Está
reservada para o próximo fim-de-semana a passagem pelo nosso país dos
americanos VALIENT THORR, para dois concertos a acontecerem mais precisamente
no dia 24/03, sábado, no Hard Club (Porto) e, no dia seguinte 25/03, domingo,
na República da Música (Alvalade/Lisboa)!
A acompanhar
a banda americana nestas duas datas, integradas na sua digressão europeia,
estão os britânicos JETBLACK e os portugueses DAWNRIDER!
Ficam aí
as informações necessárias para todos quantos estejam a considerar uma presença
naquilo que serão certamente duas grandes noites de rock:
A GROOVIE RECORDS vai fazer o
lançamento em LP do conjunto português da década de 60 OS TÁRTAROS no Atelier Real, Rua Poço dos Negros 55, no sábado dia 24 de Março
pelas 18 horas.
O LP compila na integra todos os seus
quatro EPs editados pela editora nortenha Rapsódia,
sendo ao todo 16 temas retirados das bobines originais e reeditados pela
primeira vez em vinil.
OS TÁRTAROS gravaram 4 discos em formato de EP 45 rotações entre
1964 a 1967 num género musical que vai do Surf, passando pelo Beat ao Garage
Rock, entre os quais o hit ‘Tartária’,
talvez o tema surf mais rápido alguma vez gravado na Europa....
Segundo o
António A. Duarte no livro "A Arte
Eléctrica de Ser Português, 25 anos de Rock'n Portugal” editado em 1984, a
música ‘Tartária’ foi composta por um
elemento do grupo, Francisco Teixeira, e ficará na história do rock em Portugal
como o twist mais louco e speedado que serviu a muita gente para bater o pé até
à exaustão.
A Metal’s Alliance vai promover um concurso de música
moderna, aberto a bandas de todos os géneros! Ainda não existem grandes
informações, sabendo-se apenas que a banda que conquistar o primeiro prémio
deste concurso terá direito à gravação de um EP!
As bandas interessadas em participar nesta
iniciativa podem solicitar todas as informações necessárias através dos
seguintes contactos:
NOTA: de acordo com comunicado emitido pela SANTAGUEDA Produção e Agênciamento Artístico, uma das entidades envolvidas na organização deste evento, motivos familiares de força maior forçaram o adiamento para uma data a definir futuramente
Este filme de 1962 está envolto numa estranheza que o torna quase desconfortável. Hoje em dia é considerado por muitos apreciadores como uma película de culto, no que diz respeito ao terror psicológico, uma vez que terá sido uma das primeiras experiências assumida e declaradamente nesse campo, mas mesmo quando fazemos o exercício de o contextualizar no seu tempo, esforço técnico e consequentes resultados, o desconforto não desaparece facilmente!
O argumento, muito resumidamente, leva-nos a acompanhar a história da misteriosa protagonista, organista de profissão, que se vê como única sobrevivente de um despiste que leva o carro onde seguia com as suas amigas ao fundo de um rio. Após esta tragédia de estranhos contornos, a nossa loura (Candace Hilligoss), muda-se para outra cidade onde rapidamente começa a sentir que algo de muito misterioso se passa com ela, devido a recorrentes episódios em que se parece encontrar isolada do mundo ao seu redor, às estranhas e frequentes visões de um homem de aspecto macabro, bem como uma inexplicável atracção por um parque de diversões abandonado! Os restantes detalhes e demais evoluções da história deixo para quando quiserem dar uma oportunidade a esta produção independente realizada por Herk Harvey!
A estranheza e desconforto de que falava no início, tem mais a haver com a natureza da produção do que propriamente com o filme em si. Isto acontece, porque estamos a falar de uma obra que foi levada a cabo em três semanas, com escassos meios e fundos, por uma equipa técnica de seis pessoas e onde os actores eram maioritariamente amadores! É certo que, de acordo com os especialistas, Carnival Of Souls veio a influenciar o trabalho de nomes com David Lynch ou George Romero, mas a característica independente deste filme sobressai demasiado, por exemplo, nas interpretações dos seus actores. Estranhas. Desconfortáveis e com um sentido de ritmo que deixa muito a desejar. O preço a pagar por um orçamento de pouco mais de 30 mil dólares. Mas é também este tipo de coisas que alimenta as obras que acabam por se tornar em peças de culto cinéfilo!
O certo é que CARNIVAL OF SOULS não necessitou de recorrer aos efeitos especiais ou truques de fotografia para inspirar ansiedade e apreensão, valendo-se apenas do ambiente, dos detalhes que ficam por revelar numa história à medida que ela avança, bem como dos jogos psicológicos que tantas vezes são capazes de atraiçoar a razão e o bom senso! Nasce assim uma obra objecto de culto.