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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[review] WITCHCRAFT - hegyek felettem (2012)


WITCHCRAFT - hegyek felettem
(Neverheard Distro - 2012)

Existem discos muito mais fáceis de ouvir do que este “Hegyek Felettem”, com fórmulas diferentes, com dinâmicas diferentes e, sobretudo, com temas que, pelo menos, parecem diferentes! Seria de esperar que uma banda que anda representar o black metal húngaro de há tantos anos a esta parte (começaram em 1996) tivesse, entretanto, atingido um certo à vontade no que à composição diz respeito! E não estou a falar em criar black metal para as massas, cheio de ganchos e melodias facilmente assimiláveis e com rápido alcance para os ouvidos! Não! Estou a falar em conseguir gravar um disco de oito temas em que cinco deles não pareçam o mesmo!!

Existe muito pouca variedade aqui e a única coisa que salva este terceiro album dos WITCHCRAFT do verdadeiro marasmo, são os temas ‘Összeesküvés’ (The Conspiracy) e ‘Fekete és hideg’ (Dark and Cold), que nos deixam respirar um pouco com a cabeça fora da repetição, presença constante em todos os outros temas! Poderá ser suficiente para os puristas mas, para muitos outros, vai ser necessário um bom poder de encaixe para chegar ao fim deste disco! --- [Rui Marujo]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[review] THE KONSTELLATION - Order Of The Universe (2012)


THE KONSTELLATION - Order Of The Universe
(independente - 2012)

Nunca sabemos muito bem ao que vamos, quando se trata de ouvir um disco que, para além das descrições que te podem deixar mais ou menos encaminhado, incluem a vinheta do progressive! Sabemos que pode significar muita coisa, mas normalmente este termo sai da cartola quando não se consegue encaixar muito bem o que temos em mãos, quando não existe uma zona de conforto perfeitamente identificável para nos deixar descansados e termos que evitar grandes explicações! Experimentalismo, fusão de géneros estranhos à partida, seja o que for!

Os húngaros THE KONSTELLATION também viajam com essa identificação na sua sequência genética, mas com linhas bem demarcadas na sonoridade que apresentam neste primeiro longa duração! Existem aqui os mapas para o black-metal de inclinação melódica, que cruza caminhos com um death-metal cujas inspirações líricas o coloca no infinito estelar! As vocalizações podem variar entre as frases limpas, mas assumidamente negras e obscuras, e as entregas guturais, com o meio termo moderadamente frio e rasgado! É uma dança de ímpetos que nos pode transportar a lugares diferentes dentro de um mesmo tema!

O tema de abertura ‘Macrocosmos’ tem aquele embalo próprio da influência black-metal no movimento pendular de uma forma de metal que não quer acelerar, mas que mantém o seu ímpeto seguro! Vão surgindo, em seguida, novos exemplos de como a estrutura destes temas é feita com base na desconstrução de moldes, apenas para voltar a juntar as peças em novas formas! Os ímpetos voltam a dançar e a negar as facilidades pré-concebidas dos géneros em que confiam para se manterem seguros! Mantenham-se atentos! --- [Rui Marujo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

PER CAPITA / FREEDOM IS A LIE - split 12" [review]


PER CAPITA / FREEDOM IS A LIE - split 12”

(independente - 2013)
http://percapitacrust.bandcamp.com
http://freedomisalie.bandcamp.com

Duas forças demolidoras uniram esforços para lançar este split, dois ataques violentos que, do centro da Europa, lançam a sua própria versão de activismo e fúria, na forma de constantes ataques ensopados em crust, hardcore, punk e grindcore!

Por um lado, temos os alemães PER CAPITA, que debitam nove temas de agressão e poder, directamente de Munique para o mundo! Uma banda que, desde as suas raízes na sonoridade suja dos anos 80 ou 90, evoluiu até à presente formação de duplo ataque de guitarra e berros crust/grind! Os seus temas percorrem temáticas que atacam a crua realidade da vida e do mundo moderno, com a sua ausência de valores, aumento do fosso entre classes e violência sem quartel! É como ouvir um noticiário onde nos dizem a verdade!

Já os FREEDOM IS A LIE, lançam a sua dose de crust/hardcore acelerado a partir das proximidades da cidade de Budapeste, Hungria! Os seus temas também possuem um pequeno sabor grindcore, o que ajuda a temperar as vocalizações agressivas e as letras gritadas em húngaro! O foco das suas dissertações, à semelhança dos seus amigos alemães, passa pelos problemas sociais e políticos, com o objectivo de deixar a nú as falhas exixtentes no sistema vigente! No fecho, ainda presenteiam os amantes de música extrema com uma rendição de ‘Blinded - Time To Act’, original dos suecos Nasum! Uma bela dose de cacetada saudável! --- [Rui Marujo]