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sexta-feira, 26 de julho de 2013

[review] GRIME – grime (2012)


GRIME – grime
(independente - 2012)

A presente visita lança-se para os arredores de Trieste, de onde surgem estes italianos, prontos a espalhar toda a sujidade do seu  lento e pesado sludge/doom! Este género tem tido maior visibilidade em tempos recentes e são diversas as bandas de variados países que aproveitam o embalo para fazer conhecer a sua música ou aproximar a sua sonoridade a estas cores mais negras e abafadas!

Quanto aos GRIME, acredito que a descrição que fazem da sua própria música, um pântano em decomposição cheio de lixo, se aproxima de forma bastante fiel daquilo que a metáfora pretende transmitir! Temos a velocidade arrastada, própria das influências assumidas pela banda, Black Sabbath, Grief, Sleep, etc., ao mesmo tempo que se deixa notar um cuidado com o tipo de riffs escolhidos, algo mais apontado ao doom rock setentista de uns Pentagram, por exemplo, ou às melodias de uns Candlemass, se estes tocassem numa afinação muito mais grave e pesada e desviassem um vocalista de uma banda screamo para assumir as vozes neste disco!

A questão da voz talvez venha a ser o aspecto mais problemático aqui, uma vez que, tema após tema, não existe grande variação ou modulação face à base musical em que assenta. Se se retirasse a trilha vocal de um tema e a colocássemos em cima de outro tema diferente, talvez não se notasse grande diferença! De qualquer das formas, a sua intensidade parece estar bem adequada ao pesado e opressivo ambiente criado por cada tema! --- [Rui Marujo]

quinta-feira, 21 de março de 2013

BLACK MASS – of first and last things (review)


BLACK MASS – of first and last things
(independente - 2013)

Vindos de Inglaterra, os BLACK MASS começam o ano de 2013 com um lançamento em que regravaram e compilaram todos os temas que tinham já sido lançados pela banda, principalmente em splits e compilações! Seria de pensar que o track-list de “Of First and Last Things” seria imenso, não acham? Principalmente se tivermos em conta que na descrição da banda surge o género grindcore!! Mas não, nem por isso... Este compêndio de regravações lançado em Janeiro apresenta-se na magnitude dos seus 21 minutos com apenas 8 temas!!

Na verdade, estes ingleses soam como se alguém tentasse misturar death-metal, sludge, crust e um pouco de grind dentro de um enorme caldeirão cheio de massa betuminosa negra a tresandar a enxofre e com o poder silencioso do amianto! São oito temas que evoluem entre a velocidade abrasiva do blastbeat ao arrastar setentista de distorções escandinavas e vozes podres expurgadas dos confins da zona intestinal! É sujo e essa crosta de sujidade quase que define toda esta massa negra que se vai espalhando nestes temas revisitados enquanto não surgem novas purgas e novos títulos para espalhar pelos limites da tempestade! (Rui Marujo)