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sexta-feira, 29 de março de 2013

VARGSHEIM – erleuchtung [review]


VARGSHEIM – erleuchtung
(MDD Records - 2013)

Esta banda alemã surgiu no domínio da Bolacha sem que tivesse havido uma percepção prévia da sua existência, apesar de ser um nome que se tem mantido activo desde 2005, sendo que “Erleuchtung” é já o seu segundo registo de longa duração! Este trio bávaro constitui também a banda de suporte que acompanha o projecto Imperium Dekadenz nas suas aparições ao vivo.

Desconhecendo o nome, desconhecia também que tipo de sonoridade estaria à minha espera quando premisse play e deixasse que os sete temas deste lançamento fizessem o seu estrago nos meus ouvidos! As primeiras impressões deixavam antever que seria mais uma fatia de black metal tradicional, dado o ataque inicial oferecido pelos primeiros minutos de ‘Welt In Schillerndem’, o tema de abertura, mas rapidamente o ponteiro alterou a sua direcção e, afinal, o que temos aqui cai mais na categoria da exploração de fronteiras entre géneros! Passo a explicar, existe aqui algum conteúdo que poderá ser encaixado dentro dos parâmetros black metal, o registo de voz talvez seja o mais declarado e em alguma da construcção do trabalho de guitarras esse ponto também se faz notar, mas a verdade é que os pratos da balança tendem mais para um campo progressivo em que essa origem black metal se funde com o explorar típico do post-rock a que se juntam ainda algumas paisagens atmosféricas em que a melodia interpreta um papel fundamental!

O título deste disco significa “Esclarecimento” e essa definição assenta muito bem nesta experiência, neste desvendar de páginas entre cada tema de VARGSHEIM! Não é o tradicional e fugaz registo black metal que se esperava no início, mas sim uma viagem mais complexa de diferentes camadas, diferentes velocidades e diferentes estados de espírito! [Rui Marujo]

quinta-feira, 21 de março de 2013

FATAL IMPACT – esoteria (review)


FATAL IMPACT – esoteria
(Nadir Music - 2012)

Com uma carreira praticamente a tocar na celebração das suas vinte primaveras, esta banda norueguesa regista aqui apenas o seu segundo disco de longa duração, algo que pode surpreender, mas também levantar um pouco o véu acerca do apertado crivo criativo que cerca os FATAL IMPACT! Esta é apenas uma suposição, alicerçada também no facto de que lhes levou praticamente nove anos até gravarem a sua primeira demo, se bem que, nos anos imediatamente seguintes, a ciclo de gravações teve continuidade com mais um par de demos, um EP e o disco de estreia, “Law Of Repulsion”!

Atribuir as responsabilidades ao elevado grau de exigência auto-imposto por estes músicos serve perfeitamente para justificar, não só a frequência de visitas a estúdio, mas também as cores com que se pinta a música desta banda. Transportar um estandarte heavy/power metal talvez não fosse suficientemente satisfatório para estes rapazes, pelo que decidiram impregnar a sua sonoridade com a grandiosidade dos arranjos sinfónicos, aliados a estruturas muito próprias do metal progressivo e arriscando mesmo algumas passagens mais directas, que tão frequentemente podemos encontrar sob a forma de riffs e estruturas mais próximas do thrash metal e mesmo um breve piscar de olhos ao black metal sinfónico, não só graças a um registo vocal mais agressivo, mas também devido às próprias melodias apresentadas no tema ‘The Arrival’!

Normalmente a corrente mais progressiva neste tipo de bandas faz-me tender para que me perca ao longo dos seus discos, com pouco sucesso em cativar a minha atenção, e confesso que o início meio inerte que os primeiros temas me estavam a oferecer faziam recear um desfecho dessa natureza, mas as suas voltas e curvas foram tornando este “Esoteria” mais agradável a cada nova audição! (Rui Marujo)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

WASTEFALL: gregos preparam regresso


A banda de heavy metal progressivo grega WASTEFALL encontra-se empenhada no seu regresso ao activo, preparando para já o lançamento de um EP intitulado "Meridiem" para a próxima Primavera, enquanto o longa duração de regresso vai tomando forma!

Entretanto, estão também a ser ultimados os detalhes relativos a um novo contrato de gravação, bem como à marcação de algumas datas ao vivo, onde os WASTEFALL poderão apresentar a sua nova formação, que conta agora com o baterista Konstantinos Galimis (Agnosia, ex-Ravencult)!

Para já, podem ouvir o tema 'Recycle The Elite', gravado recentemente:

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FORMIS - perfect excuse (review)


FORMIS – perfect excuse
(independente - 2010)

Esta banda polaca surgiu no panorama em 2010, após ambos os seus guitarristas terem abandonado um outro projecto, Iscariota, com quem tinham colaborado até aquela altura! Com algumas composições na bagagem, mas sem um line-up que as pudesse gravar e tocar ao vivo, foi esse o primeiro e grande objectivo a alcançar, depois de se terem decidido a criar os FORMIS!Não é portanto de estranhar que o primeiro registo gravado desta banda tenha surgido apenas alguns meses após o line-up estabelecido!

Este mini-album é composto por sete temas, sendo que um deles, ‘Sapphire’, é uma peça intrumental que demonstra um pouco do virtuosismo do baixista Jacek e que fecha os 24 minutos que perfazem “Perfect Excuse”! Numa onda que mistura momentos thrash com death-metal, intricado, mas que não cai no exagero exibicionista das bandas ultra-técnicas, devendo mais às vertentes progressivas do género, se tivermos em conta as costuras melódicas com se cosem muitas das passagens deste disco!

Uma das surpresas enquanto ouvia “Perfect Excuse” foi o surgir de uma voz feminina, limpa, em contraste com o tom do vocalista Artur Mika, que não raras vezes se assemelha a um Chuck Shuldiner movido a thrash/death! Esta voz feminina não vem aqui participar no habitual jogo da bela e do monstro, mas com a sua presença reforça os aspectos melódicos que os FORMIS tentam traçar!

Em termos técnicos não há nada a apontar. Apesar da inclinação progressiva, a estrutura dos temas mantem-se dentro dos patamares thrash/death, ou seja, não se arrastam em círculos técnicos intermináveis! Chegam, mostram o que valem e partem para dar lugar aos seguintes! Os músicos têm, obviamente, qualidade e a produção não deixou pontas soltas, se tivermos em conta que se trata de um lançamento independente! Resta agora esperar por uma leva de temas recentes e um novo registo a dar continuidade a este trabalho! (Rui Marujo)