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terça-feira, 30 de julho de 2013

SARCOFAGO: clássico "I.N.R.I." vai ser reeditado em vinil

A label americana, GREYHAZE RECORDS, vai reeditar em vinil o disco "I.N.R.I." dos míticos SARCOFAGO, lançado inicialmente em 1987! Esta reedição vai ser disponibilizada com duas capas gatefold diferentes, uma com a foto original (alaranjada) e outra com uma versão alternativa (azulada), que foi utilizada em 1991! Ambas as versões irão incluir as letras e diversas fotos da banda!


Outra das reedições a ser preparada por esta editora, desta vez em formato digipak, é a da compilação brasileira WARFARE NOISE, lançada originalmente em 1986 e que deu a conhecer ao mundo as bandas HOLOCAUSTO, CHAKAL, MUTILATOR e SARCOFAGO! Esta reedição contém todos os temas originalmente gravados por cada banda para a compilação, bem como alguns temas extra!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[review] DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead (2013)


DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead
(Bullet Tooth Records - 2013)

Se alguma vez houve uma cena conhecida pela sua agressividade e peso foi a cena de Boston. Grandes bandas já saíram de lá para virem a dominar o relmo do Metal em todo o mundo, e quando levamos em conta que Killswitch Engage e Shadows Fall são duas das bandas nessa categoria torna-se fácil de prever o tipo de som resultante de uma união entre membros dos dois lados.

Mike D (baixista de Killswitch Engage) e Brian Fair (vocalista de Shadows Fall) já trabalharam juntos em Overcast no passado, o que explica a escolha de Mike D quando se viu com algumas musicas que não encaixavam exactamente no repertório de Killswitch. Os dois gigantes do metal reuniram-se para mais um projecto capaz de partir pescoços, e só para boa medida chamaram Pete Cortese, que já teve também a sua parte em KSE e Overcast. O lineup é completado por Colin Conway na bateria (actualmente também em Frozen) e Zach Wells na guitarra (também em Razors In The Night).

“Get Lost or Get Dead”, o primeiro EP de Death Ray Vision (nota: agora reeditado pela Bullet Tooth Recs) são 14 minutos de old school hardcore e thrash distribuídos por cinco musicas que não perdem tempo e assaltam os sentidos de imediato com a energia e ferocidade típica do som de Boston que inspirou já tantas bandas. Gang shouts e um certo apelo ao 2-tep são elementos presentes pelo EP fora, mas parecem tornar-se mais aparentes em “Get Lost Or Get Dead”, a musica que empresta o seu titulo ao EP e que se destaca das restantes à primeira passagem, com uma melodia simples e ainda assim apelativa. “Shattered Frames” e “Not For Glory” arrancam a toda a velocidade e não pedem desculpas a ninguém, são pura energia e incitam headbangs a torto e a direito. “Chainsaw Of Bees” é um instrumental, e possivelmente o ponto baixo do ep. Dá a sensação de que nos foi dado um momento para descansar mas de que estamos constantemente a avançar para uma secção da musica que nunca chega, e depois passamos para “Drown The Light”, que rapidamente retoma o balanço das musicas anteriores. 

Mas não pensem que vão ouvir uma reciclagem do som de anos passados com este EP. DEATH RAY VISION é um novo projecto, e deve ser encarado como tal. Vai com certeza satisfazer aqueles que estavam esperançosamente à espera que Overcast regressasse ao activo, mas trás as suas raízes para os dias de hoje, em vez de nos transportar no sentido contrário. Está planeado um LP para 10 de Setembro deste ano com o titulo “We Ain’t Leavin Until You’re Bleedin’“, por isso fiquem atentos. --- [Diogo Alphonso]

[review] REVERENCE - when darkness calls (2012)


REVERENCE - when darkness calls
(Razar Ice Records - 2012)

Os REVERENCE não são nenhuma banda de amadores, nem de caras desconhecidas para os apreciadores de heavy metal, apesar deste ser o disco de estreia da banda! Formados por nomes ligados a bandas como Tokyo Blade, Savatage ou Jack Starr’s Burning Starr, a aposta aqui é, claramente, oferecer o melhor heavy metal possível aos ouvidos sedentos de bom sonoro! A missão parece ter sido cumprida com algumas doses de sucesso!

Concedo que nas primeiras voltas que dei neste disco, principalmente nos temas com maior ataque, a ideia de que esta banda me soava familiarmente próxima de uns Anthrax não me abandonou por completo mas, após mais umas rodadas, a atenção volta a ser focada apenas e só no que soam estes temas e na sua qualidade ou ausência dela! Mesmo que, quase ao cair do pano, ‘After The Leaves Have Fallen’, nos recorde de como os sujeitos do heavy metal gostam sempre de compor e incluir nos seus discos uma daquelas power-ballads de consistência melosa! Não havia qualquer necessidade de isto acontecer hoje em dia, pois não, rapazes?

O disco abre com o tema que lhe oferece o título, numa passada a cruzar os campos do power metal athrashalhado e, logo de seguida, ‘Bleed For Me’, segue-lhe o destino, marcando mais ou menos a toada para as restantes músicas, apesar do pé no acelerador de ‘Phantom Road’ e do fantasma de Anthrax assombrar o refrão de ‘Gatekeeper’ de uma forma verdadeiramente assustadora, mas num bom sentido! Pesando os temas seguintes e subtraindo a já mencionada power ballad, que dispensávamos, este colectivo de caras conhecidas acaba por apresentar uma estreia que talvez se aproxime daquilo que Bryan Holland tinha em mente quando formou os REVERENCE (“I wanted an album with a soaring vocalist, unstoppable riffs, screaming leads and crushing rhythms...”), no entanto, apenas o tempo poderá confirmar se estarão à altura dos seus critérios! --- [Rui Marujo]

[review] ARSIS – lepers caress EP (2012)


ARSIS – lepers caress EP
(Scion Audio Visual - 2012)

Confesso aqui a minha ignorância face a esta banda, pois apesar dos seus actuais treze anos de carreira (e ainda a contar) e dos seus cinco albums, o meu primeiro contacto foi feito através deste EP, lançado em Dezembro de 2012, através da companhia Scion (o quinto disco de estúdio, “Unwelcome”, saiu em Abril 2013 pela Nuclear Blast)!

O desconhecimento assumiu tamanha ordem que, enquanto ouvia “Lepers Caress”, pensava que este tipo de death metal melódico sai sempre de uma forma pristina das mãos das bandas nórdicas, quando na verdade estava a ouvir uma banda americana! Caramba, já não se pode confiar em nada neste mundo!

Mas com o devido crédito agora atribuído à nação americana, há que dizê-lo com toda a frontalidade que me sinto agora tentado a descobrir o restante da discografia produzida por estes nativos da Virginia, pois estes seis temas souberam-me mesmo bem! Com mudanças de velocidade equilibradas e melodias cheias de ganchos, nem mesmo dos solos temos razão de queixa, uma vez que ocupam apenas e só o tempo e lugar que devem ocupar, sem se alongarem de forma desnecessária! Todos os temas têm algo que os favorece, mas ‘A Tearful Haunt, Condemned’ merece o nosso carinho pelo seu véu clássico, que parece ter sido baseado na cadência de uma valsa straussiana! Boa malha! --- [Rui Marujo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

DEATHCULT - the test of time [review]


DEATHCULT – the test of time
(Do Or Die Records Records - 2013)
www.facebook.com/DeathcultChicago

Após um determinado número de experiências, não há como evitar um certo grau de expectativa, quando sabemos que estamos a lidar com uma one-man-band. São frequentes os projectos deste tipo que seguem o caminho negro do black metal, alguns com maior interesse que outros, principalmente devido à forma como a sua música soa fluida como uma banda completa e não como um trabalho de estúdio de cut and paste!

Com DEATHCULT, somos agradavelmente surpreendidos por essa fluidez e praticamente não nos apercebemos de que todos os instrumentos e vocalizações são feitos pelo mesmo homem, Tim Pearson! Escuro na sua natureza, este primeiro trabalho de longa duração assume musicalmente o que as suas influências afirmam ser no papel, fundamentos de black e thrash metal, mas sem grandes embelezamentos ou associações ao estilo híbrido mais acelerado de outras bandas desta latitude musical! Notam-se as orientações mais thrashy em alguns dos riffs, mas o espírito aqui presente pode ser comparado ao mundo de Satyricon, por exemplo, para terem uma imagem sonora em que se possam segurar!

Quando se olham para alguns dos títulos destes temas, ‘Hail The Antichrist’ ou ‘Born To Lose’, a dimensão da escrita parece estar um pouco embebida em lugares comuns, mas este último tema revelou-se um vício tremendo e difícil de deixar! ‘Doctrine of Hate’ tem um início a saudar o death metal clássico e ‘Inner Beast’ grita fiordes noruegueses por todas as notas, mas o crédito deve ser dado ao vento cortante de Chicago! Bom som! [Rui Marujo]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

I AM THE KID - tell it to the frogs EP (review)


I AM THE KID – tell it to the frogs EP
(independente - 2012)

Lembram-se daquele famoso dizer que ditava o não julgamento de um livro pela sua capa? Basicamente, um convite a dispendermos um pouco do nosso tempo a conhecer as coisas e evitar as conclusões e julgamentos precipitados... Devia ter prestado mais atenção a esse tipo de sageza popular!

Atraído pelo artwork da capa (literalmente) deste EP e pelos espirituosos jogos de palavras com os títulos dos seus temas, saltei de cabeça na música de I AM THE KID, ansioso por ouvir o que se escondia por detrás de peças como ‘Lap Dances With Wolves’, ‘Birth Control Alt Delete’ ou ‘HIV For Vendetta’! Devia ter estado mais atento à profundidade deste charco. Estava relativamente preparado para ouvir algo moderno, que talvez quisesse brincar um pouco ao hardcore ou ao metal moderno, mas assim que comecei a ouvir a sucessão de breakdowns, fiquei apresentado!

Segundo dizem eles, muito tempo e dinheiro foi gasto na gravação deste EP e, seguramente, os seis temas + intro que aqui são apresentados não vão desapontar os fans deste género de som, mas a dificuldade que tenho em separá-los de qualquer outro nome aleatório que habita nesta trincheira de metal e hardcore, principalmente pela ausência de uma memória, não me fará cliente muito habitual de “Tell It To The Frogs”! No entanto, volto a dizer, os nomes dos temas estão bem sacados! (Rui Marujo)