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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[review] A THOUSAND WORDS – vivre sa vie (2013)


A THOUSAND WORDS – vivre sa vie
(Salad Days Records – 2013)

Quem está familiarizado com o hardcore português já terá ouvido o nome A THOUSAND WORDS! O grupo tem vindo a afirmar-se entre as restantes bandas da cena portuguesa com uma forte presença no palco e um som energético, que com o tempo parece ficar mais negro e emotivo que nunca.

A banda já apontou como influencias RISE AND FALL e CONVERGE, entre outras, e essas são notáveis! Mas A THOUSAND WORDS mantém uma personalidade sua que vale bem a pena os minutos que leva para se ficar a conhecer.

O novo EP "Vivre Sa Vie" conta com dois novos temas que carregam toda uma aura de peso consigo! A força das faixas 'Vivre sa vie' e 'Gutters' vem do ambiente criado pelo instrumental e da emoção que a voz adiciona (tanto em tom como em conteúdo, com letras como “I refuse to be human enough for this world”) em vez da típica sucessão de power chords em velocidade que se poderia esperar de uma banda com menos experiência! "Vivre Sa Vie" traz uma forte carga emocional e realmente assalta os sentidos desde o primeiro acorde, e no fim, deixa-nos à espera de mais! Dificilmente será algum amante de Hardcore capaz de ignorar um EP assim! --- [Diogo Alphonso]

[review] PURIFICATION – a torch to pierce the night (2012)


PURIFICATION – a torch to pierce the night
(Bastardized Records – 2012)

PURIFICATION é uma daquelas bandas que tem, mais que tudo, uma mensagem em mente! A banda italiana de Hardcore subscreve a um estilo de vida Straight Edge e “A Torch To Pierce The Night” é, em todos os aspectos, uma forma de espalhar a ideia do que é realmente uma vida bem vivida, de acordo com os elementos da banda.

O álbum conta com dez faixas das quais, uma é a intro, outra é um outro (ambas são faixas com nada mais que uns efeitos electrónicos), duas são a mesma faixa ('A Torch To Pierce The Night' é a terceira faixa do álbum e também a última, mas em espanhol) e uma é uma faixa de spoken word! Torna-se bastante claro logo aí que PURIFICATION não estavam muito preocupados em apresentar música aos seus fãs, mas em pregar a sua mensagem!

A música em si é simples, e até mesmo genérica! Power chords, ritmos rápidos e repetição é a receita, e PURIFICATION seguem-na à risca. Se estão à procura de música agressiva, vão encontrá-la, mas tornar-se-á mais fácil de apreciar para quem partilha a paixão da banda! Este é um álbum criado por militantes, e consequentemente, para militantes! A música é uma plataforma para os ideais dos italianos, e serve apenas esse propósito.

O Hardcore sempre foi um estilo de música bastante centrado na sua mensagem. As opiniões divergem sobre a importância desse aspecto e até do próprio ideal Straight Edge! Não vou entrar nessa discussão aqui, mas se vamos falar de "A Torch To Pierce The Night", ficam a saber que este não é um álbum pensado para ser casualmente apreciado entre tarefas do dia a dia! Os PURIFICATION têm umas opiniões que querem partilhar, e o resultado é "A Torch To Pierce The Night". --- [Diogo Alphonso]

terça-feira, 30 de julho de 2013

[review] BORG 64 - Anywhere But Here EP (2013)


BORG 64 - Anywhere But Here
(Discouraged Records - 2013)

A cena sueca transborda de melo death e não é o primeiro sítio de onde eu esperava ver sair uma banda com grandes níveis de experimentação e mistura de estilos, até ouvir BORG 64! O nome só por si levanta algumas questões, no entanto, nada a que um metaleiro não esteja habituado. A verdadeira confusão vem quando a música irrompe das colunas e enche o ar em picos espásticos e intercalados de distorção e psicadelismo. A verdade é que BORG 64 começou como um projecto de drum & bass nos finais dos anos 90, e algures no caminho os suecos sentiram falta de umas guitarras na mistura e resolveram acelerar a drum machine.
Depois de sete anos parados, BORG 64 entregam-nos um álbum daquilo a que chamam de pissed off hardcore (porque todos sabemos que o hardcore já por si é calminho) mas que sinceramente é difícil de descrever com etiquetas de géneros. 
Por vezes, BORG 64 até parece uma banda de grindcore (a voz não está longe do que se poderia esperar de J. R. Hayes em Pig Destroyer), e há momentos (como a intro de ‘Late Nights At Quarks’) em que realmente a veia hardcoreana se manifesta, mas num ápice a componente electrónica toma as rédeas e redefine o som que ainda à um segundo atrás poderia parecer familiar! ‘Luleå’, a última faixa do EP, é a de mais fácil acesso para os ouvidos acostumados ao canto familiar da música metalada, ainda assim, tal como nas restantes músicas, as surpresas abundam. Mas se a leitura desta review vos despertou a curiosidade e querem sentir todo o esplendor de BORG 64, saltem de cabeça para a primeira faixa, ‘Death To False Power Chords’.
Se procuram novidades para a vossa colecção ou têm uma ampla curiosidade musical, provem “Anywhere But Here”. Este não é um EP para qualquer gosto, mas para os que procuram quebrar algumas barreiras é um EP para ter em mente. --- [Diogo Alphonso]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[review] DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead (2013)


DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead
(Bullet Tooth Records - 2013)

Se alguma vez houve uma cena conhecida pela sua agressividade e peso foi a cena de Boston. Grandes bandas já saíram de lá para virem a dominar o relmo do Metal em todo o mundo, e quando levamos em conta que Killswitch Engage e Shadows Fall são duas das bandas nessa categoria torna-se fácil de prever o tipo de som resultante de uma união entre membros dos dois lados.

Mike D (baixista de Killswitch Engage) e Brian Fair (vocalista de Shadows Fall) já trabalharam juntos em Overcast no passado, o que explica a escolha de Mike D quando se viu com algumas musicas que não encaixavam exactamente no repertório de Killswitch. Os dois gigantes do metal reuniram-se para mais um projecto capaz de partir pescoços, e só para boa medida chamaram Pete Cortese, que já teve também a sua parte em KSE e Overcast. O lineup é completado por Colin Conway na bateria (actualmente também em Frozen) e Zach Wells na guitarra (também em Razors In The Night).

“Get Lost or Get Dead”, o primeiro EP de Death Ray Vision (nota: agora reeditado pela Bullet Tooth Recs) são 14 minutos de old school hardcore e thrash distribuídos por cinco musicas que não perdem tempo e assaltam os sentidos de imediato com a energia e ferocidade típica do som de Boston que inspirou já tantas bandas. Gang shouts e um certo apelo ao 2-tep são elementos presentes pelo EP fora, mas parecem tornar-se mais aparentes em “Get Lost Or Get Dead”, a musica que empresta o seu titulo ao EP e que se destaca das restantes à primeira passagem, com uma melodia simples e ainda assim apelativa. “Shattered Frames” e “Not For Glory” arrancam a toda a velocidade e não pedem desculpas a ninguém, são pura energia e incitam headbangs a torto e a direito. “Chainsaw Of Bees” é um instrumental, e possivelmente o ponto baixo do ep. Dá a sensação de que nos foi dado um momento para descansar mas de que estamos constantemente a avançar para uma secção da musica que nunca chega, e depois passamos para “Drown The Light”, que rapidamente retoma o balanço das musicas anteriores. 

Mas não pensem que vão ouvir uma reciclagem do som de anos passados com este EP. DEATH RAY VISION é um novo projecto, e deve ser encarado como tal. Vai com certeza satisfazer aqueles que estavam esperançosamente à espera que Overcast regressasse ao activo, mas trás as suas raízes para os dias de hoje, em vez de nos transportar no sentido contrário. Está planeado um LP para 10 de Setembro deste ano com o titulo “We Ain’t Leavin Until You’re Bleedin’“, por isso fiquem atentos. --- [Diogo Alphonso]

[video] UNKIND - Olemisen Pelko

Com um novo disco a representá-los, os finlandeses UNKIND apresentam agora o video mais recente para ilustrar o tema 'Olemisen Pelko'! Roda no player em baixo:

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

VITAMIN X – about to crack (review)


VITAMIN X – about to crack
(Tankcrimes Records - 2012)

Existem pontes e ligações ao passado que vão surgindo com alguma frequência, principalmente quando se trata de ouvir música que desperta algum tipo de sensação agradável aos sentidos, algo que nos transporta a algumas das nossas experiências marcantes, com discos, bandas e/ou períodos de tempo, em que o nosso dia-a-dia era preenchido com horas a fio emersos em tarefas exploratórias ou tentado gerir o frágil equilíbrio entre o prazer e o asco!

“About To Crack”, o mais recente dos holandeses VITAMIN X, revelou-se um óptimo veículo para uma viagem aos meus dias passados à volta de demos e EP’s de bandas de hardcore europeu que me faziam ter vontade de queimar calorias sem ter que sair do refúgio do quarto! Um tempo em que as coisas eram bem mais simples que agora e em que a música se queria rápida, agressiva e excitante, ao mesmo tempo que te fazia pensar em assuntos maiores que a própria dimensão daqueles temas! Assim se apresentam, com estas vestes, os dezoito minutos deste trabalho, quatro anos depois do mundo ter conhecido e louvado “Full Scale Assault” (2008) como um dos melhores lançamentos do género, naquela altura!

Se “About To Crack” se eleva ao mesmo patamar daquele registo de há quatro anos atrás, não será nestas linhas que estará revelada a resposta, mas a verdade é que a mistura explosiva de punk rápido, hardcore melódico e thrash carburado a diesel de avião continua a fazer a delícia de quem não tem problemas em vir beber a esta fonte de boas sensações! (Rui Marujo)

ROAD TO MANILLA – distance EP (review)


ROAD TO MANILLA – distance EP
(independente - 2012)

Tenho o ouvido e percepção formatados de uma forma que, por exemplo, quando leio uma descrição oferecendo o som de uma determinada banda como sendo hardcore melódico, o meu sistema de arquivo imediatamente carrega uma palete de nomes que facilmente pode ir de Propagandhi a Gorilla Biscuits, nunca me lembrando de actualizar os ficheiros com este tipo de melodia que os ROAD TO MANILLA assinam!

A rudeza destes temas faz esquecer o episódio de associação, uma vez que estamos perante uma banda que, ainda que possa ter uma ou outra inclinação aos canadianos na sua estrutura, se encontra num patamar onde se alia a agressividade sofrida de uma voz a uma base que tanto pode disparar em velocidades mais dinâmicas e aceleradas, como pode compassar a sua entrega com breakdowns suficientemente trabalhados e fugazes, capazes de evitar que estes dinamarqueses sejam manchados com uma associação a um ou outro género menos propício a veleidades criativas de heterogenidade.

“Distance” compreende seis temas que parecem querer interpretar as lutas interiores de quem vestir a pele daquela voz que a dado momento de ‘1984’ vai gritando ‘We carry the weight of the world on our shoulders!!’! Pode soar demasiado definitivo ou inevitável mas, neste mundo, apenas à morte e aos impostos se concedem tamanhos títulos. (Rui Marujo)

I AM THE KID - tell it to the frogs EP (review)


I AM THE KID – tell it to the frogs EP
(independente - 2012)

Lembram-se daquele famoso dizer que ditava o não julgamento de um livro pela sua capa? Basicamente, um convite a dispendermos um pouco do nosso tempo a conhecer as coisas e evitar as conclusões e julgamentos precipitados... Devia ter prestado mais atenção a esse tipo de sageza popular!

Atraído pelo artwork da capa (literalmente) deste EP e pelos espirituosos jogos de palavras com os títulos dos seus temas, saltei de cabeça na música de I AM THE KID, ansioso por ouvir o que se escondia por detrás de peças como ‘Lap Dances With Wolves’, ‘Birth Control Alt Delete’ ou ‘HIV For Vendetta’! Devia ter estado mais atento à profundidade deste charco. Estava relativamente preparado para ouvir algo moderno, que talvez quisesse brincar um pouco ao hardcore ou ao metal moderno, mas assim que comecei a ouvir a sucessão de breakdowns, fiquei apresentado!

Segundo dizem eles, muito tempo e dinheiro foi gasto na gravação deste EP e, seguramente, os seis temas + intro que aqui são apresentados não vão desapontar os fans deste género de som, mas a dificuldade que tenho em separá-los de qualquer outro nome aleatório que habita nesta trincheira de metal e hardcore, principalmente pela ausência de uma memória, não me fará cliente muito habitual de “Tell It To The Frogs”! No entanto, volto a dizer, os nomes dos temas estão bem sacados! (Rui Marujo)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

LADDER DEVILS – nowhere plans (2012)


LADDER DEVILS – nowhere plans
(Brutal Panda Records - 2012)

Esta banda americana, original de Philadelphia, define o seu género de eleição como música alta! É, definitivamente, uma boa apresentação se formos totalmente estranhos à história e som deste quarteto! Na verdade, a sonoridade dos LADDER DEVILS pode ser melhor definida como rock barulhento que passou algum tempo na escola do hardcore experimental! Faz sentido para vocês?

Existem por aqui odores a uma vontade post-qualquer-coisa, mas com vontade de não serem demasiado introspectivos ou experimentalistas ao ponto de verem as nossas costas! A energia e rudeza rock está presente em todos os temas e fica-se com a nítida sensação que esta banda ao vivo deverá ser bastante dinâmica e agitada! Aquela voz soa-nos caracteristicamente familiar, mas sem que consigamos fazer, à primeira tentativa, uma ligação directa a outra garganta!

Passeando a nossa atenção ao longo dos nove temas que atravessam este disco e recorrendo a uma rápida pesquisa acerca do historial desta banda, ficamos a saber que andam por aqui alguns membros dos extintos The Minor Times e que ‘Nowhere Plans’ se divide entre quatro temas mais recentes, ‘Kids Get Meaner’, ‘I Have A Name (Minders)’, ‘Good Enough Methodology’ e ‘Limited Too’, enquanto os restantes já tinham sido divulgados no EP digital “Forget English”, mas surgem aqui remasterizados e, pela primeira vez, em formato físico! (Rui Marujo)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

RELENTLESS: terceiro album a caminho

O terceiro disco dos australianos RELENTLESS tem data de edição reservada para o final de Janeiro! "Turn The Curse" vai ser o título e podem ficar com cheirinho aí em baixo: