black-metal têm para oferecer para depois sujar tudo (no melhor dos sentidos), com aquele carvão próprio que o crust consegue oferecer a quem quer que esteja disposto a fazer música agressiva!

O facto desta banda vir da Suécia pode levar muitos a crer que se trata de mais uma boca a mamar na teta das guitarras injectadas de sangue de Entombed mas, na verdade, os AGE OF WOE demonstram que as ruas em Gotemburgo têm muitas transversais e diversos são os caminhos possíveis que uma banda pode percorrer! É possível ser-se adepto da velocidade suja, na mesma medida em que os momentos de balanço moderado também podem fazer parte da nossa agressiva forma de enfrentar o mundo que nos suja!

Uma banda que decide registar a base musical para um disco, tocando de forma directa, com todos os membros ao vivo, em estúdio e que o consegue fazer em apenas 4 dias, merece a nossa atenção, se não for pelo resultado alcançado, que o seja então pela audácia de trabalhar de uma forma que visa capturar a energia pura da música que fazem, porque é disso mesmo que se trata e é isso mesmo que importa! Estamos a falar aqui de um primeiro álbum, uma afirmação de intenções!

Pela parte que nos toca, seja nos momentos crust mais acelerados de ‘The King Of Thieves’ ou ‘The Antagonist’, no início mais thrash de ‘At First Light’ ou nos passos mais arrastados de ‘Cold Cycle’, o certo é que os AGE OF WOE nos mostram, sem rodeios ou jogos de espelhos, qual é a sua visão, qual é o seu caminho! É duro, pesado e, se poderá afastar muita gente, vai certamente atrair muito mais! --- [Rui Marujo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

PER CAPITA / FREEDOM IS A LIE - split 12" [review]


PER CAPITA / FREEDOM IS A LIE - split 12”

(independente - 2013)
http://percapitacrust.bandcamp.com
http://freedomisalie.bandcamp.com

Duas forças demolidoras uniram esforços para lançar este split, dois ataques violentos que, do centro da Europa, lançam a sua própria versão de activismo e fúria, na forma de constantes ataques ensopados em crust, hardcore, punk e grindcore!

Por um lado, temos os alemães PER CAPITA, que debitam nove temas de agressão e poder, directamente de Munique para o mundo! Uma banda que, desde as suas raízes na sonoridade suja dos anos 80 ou 90, evoluiu até à presente formação de duplo ataque de guitarra e berros crust/grind! Os seus temas percorrem temáticas que atacam a crua realidade da vida e do mundo moderno, com a sua ausência de valores, aumento do fosso entre classes e violência sem quartel! É como ouvir um noticiário onde nos dizem a verdade!

Já os FREEDOM IS A LIE, lançam a sua dose de crust/hardcore acelerado a partir das proximidades da cidade de Budapeste, Hungria! Os seus temas também possuem um pequeno sabor grindcore, o que ajuda a temperar as vocalizações agressivas e as letras gritadas em húngaro! O foco das suas dissertações, à semelhança dos seus amigos alemães, passa pelos problemas sociais e políticos, com o objectivo de deixar a nú as falhas exixtentes no sistema vigente! No fecho, ainda presenteiam os amantes de música extrema com uma rendição de ‘Blinded - Time To Act’, original dos suecos Nasum! Uma bela dose de cacetada saudável! --- [Rui Marujo]

quinta-feira, 21 de março de 2013

BLACK MASS – of first and last things (review)


BLACK MASS – of first and last things
(independente - 2013)

Vindos de Inglaterra, os BLACK MASS começam o ano de 2013 com um lançamento em que regravaram e compilaram todos os temas que tinham já sido lançados pela banda, principalmente em splits e compilações! Seria de pensar que o track-list de “Of First and Last Things” seria imenso, não acham? Principalmente se tivermos em conta que na descrição da banda surge o género grindcore!! Mas não, nem por isso... Este compêndio de regravações lançado em Janeiro apresenta-se na magnitude dos seus 21 minutos com apenas 8 temas!!

Na verdade, estes ingleses soam como se alguém tentasse misturar death-metal, sludge, crust e um pouco de grind dentro de um enorme caldeirão cheio de massa betuminosa negra a tresandar a enxofre e com o poder silencioso do amianto! São oito temas que evoluem entre a velocidade abrasiva do blastbeat ao arrastar setentista de distorções escandinavas e vozes podres expurgadas dos confins da zona intestinal! É sujo e essa crosta de sujidade quase que define toda esta massa negra que se vai espalhando nestes temas revisitados enquanto não surgem novas purgas e novos títulos para espalhar pelos limites da tempestade! (Rui Marujo)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

LIVSTID – livstid (review)


LIVSTID – livstid                                                                          
(Fysisk Format / Nakkeskudd - 2011)
Tenho a dizer que a música destes noruegueses é como bálsamo que me refresca os interiores nefastos! Uma mistura furiosa de punk e d-beat crust com umas pitadinhas de grind, uma voz que sentes rasgar-te por dentro e uns riffs muthafuckas!! Caramba que isto é mesmo bom!!


Eu sei que o tipo de influências que se misturam nos LIVSTID têm tendência para esgotarem rapidamente a margem de manobra e os golpes de rins que uma banda deve procurar para evitar a estagnação e a repetição, mas com o poder destructivo apresentado por estes rapazes de Bergen, quem se sujeita a ser golpeado somos nós!! Ouçam ‘Krigshisser’ e dêem-me razão, se faz favor! Podem mesmo passar os ouvidos por ‘Du E Feig’ e testemunhar o enlace entre o death-metal melódico e a bujarda d-beat!


Este primeiro álbum que, com pesar da minha parte, apenas descobri agora, sucede a alguns EP’s e participações em compilações e, não conhecendo essas gravações anteriores, conquistou-me à primeira audição! Temas como ‘Ei Etasje Opp’, ‘Kem Ska Forme Framtida’ ou ‘Tenk Hvis Alle Hadde Alt’ são um verdadeiro incentivo energético!! Altamente recomendado!!