terça-feira, 30 de julho de 2013

03.08.13: SHEILAN (spa) + SACRACY OF BLOOD + IMPERA @ República da Música (Lisboa)

No próximo dia 3 de Agosto (Sábado), a República da Música (Lisboa) recebe a visita da banda espanhola SHEILAN, que vem à capital lusa para apresentar o seu mais recente disco "Para Toda La Eternidad"! A acompanhar os SHEILAN, podem contar com a presença dos nacionais Sacracy Of Blood e dos Impera!
Vale a pena mencionar que os espanhóis estarão também presentes na oitava edição do festival Leyendas Del Rock, a decorrer no próximo dia 10 de Agosto, em Villena (Alicante)!

SARCOFAGO: clássico "I.N.R.I." vai ser reeditado em vinil

A label americana, GREYHAZE RECORDS, vai reeditar em vinil o disco "I.N.R.I." dos míticos SARCOFAGO, lançado inicialmente em 1987! Esta reedição vai ser disponibilizada com duas capas gatefold diferentes, uma com a foto original (alaranjada) e outra com uma versão alternativa (azulada), que foi utilizada em 1991! Ambas as versões irão incluir as letras e diversas fotos da banda!


Outra das reedições a ser preparada por esta editora, desta vez em formato digipak, é a da compilação brasileira WARFARE NOISE, lançada originalmente em 1986 e que deu a conhecer ao mundo as bandas HOLOCAUSTO, CHAKAL, MUTILATOR e SARCOFAGO! Esta reedição contém todos os temas originalmente gravados por cada banda para a compilação, bem como alguns temas extra!

[review] BORG 64 - Anywhere But Here EP (2013)


BORG 64 - Anywhere But Here
(Discouraged Records - 2013)

A cena sueca transborda de melo death e não é o primeiro sítio de onde eu esperava ver sair uma banda com grandes níveis de experimentação e mistura de estilos, até ouvir BORG 64! O nome só por si levanta algumas questões, no entanto, nada a que um metaleiro não esteja habituado. A verdadeira confusão vem quando a música irrompe das colunas e enche o ar em picos espásticos e intercalados de distorção e psicadelismo. A verdade é que BORG 64 começou como um projecto de drum & bass nos finais dos anos 90, e algures no caminho os suecos sentiram falta de umas guitarras na mistura e resolveram acelerar a drum machine.
Depois de sete anos parados, BORG 64 entregam-nos um álbum daquilo a que chamam de pissed off hardcore (porque todos sabemos que o hardcore já por si é calminho) mas que sinceramente é difícil de descrever com etiquetas de géneros. 
Por vezes, BORG 64 até parece uma banda de grindcore (a voz não está longe do que se poderia esperar de J. R. Hayes em Pig Destroyer), e há momentos (como a intro de ‘Late Nights At Quarks’) em que realmente a veia hardcoreana se manifesta, mas num ápice a componente electrónica toma as rédeas e redefine o som que ainda à um segundo atrás poderia parecer familiar! ‘Luleå’, a última faixa do EP, é a de mais fácil acesso para os ouvidos acostumados ao canto familiar da música metalada, ainda assim, tal como nas restantes músicas, as surpresas abundam. Mas se a leitura desta review vos despertou a curiosidade e querem sentir todo o esplendor de BORG 64, saltem de cabeça para a primeira faixa, ‘Death To False Power Chords’.
Se procuram novidades para a vossa colecção ou têm uma ampla curiosidade musical, provem “Anywhere But Here”. Este não é um EP para qualquer gosto, mas para os que procuram quebrar algumas barreiras é um EP para ter em mente. --- [Diogo Alphonso]

02.08.13: VENIAL SIN + EVILLUTION @ Metalpoint (Porto)

Os VENIAL SIN vão interromper o processo de composição do seu álbum de estreia, actuando no próximo dia 2 de Agosto, no Metalpoint (Porto). A primeira parte do concerto da banda vila-realense será assegurada pelos EVILLUTION, a partir das 22:30h:

07.11.13: POST-AMPLIFEST SESSION: The Ocean + Shining + Tides From Nebula + Hacride @ Hard Club (Porto)


directamente da inbox:

Com o novo “Pelagial” na calha, os THE OCEAN regressam a Portugal para mostrar que o post-metal, enquanto designação, encaixa na perfeição nas múltiplas facetas e formas que conseguem assumir na sua música. Do gratuitamente pesado e acelerado ao atmosférico mais orquestralmente construído, o colectivo germânico não cessou o seu processo evolutivo ao longo dos tempos.

Os SHINING são nem mais, nem menos do que os autores do incrível “Blackjazz”, um marco na música pesada que cruzou as sonoridades mais densas e pesadas com as diatribes técnicas do jazz de léxicos complexos e ricos. O novo "One One One" mostra uma faceta nova da banda, a ser posta à prova no Hard Club, em Novembro.

As honras de primeira parte são asseguradas pelos TIDES FROM NEBULA e pelos HACRIDE. Os bilhetes já estão à venda, custando 10 euros para os portadores de bilhete Amplifest. Sem bilhete para o festival, os ingressos para a Post-Amplifest Session custam 15 euros.

[review] ECLIPSE PROPHECY - days of judgement (2013)


ECLIPSE PROPHECY - days of judgement
(Maple Metal Records - 2013)

Misturando as diversas facetas do power-metal com algum tempero progressivo, é assim que se apresentam os ECLIPSE PROPHECY neste “Days Of Judgement”, disco lançado em Fevereiro passado, através da editora Maple Metal Records! Este é o primeiro album dos canadianos, depois de em 2012 terem gravado um single com os temas ‘Through The Storm’ e ‘Days Of Judgement’, que surgem agora incluídos no alinhamento deste álbum.

A influência progressiva mostra-se aqui, principalmente, devido à forma como algumas das partes de teclados foram compostas e introduzidas, para aumentar o factor melódico destes temas! Não que existisse uma necessidade tremenda de o fazer, uma vez que o trabalho de guitarras de David McGregor (guitarra/voz) e Martin Machado (guitarra solo) se encarrega de nos embalar melodicamente, quer sejam nos riffs que vão suportando os refrões orelhudos ou nos solos em que podem espalhar toda a sua técnica, mantendo-se fiéis ao objectivo de cada tema e não exagerando em demonstrações desnecessárias de tecnicismo!

As partes vocais estão, na sua maioria, dentro dos parâmetros habituais para este género, com algumas das tentativas para as notas mais altas talvez a soarem um pouco forçadas demais, principalmente se tivermos em consideração que, não raras vezes, McGregor opta por um registo com um pouco mais de gravilha no fundo da garganta! Consegue-se ainda espaço suficiente para incluir um vocalista convidado em ‘The Shattered Mirror’, com a presença de Patrick Loisel, vocalista dos também canadianos Augury, numa prestação death-metal, para reforçar o confronto que é retratado na letra desse tema!

Em resumo, apesar da etiqueta power-metal que os marca, existe aqui força suficiente para que se notem também algumas influências de géneros um pouco mais agressivos (guitarras por vezes thrash, blastbeats, vozes um pouco mais duras), que se misturam de uma forma descomplicada com as melodias e trabalho instrumental intrincado próprio deste estilo! --- [Rui Marujo]

HER DYING REGRET: novo EP a sair em Setembro


Os ingleses HER DYING REGRET têm o seu novo EP, "Legacy", pronto a sair no próximo mês de Setembro! Este novo registo, mais uma vez autofinanciado, sucede a "The Siren" (2012) e foi gravado nos Avenue Studios, com o artwork a ficar a cargo de Vincent Bolar (Abyss Art)!

Acerca deste novo trabalho, o guitarrista Craig Mayor afirmou o seguinte:

"Existe um grande ênfase no Tempo e algumas das músicas no nosso EP têm a mensagem de aproveitar ao máximo o tempo que temos, a ampulheta representa uma vida, o EP praticamente tem um tema carpe diem à volta dele"

ECHELON: estreia a ser preparada para o Outono


Os ECHELON apresentam-se como uma banda de black metal avantgarde, pretendendo espalhar a sua visão musical e filosófica para além dos limites habituais do género! São oriundos da Áustria e encontram-se a preparar a sua apresentação ao mundo do metal, ainda durante o decorrer do ano presente, tentando encontrar uma editora que esteja interessada no seu trabalho!

Para mais informações, espreitem os seus links:



[review] GONOBA - endless cycles (2013)


GONOBA - endless cycles
(On-Parole Productions - 2013)

Existe certamente uma inside joke qualquer com estes eslovenos que explica o porquê de encontrarmos referência ao seu amor por camelos! Caramba, até mesmo o tema que encerra este disco se intitula ‘Camel Metal’! A sério, vejam as fotos do seu facebook, se não acreditam! O porquê desta estranha associação ficará, para já, reservada aos membros desta banda originária de Trzin que, apesar do que possa parecer, levam muito a sério as suas vestes encharcadas da quantidade certa de thrash, com o suficiente de death-metal!
Endless Cycles” é o segundo trabalho de originais e a estreia pela On-Parole Productions! Representa também uma afirmação no estilo de sonoridade que os GONOBA adoptaram, depois de um início orientado para um registo mais tradicional onde, ainda assim, o thrash-metal era figura de destaque! O que acontece agora é uma onda mais agressiva e com maior atenção aos detalhes e aspectos técnicos de composição! Acrescentam algo mais no departamento do peso, quando assumem algumas influências death-metal, talvez mais a nível musical, uma vez que o registo vocal de Matic Babic mantém-se bem enquadrado e seguro em ambos os lados da vedação! Pensem em Dew-Scented ou Destinity!
Um dos temas que mais nos prendeu a atenção foi ‘As Bridges Fall’, a merecer honras de repetição, enquanto se organizavam papéis e notas, mas deve ser salientada também a inclusão de dois instrumentais, ‘Inevitable’ e ‘Endless Cycles’, que funcionam enquanto verdadeiras peças instrumentais thrash e não como interlúdios ou intros! E se o press-kit falava em fantásticas linhas de baixo, não estava assim tão longe da verdade quanto isso, pois o senhor Branimir Tkalec demonstra dominar muito bem o poder das suas cinco cordas (‘Blame Game’)!
Com “Endless Cycles”, os GONOBA não vão revolucionar em nada o panorama, mas podem certamente contar com eles para acrescentar uma boa dose de qualidade e peso à cena thrash actual! --- [Rui Marujo]

[review] ENTARTUNG - krypteia (2012)


ENTARTUNG - krypteia
(World Terror Committee - 2012)

ENTARTUNG é o nome dado ao esforço colaborativo entre Lykormas (guitarra/bateria/voz) e Vulfolaic (voz/baixo/teclas), que em meados de 2011 resolveram unir-se e começar a criar música descomprometida e sem qualquer tipo de noção comercialista! O resultado foi este “Krypteia”, um disco que visa de alguma forma representar o desprezo que os membros da banda sentem pela mercantilização do black metal! Pessoalmente, acho que têm que se esforçar um pouco mais...

Passo a explicar: não será através das efusivas manifestações estéticas, louvando o oculto e o lado negro da espiritualidade, que o black metal abandonará o seu lado mercantil! Essas facetas visuais há já algum tempo que fazem parte da cultura do entretenimento, mesmo em géneros que nada têm em comum com esta vertente da música pesada! Assim sendo, a solução talvez se encontre na criação de música que vá ao encontro desse lado negro e que represente de forma firme o desconforto e rebeldia, a individualidade e emancipação que deve representar!

O facto dos ENTARTUNG apresentarem aqui temas bastante melódicos e que facilmente embalam quem ouvir a sua música, não está a servir o propósito que eles próprios pretendem alcançar! Sim, o departamento vocal é inteiramente retratado à imagem do registo que muitas bandas de black metal utilizam (o que talvez não abone muito a favor do conceito de aumentar os limites), sujo, agressivo e rasgado, mas ao mesmo tempo denota os aspectos melancólicos que as melodias instrumentais lhe oferecem! Não existem estruturas muito complexas e a experiência enquanto ouvintes faz-nos chegar à conclusão de que confiaram mais na segurança do que na experimentação e na audácia! De um ponto de vista meramente comparativo, a música presente em “Krypteia” é em muitos aspectos mais comerciável e facilmente assimilável que muitas outras bandas do mesmo género que existem hoje em dia! Mas não deixa de ser um disco de black metal perfeitamente aceitável! --- [Rui Marujo]

[video] UNTIL DAWN - this fallen fortress

"Horizon" o novo album de UNTIL DAWN chega no próximo mês de Agosto, mas até lá podem sempre dar uma espreitadela no vídeo para o tema 'This Fallen Fortress', no player em baixo, ou ouvir o tema título neste local:

[video] SADAKO - yamamba

'Yamamba' foi o tema escolhido para o novo video dos austríacos SADAKO! É o primeiro avanço para o disco "Panic Transistor" e podem vê-lo aí em baixo:

sexta-feira, 26 de julho de 2013

SIDE B LIVE CLUB: sala de Benavente comemora o 5º aniversário com um mês de concertos


O SIDE B LIVE CLUB, sala de concertos situada em Benavente, prepara-se para celebrar o seu quinto aniversário, no próximo mês de Setembro, e reservou um cardápio para agradar a quase todas as variantes que têm passado por aquela sala ribatejana!

Do punk ao industrial, do black metal ao rock-a-billy, do metal melódico ao doom! Durante todas as sextas e sábados do mês de Setembro, haverá concertos celebrativos deste aniversário! Confiram em baixo o cartaz completo e respectivas datas:

dia 06 Setembro / Sexta Feira:
ACROMANÍACOS + PORTA VOZ + TABERNA + BUTE & FARRA 
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 5€

dia 07 Setembro/ Sábado:
ENCHANTYA + SUNYA + RED HOUSE VIEW + INNER BLAST + LUNAE LUMEN
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 6€

dia 13 Setembro/ Sexta Feira:
LUXE FERRE + INVERNO ETERNO + IRAE
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 8€

dia 14 Setembro/ Sábado:
BRUTO AND THE CANNIBALS + F’RRUGEM + CADAVER N’ROLL
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 6€

dia 20 Setembro/ Sexta Feira:
SWITCHTENSE + BLEEDING DISPLAY + PURUSHA + GATES OF HELL
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 6€

dia 21 Setembro/ Sábado:
BIZARRA LOCOMOTIVA + INKILINA SAZABRA.
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 10€

dia 27 Setembro/ Sexta Feira:
PROCESS OF GUILT + THE QUARTET OF WOAH + A TREE OF SIGNS
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 8€

dia 28 Setembro/ Sábado:
RAMP + VEINLESS + SPEEDEMON *
Portas 21h30 / Início 22h00 – Bilhete 10€

[review] DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead (2013)


DEATH RAY VISION - Get Lost or Get Dead
(Bullet Tooth Records - 2013)

Se alguma vez houve uma cena conhecida pela sua agressividade e peso foi a cena de Boston. Grandes bandas já saíram de lá para virem a dominar o relmo do Metal em todo o mundo, e quando levamos em conta que Killswitch Engage e Shadows Fall são duas das bandas nessa categoria torna-se fácil de prever o tipo de som resultante de uma união entre membros dos dois lados.

Mike D (baixista de Killswitch Engage) e Brian Fair (vocalista de Shadows Fall) já trabalharam juntos em Overcast no passado, o que explica a escolha de Mike D quando se viu com algumas musicas que não encaixavam exactamente no repertório de Killswitch. Os dois gigantes do metal reuniram-se para mais um projecto capaz de partir pescoços, e só para boa medida chamaram Pete Cortese, que já teve também a sua parte em KSE e Overcast. O lineup é completado por Colin Conway na bateria (actualmente também em Frozen) e Zach Wells na guitarra (também em Razors In The Night).

Get Lost or Get Dead”, o primeiro EP de Death Ray Vision (nota: agora reeditado pela Bullet Tooth Recs) são 14 minutos de old school hardcore e thrash distribuídos por cinco musicas que não perdem tempo e assaltam os sentidos de imediato com a energia e ferocidade típica do som de Boston que inspirou já tantas bandas. Gang shouts e um certo apelo ao 2-tep são elementos presentes pelo EP fora, mas parecem tornar-se mais aparentes em “Get Lost Or Get Dead”, a musica que empresta o seu titulo ao EP e que se destaca das restantes à primeira passagem, com uma melodia simples e ainda assim apelativa. “Shattered Frames” e “Not For Glory” arrancam a toda a velocidade e não pedem desculpas a ninguém, são pura energia e incitam headbangs a torto e a direito. “Chainsaw Of Bees” é um instrumental, e possivelmente o ponto baixo do ep. Dá a sensação de que nos foi dado um momento para descansar mas de que estamos constantemente a avançar para uma secção da musica que nunca chega, e depois passamos para “Drown The Light”, que rapidamente retoma o balanço das musicas anteriores. 

Mas não pensem que vão ouvir uma reciclagem do som de anos passados com este EP. DEATH RAY VISION é um novo projecto, e deve ser encarado como tal. Vai com certeza satisfazer aqueles que estavam esperançosamente à espera que Overcast regressasse ao activo, mas trás as suas raízes para os dias de hoje, em vez de nos transportar no sentido contrário. Está planeado um LP para 10 de Setembro deste ano com o titulo “We Ain’t Leavin Until You’re Bleedin’“, por isso fiquem atentos. --- [Diogo Alphonso]

DALAI LUME: lançam o seu novo disco, "Sentido Proibido"


"Sentido Proibido" é o novo disco dos punk-rockers nacionais DALAI LUME, oficialmente lançado num evento a decorrer na República da Música, sexta-feira, dia 26 de Julho! Este novo trabalho foi registado em Fevereiro deste ano e conta com "13 temas de puro rock de intervenção, mensagem sem rodeios e com a irreverência que este tempo exige"!

Os DALAI LUME formaram-se em 2006 e contam na sua formação, nesta altura, com Zorb (voz), Oregos (bateria), Bernardo (baixo) e Rodrigo (guitarra)!

Para além da data programada para a República da Música, estão também previstos os seguintes concertos:

27 Julho @ Theatro Bar (Tomar)
16 Agosto @ Cais Bar (Odemira)
23 Agosto @ Adega do Povo (Famalicão)
24 Agosto @ Hard Club (Porto)

Podem também dar uma olhada no mais recente vídeo gravado pela banda, para o tema 'Bairro Alto':

[review] NORDHEIM - refill (2013)


NORDHEIM - refill
(Maple Metal Records - 2013)

As referências destes canadianos estendem-se um pouco através dos nórdicos campos do folk, das vozes que, em coro, elevam as mais valias do hidromel e da cidra e que cantam as paisagens montanhosas e os lagos gelados! Assumem-se estas referências como fazendo parte integrante do mesmo universo de Ensiferum, Finntroll, Korpiklaani, Turisas ou Alestorm! Este “Refill” é o segundo album desta banda, o primeiro a sair pela editora Maple Metal Records, depois de um primeiro disco auto-financiado em 2010, “Lost In The North”, e de uma demo em 2009!

Sabendo à partida quais os pontos cardeais que iríamos aqui encontrar, não foi surpresa nenhuma encontrar uma colecção de temas muito focados na melodia, apesar de esperarmos mais foco na parte folk festiva! Apesar de tudo, esse aspecto não é descurado e, por entre os vários argumentos explosivos de blastbeats suportando fragmentos de coros tipicamente folk aliados a uma entrega vocal muitas vezes próxima do black metal ou melodeath, lá vamos encontrando o balanço indicado para os brindes e danças pagãs de celebração! Em ‘Get Drunk Or Die Trying’, o potenciómetro da festa é elevado ao onze, com a participação dos convidados Trollfest que, directamente da Noruega, trouxeram as suas gargantas vikings para adornar este hino de celebração ao declínio hepático!

Mesmo que esteja aqui presente o aroma intenso a levedura, também não faltam momentos mais sérios e a tocar ombros com as entregas mais próximas do black metal melódico, isto em termos musicais, pois no que diz respeito à estética, os NORDHEIM encontram-se num lugar diferente! Temas competentes e bem estruturados, com os teclados a fazerem muitas vezes o papel de outros instrumentos habituais nestas andanças, mas oferecendo sempre uma moldura adequada à direcção pretendida em cada tema, este disco certamente encontrará aprovação entre os apreciadores das bandas referidas no início! --- [Rui Marujo]

[review] DREADFIRE - rearview sinner EP (2013)


DREADFIRE - rearview sinner EP
(independente - 2013)

Rearview Sinner” é uma curta espreitadela por detrás da cortina de DREADFIRE, o quinteto Lisboeta que, depois de algumas alterações no line up, consiste em Kevin Palma (voz), Thiago Fonseca (bateria), Bruno Pereira (guitarra), Pedro Soares (guitarra) e Tiago Pereira (baixo), lançaram o ano passado o single acompanhado de uma musica já conhecida pelos seguidores da banda, 'Face The Storm'.

Esta é a primeira participação dos novos membros (Kevin e Thiago) e é um óptimo começo. A voz de Kevin é uma novidade especialmente notável e complementa a musica com uma força incrível, enquanto que Thiago não se acanha na sua participação, com rolls constantes e uma aproximação própria aos riffs.

"Rearview Sinner" é uma musica rápida e energética que, mais ainda do que esforços anteriores, parece demonstrar algumas influencias por parte de nomes como Lamb of God e Mastodon (pre-Crack The Skye). Parece ser a forma perfeita de introduzir os novos membros ao mundo, pois o som de DREADFIRE é perfeitamente reconhecível, mas Kevin e Thiago não passam despercebidos. E a mensagem passa claramente, de que DREADFIRE ainda não passou o seu auge e ainda tem algo para dar à cena portuguesa. --- [Diogo Alphonso]

[review] TORTORUM - extinctionist (2013)


TORTORUM - extinctionist
(World Terror Committee - 2013)

Se eu vos disser que os TORTORUM são noruegueses e vêm da cidade de Bergen, qual será a vertente de música pesada que vamos abordar nas linhas seguintes? Penso que não será difícil de perceber, que estamos perante uma banda de trve norwegian black metal, certo? Apesar desta designação em particular não ser utilizada pela banda, no fundo, sei que foi o que todos pensaram e a resposta é essa mesmo!

Que mais pode então ser dito acerca de black metal norueguês que ainda não tenha sido? Nem de propósito, ainda recentemente, em conversa com almas semelhantes, abordámos um pouco esta questão, o que dizer acerca de uma roda que já foi inventada, montada e viajada tantas e tantas vezes, mantendo a mesma objectividade e assertividade? Concluímos que, em muitos casos, ainda que as preferências pessoais possam estar presentes de forma dissimulada, será difícil não examinar um disco ou uma banda com base em algumas premissas e conceitos que abraçámos e tornámos nossos.

No presente caso dos TORTORUM, a dificuldade existe em atravessar o vago e estéril campo criativo que compõe estes nove temas, tornando-se um pouco complicado de encontrar uma margem onde possamos descansar um pouco e descobrir que estes noruegueses, afinal, também conseguem escrever coisas que chamem a atenção! Esta afirmação justifica-se com a opinião de que, brutalidade apenas por brutalidade não é suficientemente cativante para nos fazer regressar a estes temas!

Curiosamente, os momentos que mais prendem a atenção e que escapam à tentação bocejante do resto de “Extinctionist” encontram-se em três temas consecutivos, com ‘Kindling The World Conflagration’, ‘Fucking Worthless’ e ‘Gloria In Extinction’ a justificar o constante replay nesta parte do disco, para compensar o tempo que perdemos, por exemplo, com ‘Mother Infirmity’ que, de tão agonizantemente repetitiva, somos obrigados a saltar! --- [Rui Marujo]

[review] AS SILENCE BREAKS - The Architecture of Truth (2012)


AS SILENCE BREAKS - The Architecture of Truth
(New Justice Records - 2012)

Com “The Architecture of Truth”, o seu último álbum lançado em 2012, AS SILENCE BREAKS apresentam-nos quarenta e cinco minutos de música que prometem agradar aos fãs do som pelo qual se deram a conhecer nos seus esforços anteriores, mas que são bem mais orientados para o melodic death metal, contendo ainda umas influências de Trash Metal para além das suas raizes no metalcore.

O segundo LP do grupo foi gravado com Daniel Castleman no estúdio de Tim Lambesis (vocalista de As I Lay Dying, Austrian Death Machine e Pyrithion) e a produção foi feita por Alan Douches que já trabalhou com bandas como Cannibal Corpse, Unearth, Deicide e The Black Dahlia Murder.

A evolução da banda desde o seu primeiro álbum é notável e este é o seu lançamento mais maduro. Se já no EP “The Inferno” (2011) alguns avanços óbvios tinham sido feitos em relação ao seu debut auto-intitulado (2009), com o novo lançamento a banda deixou para trás os atalhos musicais que por vezes os condenavam a ser recebidos com o rótulo de “mais uma banda do metalcore”.

Melodias contagiosas recheiam "The Architecture of Truth" e não faltarão headbangs enquanto sonoros como ‘Decimate’ ou ‘Fire Borne Chaos’ tocarem. Os breakdowns são menos e bem mais moderados, e em algumas ocasiões (nas músicas ‘Freedom’, ‘Fire Borne Chaos’ e ‘Discord’) o guitarrista Ben Irwin empresta a sua voz, cantando uns versos com uma performance também melhorada em relação ao EP anterior. Mas os fãs da faceta mais pesada de AS SILENCE BREAKS não deverão ficar decepcionados pois continua a haver força no som do quintento. Os breakdowns existentes surgem nas alturas certas e complementam as músicas com a agressividade necessária.

Tudo isto cria um álbum que mostra que AS SILENCE BREAKS estão empenhados em melhorar o seu som em todas as oportunidades. “The Architecture of Truth” não vem quebrar paradigmas nem apresentar um som novo ao mundo, mas é um álbum que re-afirma o talento e empenho da banda australiana. --- [Diogo Alphonso]

[review] KROH - kroh (2012)


KROH - kroh
(Devizes Records - 2012)

Acontece por vezes em convívio com pessoal amigo (saravá Metal Horde Zine), o saudável jogo do inventa lá um sub-género novo, onde já nos saímos com pérolas como crustcore-acústico ou ska-industrial-depressivo! Uma que ainda não nos tínhamos lembrado era a do one-man-stoner-satânico! Pois aqui está ela, na pele deste projecto de Paul Kenney, músico com história numa série de outras coisas, que vai de Fukpig a Mistress, passando pelos Anaal Nathrakh ou Dethroned!

Talvez a associação entre o stoner e o Senhor das Trevas não seja tão descabida quanto isso, afinal de contas, existem bastantes bandas deste género ou por ele influenciado que patrocinam um ou outro pormenor alusivo, seja no artwork ou mesmo através de um piscar de olhos lírico, escondido nas metáforas das suas letras! Com os KROH a dúvida acerca da temática fica desfeita logo no arranque deste disco, quando no tema ‘The Plant We Seeded’ se ouve repetidamente o refrão “All in the name of Lucifer / The Plant we seeded, Lucifer / There when we needed”!

Considerações ocultistas à parte, é necessário sublinhar o quanto este disco encaixa bem à primeira tentativa, sem que passemos por um tema que nos leve a saltar imediatamente para o próximo! Mesmo com ‘How I Wish’, um tema quase ambiental e bastante sombrio, acabamos por abraçar essa escuridão momentânea como um momento de fuga, para elevar as nossas narinas acima do enxofre que alimenta peças como ‘Luciphoria’ ou ‘These Butterflies’, dois temas que facilmente ficam no ouvido!

Existem aqui muitos bons riffs, tal como seria de esperar num bom disco/banda que abrace uma sonoridade à volta do género stoner, mas também existe muita qualidade no que toca à forma como essas camadas de guitarras estão cosidas com as linhas robustas que fazem com que uma ideia se transforme num excelente conjunto de músicas! --- [Rui Marujo]

[review] GRIME – grime (2012)


GRIME – grime
(independente - 2012)

A presente visita lança-se para os arredores de Trieste, de onde surgem estes italianos, prontos a espalhar toda a sujidade do seu  lento e pesado sludge/doom! Este género tem tido maior visibilidade em tempos recentes e são diversas as bandas de variados países que aproveitam o embalo para fazer conhecer a sua música ou aproximar a sua sonoridade a estas cores mais negras e abafadas!

Quanto aos GRIME, acredito que a descrição que fazem da sua própria música, um pântano em decomposição cheio de lixo, se aproxima de forma bastante fiel daquilo que a metáfora pretende transmitir! Temos a velocidade arrastada, própria das influências assumidas pela banda, Black Sabbath, Grief, Sleep, etc., ao mesmo tempo que se deixa notar um cuidado com o tipo de riffs escolhidos, algo mais apontado ao doom rock setentista de uns Pentagram, por exemplo, ou às melodias de uns Candlemass, se estes tocassem numa afinação muito mais grave e pesada e desviassem um vocalista de uma banda screamo para assumir as vozes neste disco!

A questão da voz talvez venha a ser o aspecto mais problemático aqui, uma vez que, tema após tema, não existe grande variação ou modulação face à base musical em que assenta. Se se retirasse a trilha vocal de um tema e a colocássemos em cima de outro tema diferente, talvez não se notasse grande diferença! De qualquer das formas, a sua intensidade parece estar bem adequada ao pesado e opressivo ambiente criado por cada tema! --- [Rui Marujo]

[review] VANDERBUYST - flying dutchmen (2012)


VANDERBUYST - flying dutchmen
(Ván Records - 2012)

Ao segundo tema deste disco, ‘Waiting in the Wings’, já o meu pézinho batia e os meus lábios faziam tentativas ao refrão! Nada mau para uma banda que ouvimos pela primeira vez e da qual não conhecemos os trabalhos anteriores! Com os caminhos da investigação abertos, seguimos até à Holanda e descobrimos que os VANDERBUYST se têm mantido ocupados desde a sua formação em 2008! Este é o terceiro longa duração do trio e merece a nossa aprovação!

Talvez seja o nosso apreço pela sonoridade hard-rock/heavy-metal do início dos tempos, com todas as suas inclinações às bandas que durante a década de 70 começaram a moldar aquilo que outros continuaram durante os anos 80, mas o certo é que estes holandeses voadores não desiludem com cada piscar de olhos que fazem ao legado de Thin Lizzy, Led Zeppelin ou Diamond Head, apenas para vos dar uma imagem da coisa! Está cá o típico som de guitarra, construíndo todas as melodias e todos os ganchos que vos vão agarrar e transportar para um lugar onde a música continua a ser boa e interessada apenas naquilo que realmente conta!

Muitos poderão argumentar que os VANDERBUYST não estão a abrir novos caminhos no panorama e, contra isso, não há que argumentar! Mas ao contrário de repetir os clichés de um género e não conseguir criar música que seja interessante, os holandeses construíram um disco com muitos momentos de qualidade e que em nada irá desagradar aos adeptos do clássico rock de tendências metaleiras! --- [Rui Marujo]

[review] REVERENCE - when darkness calls (2012)


REVERENCE - when darkness calls
(Razar Ice Records - 2012)

Os REVERENCE não são nenhuma banda de amadores, nem de caras desconhecidas para os apreciadores de heavy metal, apesar deste ser o disco de estreia da banda! Formados por nomes ligados a bandas como Tokyo Blade, Savatage ou Jack Starr’s Burning Starr, a aposta aqui é, claramente, oferecer o melhor heavy metal possível aos ouvidos sedentos de bom sonoro! A missão parece ter sido cumprida com algumas doses de sucesso!

Concedo que nas primeiras voltas que dei neste disco, principalmente nos temas com maior ataque, a ideia de que esta banda me soava familiarmente próxima de uns Anthrax não me abandonou por completo mas, após mais umas rodadas, a atenção volta a ser focada apenas e só no que soam estes temas e na sua qualidade ou ausência dela! Mesmo que, quase ao cair do pano, ‘After The Leaves Have Fallen’, nos recorde de como os sujeitos do heavy metal gostam sempre de compor e incluir nos seus discos uma daquelas power-ballads de consistência melosa! Não havia qualquer necessidade de isto acontecer hoje em dia, pois não, rapazes?

O disco abre com o tema que lhe oferece o título, numa passada a cruzar os campos do power metal athrashalhado e, logo de seguida, ‘Bleed For Me’, segue-lhe o destino, marcando mais ou menos a toada para as restantes músicas, apesar do pé no acelerador de ‘Phantom Road’ e do fantasma de Anthrax assombrar o refrão de ‘Gatekeeper’ de uma forma verdadeiramente assustadora, mas num bom sentido! Pesando os temas seguintes e subtraindo a já mencionada power ballad, que dispensávamos, este colectivo de caras conhecidas acaba por apresentar uma estreia que talvez se aproxime daquilo que Bryan Holland tinha em mente quando formou os REVERENCE (“I wanted an album with a soaring vocalist, unstoppable riffs, screaming leads and crushing rhythms...”), no entanto, apenas o tempo poderá confirmar se estarão à altura dos seus critérios! --- [Rui Marujo]

[review] THE KONSTELLATION - Order Of The Universe (2012)


THE KONSTELLATION - Order Of The Universe
(independente - 2012)

Nunca sabemos muito bem ao que vamos, quando se trata de ouvir um disco que, para além das descrições que te podem deixar mais ou menos encaminhado, incluem a vinheta do progressive! Sabemos que pode significar muita coisa, mas normalmente este termo sai da cartola quando não se consegue encaixar muito bem o que temos em mãos, quando não existe uma zona de conforto perfeitamente identificável para nos deixar descansados e termos que evitar grandes explicações! Experimentalismo, fusão de géneros estranhos à partida, seja o que for!

Os húngaros THE KONSTELLATION também viajam com essa identificação na sua sequência genética, mas com linhas bem demarcadas na sonoridade que apresentam neste primeiro longa duração! Existem aqui os mapas para o black-metal de inclinação melódica, que cruza caminhos com um death-metal cujas inspirações líricas o coloca no infinito estelar! As vocalizações podem variar entre as frases limpas, mas assumidamente negras e obscuras, e as entregas guturais, com o meio termo moderadamente frio e rasgado! É uma dança de ímpetos que nos pode transportar a lugares diferentes dentro de um mesmo tema!

O tema de abertura ‘Macrocosmos’ tem aquele embalo próprio da influência black-metal no movimento pendular de uma forma de metal que não quer acelerar, mas que mantém o seu ímpeto seguro! Vão surgindo, em seguida, novos exemplos de como a estrutura destes temas é feita com base na desconstrução de moldes, apenas para voltar a juntar as peças em novas formas! Os ímpetos voltam a dançar e a negar as facilidades pré-concebidas dos géneros em que confiam para se manterem seguros! Mantenham-se atentos! --- [Rui Marujo]

[review] ETERNITY - pestiferous hymns rev. I-I-XXXIII (2012)


ETERNITY - pestiferous hymns rev. I-I-XXXIII
(World Terror Committee - 2012)

Confesso já aqui que não foi tarefa fácil ouvir este “Pestiferous Hymns Rev. I-I-XXXIII”! Assim, de repente, apenas posso depositar as culpas na minha desordem bipolar que facilmente é acometida por mudanças de humor de difícil tolerância! Quando se trata de ouvir black metal, os sintomas têm tendência a piorar e aí vamos nós numa espiral de caprichos imberbes!

Vejamos, ao pressionar o play e assistir ao desenrolar daquilo que me pareceu uma intro enorme, não consegui evitar o desejo sarcástico de agarrar num cronómetro e descobrir em quanto tempo é que este tema (‘Down To The Southern Abyss’) se iria transformar numa receita genérica: 3m54s foi quanto demorou até que os ETERNITY disparassem os blasts e passassem a soar a milhares de outras bandas de black metal! Na verdade, fiquei um pouco irritidado por os meus dotes de adivinhação não me terem desiludido, queria ser surpreendido e não embrulhado em papel pardo de mais-do-mesmo! Restava-me o conforto deste ser apenas o primeiro tema e que ainda havia tempo de encontrar a salvação um pouco mais à frente!

Uma espécie de redenção começou a surgir com ‘...Like 1000 Suns’, onde as linhas de guitarra se tornaram mais agradáveis e menos repetitivas, ao contrário do anterior ‘Temple Of Flesh’, apesar deste também não ser um tema totalmente descartável! O que me continuou a oferecer alguns pontos de desconforto prendeu-se com a duração dos temas, apenas um deles abaixo da marca dos 6 minutos e dois deles acima dos 8 minutos! Se bem que num ou noutro caso a composição assim o parecia pedir, na grande maioria das vezes as coisas pareciam apenas prolongar-se para lá do ideal. --- [Rui Marujo]

[review] ARSIS – lepers caress EP (2012)


ARSIS – lepers caress EP
(Scion Audio Visual - 2012)

Confesso aqui a minha ignorância face a esta banda, pois apesar dos seus actuais treze anos de carreira (e ainda a contar) e dos seus cinco albums, o meu primeiro contacto foi feito através deste EP, lançado em Dezembro de 2012, através da companhia Scion (o quinto disco de estúdio, “Unwelcome”, saiu em Abril 2013 pela Nuclear Blast)!

O desconhecimento assumiu tamanha ordem que, enquanto ouvia “Lepers Caress”, pensava que este tipo de death metal melódico sai sempre de uma forma pristina das mãos das bandas nórdicas, quando na verdade estava a ouvir uma banda americana! Caramba, já não se pode confiar em nada neste mundo!

Mas com o devido crédito agora atribuído à nação americana, há que dizê-lo com toda a frontalidade que me sinto agora tentado a descobrir o restante da discografia produzida por estes nativos da Virginia, pois estes seis temas souberam-me mesmo bem! Com mudanças de velocidade equilibradas e melodias cheias de ganchos, nem mesmo dos solos temos razão de queixa, uma vez que ocupam apenas e só o tempo e lugar que devem ocupar, sem se alongarem de forma desnecessária! Todos os temas têm algo que os favorece, mas ‘A Tearful Haunt, Condemned’ merece o nosso carinho pelo seu véu clássico, que parece ter sido baseado na cadência de uma valsa straussiana! Boa malha! --- [Rui Marujo]

[review] ACRANIA – the beginning of the end EP (2013)


ACRANIA – the beginning of the end EP
(independente - 2013)

Sabeis o que é o Politicore? Aparentemente, é o género praticado por estes amigos londrinos, se bem que alguns analistas atentos a estas coisas colocam-nos mais na categoria de brutal deathcore! Andamos sempre às voltas com estas coisas dos géneros e dos catálogos, não é verdade? Qual é o verdadeiro objectivo destes rótulos? Apenas proporcionar algum tipo de conforto aos leitores/ouvintes! No fundo, vocês são uns meninos mimados a quem é preciso apaparicar com agrados...

Mas vamos ao que interessa, que é este “The Beginning Of The End”: trata-se do seu primeiro EP e, no que concerne ao departamento de brutalidade, está bem e recomenda-se! Não é necessário estar receoso de vir aqui encontrar algum malfadado breakdown repetido ad eternum e que, por norma, obriga a franzir o sobrolho de quem ouve metal e se depara com algum dos seus subgéneros core mais modernos! Por outro lado, também não esperem encontrar aqui grandes momentos que vos façam recordar algum destes quatro temas + introdução, depois de os terminarem de ouvir! Concede-se que existe aqui peso a rodos e a sucessão de blast beats, growls e pig squeals é de tamanha monta que chegamos a ficar fisicamente cansados, mas dá um bocado que pensar quando a peça musical que mais agrada neste lançamento é a sua intro... --- [Rui Marujo]

[video] UNKIND - Olemisen Pelko

Com um novo disco a representá-los, os finlandeses UNKIND apresentam agora o video mais recente para ilustrar o tema 'Olemisen Pelko'! Roda no player em baixo:

BOLACHA apresenta: uma nova adição na equipa de escrita


A MORDE ESSA BOLACHA tem o prazer de apresentar a todos a sua mais recente aquisição, no departamento de escrita de toda e qualquer coluna e espaço a que o consigamos convencer: Diogo Alphonso!

Daqui em diante vão poder encontrar o nome do Diogo assinando alguns dos textos que aqui forem postados, bem como em algumas das páginas do nosso formato em papel!

Sejam gentis e vão seguindo as suas linhas e parágrafos! Podem também segui-lo na rede social, clicando aqui!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

AMPLIFEST: cartaz a crescer com recentes confirmações

O cartaz do AMPLIFEST continua a crescer, com as recentes confirmações de thisquietarmy, Deafheaven, Year Of No Light e Aluk Tolodo, que desta forma se juntam aos já anunciados Russian Circles, Uncle Acid & The Deadbeats e Chelsea Wolfe!
Relembrar que o AMPLIFEST 2013 vai decorrer entre os dias 19 e 20 de Outubro, no Hard Club (Porto)

CRUZ DE FERRO: primeiro longa-duração está a caminho


Os CRUZ DE FERRO estão a preparar o seu primeiro trabalho de longa duração e dedicam os próximos tempos à fase de composição de novos temas, a incluir no novo trabalho! Segundo a banda, o regresso aos palcos deverá acontecer em meados de Outubro, altura em que esperam poder mostrar algum material novo, tal como aconteceu recentemente com o tema 'Ritual da Cruz', que será incluído no álbum de estreia! De recordar que o primeiro registo desta banda aconteceu com o EP "Guerreiros do Metal"!

Em baixo, podem ver um vídeo do tema 'Defensores', gravado no Summer Enslavement Fest 2013:

MACHINERGY: segundo album está gravado

Os MACHINERGY deram por terminado o processo de gravações para o seu novo album, o sucessor de "Rhythmotion", lançado em 2010! Segundo a banda, segue-se agora a fase de mixagem, masterização e trabalho gráfico, para que a nova rodela possa sair cá para fora!
O album terá aproximadamente 42 minutes e contará com a já habitual presença de letras em português e inglês! Quem também volta a surgir num disco dos MACHINERGY é Célia Ramos (Mons Lvnae), que assim repete a presença num album desta banda, depois de ter colaborado no tema 'Godus' do primeiro disco dos ribatejanos!

Para recordar, fica aí em baixo o vídeo para o tema 'Dynamica', incluído no EP "Rhythm Between Sounds":

[video] IMPADE - victim

Chamam-se IMPADE, vêm da cidade de Sofia (Bulgaria) e 'Victim' é o título para o single lançado já este ano! Ficam o vídeo e os links para conhecerem melhor esta banda:



myspace.com/impade
facebook.com/impade
youtube.com/impadeBAND

[stream] SANKTUARY - screeching for vengeance


"Something Fierce" é o nome da estreia dos SANKTUARY para a editora Spread The Metal Records, um disco lançado no início do mês de Julho! Antes deste registo, a banda canadiana gravou dois EP's em nome próprio e um 3-way split com as bandas Black Moor e Metallian!

Fica aqui o tema 'Screeching For Vengeance' para ouvirem:

[video] TERROR - I'm only stronger

'I'm Only Stronger' é o novo vídeo para os TERROR! Um tema retirado do mais recente disco "Live By The Code"! Espreitem em baixo:

terça-feira, 16 de julho de 2013

AFFÄIRE apresentam novo single ao vivo

No próximo dia 26 de Julho, os AFFÄIRE apresentam o seu mais recente single/vídeo, num concerto a realizar no Sabotage Club, no Cais do Sodré (Lisboa)! A acompanhá-los nesta festa estarão os Insane Slave, banda de hard-rock do Porto e haverá também animação a cargo do DJ Xico Steele, responsável pelas noites L'Amour Rocks!

OLHO SECO: Your Poison Records re-edita EP de 1984

A Your Poison Records re-editou recentemente o EP auto-intitulado dos míticos brasileiros Olho Seco, lançado originalmente em 1984, através da Pogar Records! A edição está limitada a 500 cópias, sendo que 100 delas serão em vinil azul e preto transparente e com a capa original de 1984!

Pedidos e informações de encomendas para este clássico do punk brasileiro, devem ser encaminhados para: yourpoisonrec@gmail.com

O ALFINETE #5: novo número da fanzine punk disponível

Para os apreciadores de fanzines old-school, impressas em papel: está disponível o novo número d' O ALFINETE zine! Esta nova fornada apresenta-se com 28 paginas, formato A5, impressão a preto e branco, entrevistas com os The Stiffs (Uk Punk/Powerpop) e Eskizofrénicos (Porto)! Mas há mais para ler neste número 5: Textos: Glam-rock e Proto-Punk e respectiva discografia das edições Portuguesas, biografia dos Opinião Pública, Roxy Club, Festival Cascais Rock 1980, The Skids + 999, críticas a discos, etc.!

Preço d'O ALFINETE #5 é de 1€ ou 1,75€, através do correio! Para mais detalhes: rocknoliceu@gmail.com


terça-feira, 9 de julho de 2013

MILHÕES DE FESTA transforma Barcelos este mês


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Os EyeHateGod, nome seminal do sludge, vão levar a sua sujidade catedrática até Barcelos para o Milhões de Festa! Mike XI Williams e a sua trupe de Nova Orleães, protagonizam uma invasão de peso à Península Ibérica! Os EyeHateGod actuam no festival Milhões de Festa, em Barcelos, no dia 27 de Julho, data única em Portugal e Espanha.

O Milhões de Festa 2013 está apontado para os dias 25, 26, 27 e 28 de Julho e, para além do nome supracitado, tem confirmados: Austra, Orange Goblin, Egyptian Hip Hop, Mikal Cronin, Dirty Beaches, Mykki Blanco, Ufommamut , Zombie Zombie, Jacco Gardner, ZA!, Camera, Black Bombaim + la la la ressonance, Otto Von Schirach, Octa Push,  Loosers, Process of Guilt, Jibóia Experience, Dam Mantle, Papir, Spacin’, DJ Marfox, Riding Panico,  Siesta, White Haus (DJ set), HHY & the Macumbas, El G, Mr Miyagi, Cuzo, Holocausto Canibal, Adorno, Yonatan + Igor, BiarooZ, Long Way to Alaska, The Partisan Seed, Killing Frost, Besta, Torto, Quelle Dead Gazelle, 10 000 Russos, Monster Jinx, Perro Peligro, Sabre, JUBA, Surya Exp Duo, Phase, Malcriada, Canzana, Cangarra, Claiana, Sequin, Papaya, Dreamweapon, The Quartet of Woah, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Vai-te Foder, WASTE,  Sudor, Warblast, DJ Lynce, Pedro Beça, DJ Quesadilla, TOFU e Tamar Aphek

segunda-feira, 8 de julho de 2013

WEB vão estar presentes no Grovios Metal Fest III (Espanha)

Os portuenses WEB anunciaram que vão estar presentes na terceira edição do Grovios Metal Fest, um evento a ter lugar na localidade de Randufe (Tui), em Espanha, no próximo dia 27 de Julho! Os veteranos thrashers juntam-se a um cartaz que conta com os, também nacionais, Revolution Within, bem como com os Megara, Strikeback, Ocean's Garden, Distilling Pain, Unreal Overflows e Asegún!

Marky Ramone's Blitzkrieg Tour passa por Lisboa com Andrew WK (09 Julho @ Santiago Alquimista)


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Aos 56 anos de idade Marky Ramone mantém-se tão ativo quanto possível – tem um programa de rádio, apareceu nos Simpsons, criou uma linha de moda com o famoso Tommy Hilfiger e, para além disso, ainda tem tempo para “rockar” com a energia de um adolescente. Foi precisamente isso que fez quando esteve em Portugal pela última vez, há três anos, para encher e eletrizar um Santiago Alquimista rendido à magia de canções intemporais. Nessa noite ouviram-se temas como «Blitzkrieg Bop», «Rock'n'Roll High School», «Rockaway Beach» e «Beat on the Brat», entre muitos outros... E, uma vez mais, ficou provado que não há nostalgia que resista. No próximo dia 9 de Julho, o músico regressa ao local do crime para mais uma atuação que se prevê explosiva.

Andrew W.K. aceitou um convite do lendário baterista dos Ramones, para se juntar à sua mais recente aventura musical. Isso significa que o autor de temas como «Party Hard» ou «She Is Beautiful» vai calçar os velhinhos Converse All Star do malogrado Joey Ramone, interpretando noite após noite um alinhamento de 30 clássicos da banda nova-iorquina.

09 de Julho - Santiago Alquimista (Lisboa)
Abertura de Portas - 20h00
Inicio do Espectáculo - 21h00

MURDERBURGUERS - another way out of here [stream]


Sois adeptos de bandas como Teenage Bottlerocket, Chixdiggit, The Queers ou Ramones? Atentai então nos escoceses MURDERBURGUERS! Assinaram recentemente com a Asian Man Records e lançam o seu primeiro disco por esta editora lá para o final do Verão:

THE BLACK HEART REBELLION - har nevo [review]


THE BLACK HEART REBELLION - har nevo
(Smoke & Dust / Adagio-830 / Tokio Jupiter - 2013)

Eis-nos de volta ao jogo dos lugares comuns enganadores, do logro e dos fumos que nos turvam a visão, ainda que dela precisemos apenas para encontrar o início deste trilho que nos propomos a percorrer agora! Ainda que o nome assim o possa sugerir, para quem atravessa horas de música e páginas atrás de páginas de informação, THE BLACK HEART REBELLION não nos quer levar para nenhum pântano impregnado de rock sujo, onde homens barbudos e tatuados se alongam em considerações várias acerca dos benefícios de psicotrópicos aliados a largas quantidades de bebidas espirituosas ou milhas percorridas em poderosos motores de duas rodas! A viagem que aqui se apresenta é bem diferente!

A fazer crer na informação disponível acerca destes belgas, podemos afirmar que estão bem longe das suas raízes como uma banda punk, surgida por volta de 2004! Pelo menos, no que diz respeito aos moldes em que a sua música se faz apresentar hoje em dia, uma vez que o espírito livre parece continuar presente, dada a roupagem pouco ortodoxa em que os temas desta banda parecem encaixar! Quando nos atiramos a “Har Nevo”, somos envolvidos mais por um ambiente experimentalista do que propriamente pela tela habitual de qualquer género de música pesada, apesar das suas impressões ainda se fazerem sentir ocasionalmente!

Deambulando por momentos que me chegaram a levar a pensar nuns Sixteen Horsepower mais densos e embrenhados na sua viagem, ou mesmo no paralelismo com algum material de Ancient VVisdom, sentimo-nos, em algumas passagens, chegados a um universo ritualístico onde a música faz parte dos nossos movimentos e nós somos quem a transporta! Numa tradução muito mais sóbria, vamos levando com algum psicadelismo e com as paredes de som levantadas por incursões no post-rock ilustrado por vocalizões limpas e ocasionalmente gritadas! “Har Nevo” é um disco que agrada pelas suas camadas de melodia e pela forma como somos levados a passear por ela, com um sentimento ritual muito profundo e com uma densa complexidade que não nos perde pelo caminho! --- [Rui Marujo]

THE WINERY DOGS no Paradise Garage em Setembro



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Os THE WINERY DOGS, um dos projetos mais badalados e antecipados dos últimos tempos no campo do rock, vai estrear-se em Portugal já no próximo dia 23 de Setembro, com um espetáculo único no Paradise Garage, em Lisboa. Os THE WINERY DOGS são: Richie Kotzen na guitarra e voz, Bill Sheehan no baixo e Mike Portnoy na bateria. Três instrumentistas excecionais que, no seu currículo colectivo, têm inscritos nomes como Dream Theater, Mr. Big e Poison – e que agora se uniram para encantar com uma coleção de grandes canções apoiadas num nível de musicalidade sem precedentes.

23 de Setembro - Paradise Garage (Lisboa)
1ª parte: TBA
Abertura de Portas - 20h00
Início do Espectáculo - 21h00

Preço dos bilhetes: 23,00 Euros