segunda-feira, 25 de junho de 2012

REVILERS - revilers


REVILERS - revilers 
(Patac Records - 2012 - CD)

Aqui temos mais uma colaboração da Patac Records com outras três labels, entre elas a alemã Contra e a 4Subculture, da República Checa! O outro nome que resta é a Black Hole Records! O trabalho conjunto destas editoras proporciona aqui o disco de estreia dos americanos REVILERS, vindos de Boston e com uma carreira ainda relativamente curta, que conta com pouco menos de quatro anos, mas que já prestaram contas das suas cores, agarrando oportunidades ao vivo com nomes como Agnostic Front, Slapshot, Gang Green ou Dropkick Murphys!

Os REVILERS soam como imaginamos que uma banda de Boston possa soar, se é que isto faz sentido para vocês! O campeonato em que dão cartas é quase todo dominado pelos ritmos do street-punk e dos sing-a-longs, se bem que outras influências dão um pouco da sua cara de vez em quando! Se tivermos que fazer uma analogia mais directa da coisa, para dar uma ideia geral do que temos aqui, podemos dizer que, neste disco homónimo, os REVILERS soam como os nossos Albert Fish, se o Wattie (The Exploited) aparecesse de vez em quando para cantar umas músicas, quando os tipos de Dropkick Murphys também estivessem por perto! É mais ou menos isto! Mas também há ali umas coisas mais antigas, a fazer lembrar nomes idos de outras décadas. É preciso é estar com atenção!

(RuiMarujo)

RAWHIDE - branded for life


RAWHIDE - branded for life
(Patac Records - 2011 - EP)

Para mim, se existe coisa que cai sempre bem numa banda é o facto de, logo à partida e sem grandes rodeios, essa mesma banda apresentar como fortes influências nomes como Motorhead, Turbonegro ou GG Allin! Se quisermos adicionar mais algumas pitadas de coisas boas a estes RAWHIDE, podemos juntar à mistura um quarteto de suecos que também vão deixando as suas marcas no universo musical em projectos como Bestial Mockery, Kill ou Protector e, como praticamente todas as boas bandas suecas, estes tipos sabem como fazer aquele rock negro e sujinho que todos nós gostamos tanto de ouvir e partilhar!

Neste EP lançado pela Patac Records em formato vinil 7 polegadas e download digital, os quatro suecos debitam quatro novos temas que vão desde o acelerado ‘Branded For Life’ ao mais compassado ‘Out Of Track’, com passagem obrigatória pelo rock de contornos tipicamente escandinavos de ‘Sanitarium Blues’ e ‘Through My Eyes’! São quatro temas que passam rápido, abaixo da marca dos quatorze minutos, mas que certamente conseguem fazer as delícias dos apreciadores de bom rock ‘n’ roll!

(RuiMarujo)

KRUDS / RAMPANT DECAY - split EP


KRUDS / RAMPANT DECAY - split EP
(Patac Records - 2012 - split EP)

O facto de ali em cima surgir apenas a Patac Records como responsável por este lançamento é apenas uma questão logística, uma vez que, na verdade, este split EP surge-nos devido ao esforço conjunto de cinco entidades diferentes, a Blast-A-Lot Records, Rioutus Outburst Records, Chowda House Inc., Buried In Hell Records e a já mencionada Patac!

Atribuídas que estão as responsabilidades desta bolacha, vamos cair em cima das duas bandas americanas que aqui deixaram gravados seis temas no total, no caso de KRUDS, estão presentes quatro descargas furiosas de power-violence que praticamente não nos deixam respirar, tal é a raiva com que nos atingem! Os quatro temas aqui presentes somam pouco mais de cinco minutos, tamanho é o aviar de cartucho!

Por outro lado, os  RAMPANT DECAY assinam dois temas onde cruzam fúria em moldes crust com algo reminiscente de um passado mais metalizado, uma espécie de crossover mais dado a ganga rasgada e nódoas de vinho do que propriamente a tábuas de skate e bonés de pala dobrada! São duas excelentes descargas de gravilha sonora a complementar um bom split!

(RuiMarujo)

ISHITROBOTS - doom


ISHITROBOTS - doom
(edição independente - 2010 - EP)

Tenho a perfeita noção que ‘Doom’ saiu em 2010 e que a única coisa que ISHITROBOTS lançaram desde essa altura foi o minuto e meio de single a que chamaram ‘Sheen’ e que caiu ali algures em 2011! Depois disso as engrenagens de Adam e Steve, os dois únicos elementos desta máquina de grindcore germânica, entraram num estado de hibernação e o projecto foi colocado em espera! Mas, ao que parece, novas peças daquilo a que os dois alemães chamam Space Jazz poderão estar na calha para verem a luz do dia num futuro próximo, por isso, porque não dar um salto ao site dos ISHITROBOTS e fazer o download gratuito desta colecção de maravilhas, onde pontuam pedaços de saudável loucura como ‘Bret Michaels Looks Like an Old Lesbian’, ‘Black Transgender Cripple Midgets on Nazi Unicorns’, ‘God Is Dead but My Hair Is Perfect’ ou ‘Your Mother and I Are Getting a Divorce, I Believe She's a SpiderBot 3000 in Disguise’!

(RuiMarujo)

ESSENZ – mundus numen


ESSENZ – mundus numen
(Svart Records - 2012 - CD)
 
Os alemães ESSENZ caminham neste mundo desde o final de 2006 e este “Mundus Numen” é o seu segundo registo de longa-duração, depois de um EP lançado em 2009 (período em que também começaram a dar os seus primeiros concertos), e de um primeiro disco em 2010! A sua música é descrita como uma invocação de metamorfose, um estímulo de reinos remotos da psique que vagueia pelos limites dos extremos musicais e que abre as portas para um nível mais profundo! Chamam-lhe Occult Metal! Esta talvez seja a forma mais simples de definir o todo representado pelas influências ou pelos caminhos, se assim preferirem, que os ESSENZ percorrem ao longo dos seis temas que compõe este disco. Uma vez que não tive acesso às letras, posso apenas supor que o seu conteúdo também tenha alguma influência nesta definição.

Musicalmente, os quase 54 minutos destes seis temas vão-se estendendo e contorcendo em redor de dois pilares fundamentais: doom e black metal! Mas essas são apenas as suas bases, uma vez que os alemães apostaram forte em composições tão diversificadas que lhes permitem abrir as hostilidades com um tema como ‘Extinguish Shapes – Innermediate’, com uma jogo de vozes entre o suspirado e o declamado e uma base que poderia ter sido gravada por uma banda a brincar aos Kylesa! Como segundo prato, no menu de “Mundus Numen”, servem-nos ‘Sea Of Light – Pleroma’, um black metal puro e duro, cortado a meio pela incursão doom que o abranda, acabando por lhe devolver a aspereza quase no final. As vozes aqui são o típico para o género, mas sem embarcar no habitual registo estridente que tantas vezes encontramos. ‘Extricate Spirits – Amor’, a terceira faixa, dá-nos a provar mais um pouco deste veneno, desta mistura negra de lentidão e peso doom metal, com explosões black metal ali pelo meio, que voltamos depois a encontrar, por exemplo, no tema que encerra o album, ‘To The Bone – Mania’!

Os ambientes são negros, a atmosfera é densa e torna-se quase palpável a angústia cavernosa que é retratada em diversos momentos da música dos ESSENZ! A fúria e a contemplação destes seis temas parece querer refletir a própria ambivalência do ser! A música, por vezes, também serve para isso mesmo.

(RuiMarujo)

JESS AND THE ANCIENT ONES – jess and the ancient ones


 
JESS AND THE ANCIENT ONES – jess and the ancient ones
(Svart Records - 2012 - CD)

Não me recordo de ter recebido o memo que estabelecia o termo Occult como roupagem eleita para diversos projectos que têm surgido ou crescido nos tempos mais recentes mas, aparentemente, trata-se de um caso consumado e estes finlandeses são mais um bom exemplo disso mesmo! Os JESS & THE ANCIENT ONES seguem uma linha idêntica à dos holandeses The Devil’s Blood, ou seja, mergulham de cabeça no universo rock setentista de alguma influência psicadélica e com um sentido melódico muito presente! Citam influências que vão de Mercyful Fate a ABBA, não têm receio de ir beber à fonte progressiva  e, à semelhança dos holandeses, também se fazem ouvir com uma voz feminina e três guitarristas!

Este é o seu album de estreia, após um primeiro EP editado em 2011 chamado “13th Breat of the Zodiac”! São sete temas que variam entre os 4 minutos de ‘Devil (in G minor)’, um exercício quase cabaresco graças ao piano muito presente e à entrega vocal de Jess, e os épicos 12 minutos de temas como ‘Sulfur Giants (Red King)’ ou ‘Come Crimson Death’, que encerra o disco disfarçada de powerballad, mas com uma orientação progressiva muito grande! A faixa que abre este disco homónimo, ‘Prayer For Death and Fire’, agarra-nos logo com o seu balanço rockeiro e com a forma como se vão alternando os seus destaques, entre os arranjos de guitarra cheios de ganchos e as linhas oferecidas pelas teclas, tudo unido pela voz sempre presente de Jess! ‘Twilight Witchcraft’ segue a direito pelo mesmo caminho traçado pela abertura e ‘Ghost Riders’ reforça ainda mais essa ideia, acabando por se tornar um dos mais rodados aqui no sistema, seguindo o mesmo destino de ‘13th Breath of the Zodiac’!

Está certo que, após a grande exposição obtida ultimamente por bandas como The Devil’s Blood ou mesmo Ghost, o trabalho aqui apresentado por JESS & THE ANCIENT ONES não soa tanto a novidade como se poderia desejar, mas uma vez que o importante são mesmo as canções e o seu poder de permanência, estamos assim perante um trabalho de estreia muito agradável!

(RuiMarujo)

domingo, 24 de junho de 2012

no próximo sábado 30.06.12 o Side B promove a SARDINHA DE FERRO II


16:30h – Abertura das Portas

17:15h – BRUTAL BRAIN DAMAGE

18:10h – INQUISITOR
19:05h – REVTEND
19:55h – VIZIR
20:45h – ANGRIFF
21:35h – MIDNIGHT PRIEST
22:30h – BLEEDING DISPLAY
23:25h – FLAGELLUM DEI
00:20h – OMISSION
01:20h – CORPUS CHRISTII

bar no exterior com comida
bifanas
caldo verde
cachorros
hamburgers

  Bilhete (Pulseiras) - 15€ - à venda apenas no dia, no local

J.F.T.I. e o disco de estreia

Os J.F.T.I. (JáFoiTudoInventado) são uma banda de Peniche que, com dois anos de existência, pode já orgulhar-se de apresentar o seu disco de estreia, "Fio da Navalha"!
Lançado em Março deste ano, este disco apresenta os J.F.T.I. como um quarteto de rock alternativo que visa as influências de bandas como Nirvana, Pearl Jam, Faith no More ou Smashing Pumpkins!
Podem conhecer um pouco mais do som desta banda através do player ali em baixo :



15.07.12: VIOLATOR + WAR-HEAD + REVTEND + WASTE @ Dinaamo Panoias (Braga)


VIOLATOR | bra | www.violatorthrash.com
WAR-HEAD | cro | www.war-head.net
REVTEND | pt | www.myspace.com/revtend
WASTE | pt | www.facebook.com/WASTE.BAND.VC

15 de Julho - Dinaamo Panoias (Braga)


Portas - 18h00


Bilhetes - 8 euros

14.07.12: REVAGE + MERCILESS SAW + CHAPEL OF SIN @ Cave Bar (Marinha Grande)


REVAGE | www.myspace.com/revage666
MERCILESS SAW | www.facebook.com/mercilesssaw
CHAPEL OF SIN | www.facebook.com/ChapelOfSin

14 de Julho - Cave Bar (Marinha Grande)


Inicio do Espectáculo - 22h00
Bilhetes - 3 euros

video: HELLBASTARD - arcadia

Este é o vídeo mais recente dos HELLBASTARD, criado para ilustrar o tema 'Arcadia'! Este tema surge num split EP com DRESDEN e também vai figurar num EP em nome próprio, intitulado "Sons of Bitches":

video: VÓMITO NA CRUZ - vómito na cruz



VÓMITO NA CRUZ: www.facebook.com/VomitoNaCruz

video: BIRDS IN ROW - pilori

video: DYING FETUS - from womb to waste

Confere aí em baixo o vídeo para o tema 'From Womb to Waste', retirado do novo album dos americanos DYING FETUS, fresquinho nas lojas e lançado no passado dia 19 Junho:

VAGOS OPEN AIR está quase aí e os NASUM também passam por lá


inbox:
 
Cimentando ainda um pouco mais a solidez de um dos cartazes mais diversificados deste ano no que à música pesada diz respeito em solo nacional, fica assim garantida a passagem por território português de um dos regressos mais badalados e aguardados de 2012. Os lendários e muito aplaudidos grinders suecos NASUM vão subir ao palco instalado na Lagoa de Calvão, em Vagos, como convidados especiais no primeiro dia do evento, que conta com os conterrâneos At The Gates como principal atração e que fica completo com atuações dos noruegueses Arcturus e Enslaved, dos suíços Eluveitie, dos espanhóis Northland e dos portugueses Disaffected.

THE FLOWER KINGS no Paradise Garage


THE FLOWER KINGS
  BANKS OF EDEN TOUR 2012

press release:
 
São considerados por muitos como um dos líderes, se não os líderes, do movimento rock progressivo no novo milénio. Liderados pelo multifacetado e talentoso Roine Stolt – que toca guitarra, canta, compõe e produz tudo o que fazem – os THE FLOWER KINGS exploram um universo musical carregado de fantasia e de bom gosto. Tendo por base as texturas emocionais que já se transformaram numa imagem de marca do grupo sueco, o seu fundo de catálogo tem tanto em comum com Mozart, Debussy, Andrew Lloyd Webber ou Miles Davis como com os Pink Floyd, Beatles, ELP ou Yes. É com esta abordagem ao rock sem limites de qualquer espécie que vão encantar o público quando, a 12 de Setembro, regressarem a Portugal e subirem ao palco do Paradise Garage, em Lisboa, para mais uma atuação arrebatadora.

Paradise Garage - 12 de Setembro

Preço dos bilhetes: 22,00 Euros

Abertura de Portas - 20h00
Início do Espectáculo - 21h00