A segunda edição do STRONGHOLD OF METAL realiza-se no próximo sábado, no Side B Lounge Live Club, contando com a presença dos italianos WOTAN e das bandas portuguesas GARGULA, MOTORPENIS e INQUISITOR! A subida ao palco da primeira banda está prevista para as 22h e a entrada está nos 13€ (venda antecipada) ou 15€ (próprio dia)!
STRONGHOLD OF METAL II
26 de Fevereiro - Side B Lounge Live Club
WOTAN (itália): www.myspace.com/wotan1
GARGULA: www.myspace.com/gargulaband
MOTORPENIS: www.myspace.com/thrashingmotorpenis
INQUISITOR: www.myspace.com/inquisitorthrashinghell
Abertura de Portas - 21h00
Inicio do Espectáculo - 22H00
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
SCOTT KELLY no Santiago Alquimista

SCOTT KELLY
7 de Março - Santiago Alquimista
1ª parte: Orthodox
Abertura de Portas - 21h00
Inicio do Espectáculo - 21H30
Aproxima-se o dia 7 de Março, data que será testemunha da primeira visita de SCOTT KELLY ao nosso país! Nome incontornável no que diz respeito à quebra de barreiras criativas, o toque de Scott Kelly espalha-se desde os seus Neurosis até aos Shrinebuilder, passando ainda pelos Mastodon ou pela sua dedicação à editora Neurot Recordings e à Combat Music Radio!
O seu trabalho a solo poderá ser diametralmente diferente do que faz com Neurosis, mas não deixa de estar influenciado pelo poder da tensão pós-apocalíptica!
O concerto terá lugar no Santiago Alquimista (Lisboa) e a primeira parte está atribuída aos espanhóis ORTHODOX!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
RAGNAROK + NERVOCHAOS: tour europeia passa por Portugal

Os noruegueses RAGNAROK e os brasileiros NERVOCHAOS embarcam entre Março e Abril numa digressão europeia que também tem datas marcadas para Portugal!
No dia 8 de Março as duas bandas passam pelo Metal Point, no Porto, seguindo depois para Benavente, onde sobem ao palco do Side B Lounge Live Club na noite de 9 de Março!
Para os mais curiosos, ficam aí todas as datas previstas para esta digressão:
04.03 – Norwich (UK) @ Brickmakers (B2) Metal Lust0
05.03 – Puiseaux (France) @ Le Café des 2 Places
06.03 – Palencia (Spain) @ Nave At.Mosh:Phera-Zero
07.03 – Vigo (Spain) @ Pub Frenopatiko
08.03 – Porto (Portugal) @ Metal Point
09.03 – Lisboa (Portugal) @ Side B Bar
10.03 – Madrid (Spain) @ Sala Audio Rock
11.03 – Torelló (Spain) @ Teatre Cirvianum
12.03 – Marseille (France) @ Le Local
13.03 – Milan (Italy) @ Blue Rose Saloon
14.03 – Gorizia (Italy) @ Pieffe Factory
15.03 – Ljubljana (Slovenia) @ Channel Zero Club
16.03 – Osijek (Croatia) @ Klub Mini Teatar
17.03 – Bucharest (Romania) @ Wings Club
18.03 – Cluj Napoca (Romania) @ Gambrinus Live Stage
19.03 – Nitra (Slovakia) @ Naozzay Club
20.03 – Wien (Austria) @ TBA
21.03 – Wroclaw (Poland) @ CRK
22.03 – Poznan (Poland) @ Minoga Club
23.03 – Plzeň (Czech Republic) @ Divadlo Pod Lampou
24.03 – Leipzig (Germany) @ Metal Schuppen
25.03 – Großenhain (Germany) @ Conny Wessmann Haus
26.03 – Erfurt (Germany) @ From Hell
27.03 – Aalen (Germany) @ Rock It
28.03 – Prague (Czech Republic) @ RC Exit Chmelnice
29.03 – Ellezelles (Belgium) @ Back Sabbat
30.03 – Antwerpen (Belgium) @ De Rots
31.03 – Mutterstadt (Germany) @ Jugendzentrum
01.04 – Halle/Saale (Germany) @ Marktwirtschaft
02.04 – Lovosice (Czech Republic) @ RC Gambrinus
03.04 – Darmstast (Germany) @ Havanna Club
PUNK SINATRA avançam o tema 'Hoje Não'
Está para breve o lançamento do novo disco dos portugueses PUNK SINATRA, estando essa data agendada para Abril próximo! Gravado entre Outubro e Novembro de 2010, "À Socapa do Sistema" vai ter selo da Marmelo Records e a banda disponibilizou o tema 'Hoje Não' para audição:
Anteriormente, já tinha sido avançado o video para o tema 'Andas Aí', bem como uma versão de um original de José Mário Branco, 'Eu Vim de Longe, Eu Vou Para Longe', a propósito das eleições presidenciais:
PUNKSINATRA - Andas Por Aí (Videoclip)
PUNKSINATRA Myspace Music Videos
Anteriormente, já tinha sido avançado o video para o tema 'Andas Aí', bem como uma versão de um original de José Mário Branco, 'Eu Vim de Longe, Eu Vou Para Longe', a propósito das eleições presidenciais:
PUNKSINATRA - Andas Por Aí (Videoclip)
PUNKSINATRA Myspace Music Videos
sábado, 5 de fevereiro de 2011
DEEP COMA - down the gutter

DEEP COMA - down the gutter
(independente - 2010)
www.myspace.com/deepcomaband
Este jovem projecto açoriano nasceu da mente de Tito Bettencourt, responsável por todos os instrumentos em “Down The Gutter”, que cedo se fez acompanhar por Maldor Evil, para assumir o papel de vocalista na entidade DEEP COMA, enquanto o próprio Tito assegura também segundas vozes!
(independente - 2010)
www.myspace.com/deepcomaband
Este jovem projecto açoriano nasceu da mente de Tito Bettencourt, responsável por todos os instrumentos em “Down The Gutter”, que cedo se fez acompanhar por Maldor Evil, para assumir o papel de vocalista na entidade DEEP COMA, enquanto o próprio Tito assegura também segundas vozes!
Apesar das aspirações groove metal assumidas pelos próprios, vou agarrar-me a uma outra definição, schizophrenic metal, também da sua assunção, que penso estar mais próxima daquilo que a música dos DEEP COMA nos oferece nesta primeira entrega, “Down The Gutter”, espécie de gravação demo mais extensa ou album em versão demo!
Atalhando caminho em direcção aos aspectos técnicos deste registo, há que primeiro salientar alguns aspectos, como sejam o facto da gravação ter sido efectuada em ambiente caseiro, longe de um ambiente controlado de estúdio e de todos os seus brinquedos e produtores! Por este motivo, existem por vezes alguns pontos mais desiquilibrados como é o caso do papel que o baixo deveria assumir em alguns momentos, mas as guitarras por outro lado estão muito bem captadas, faltando apenas um ataque mais predominante.
Tenho alguns problemas com as vozes, quero dizer, com a forma como acabaram gravadas, pois com o défice de polimento de uma gravação caseira denunciam o factor demo de “Down The Gutter”. O aspecto positivo é que isto não acontece sempre ao longo dos nove temas e por vezes esquecemo-nos desse detalhe.
Em termos de sumo, o conteúdo criativo, como os especialistas gostam de dizer, a diversidade está bem presente nestes temas, com visitas ou aproximações a géneros bem definidos (‘No Soul’ é praticamente um tema black-metal), mas também os ambientes menos óbvios e mais esquizofrénicos são abordados, como acontece no tema ‘Surrounded’! A escolha de abordagens vocais menos frequentes ajuda a complementar esses momentos de demência, mas na maioria das vezes as letras são debitadas como manda o figurino, com rouquidão e raiva!
Existem algumas influências de death-metal que, aliadas ao que penso ser uma bateria programada, anunciam uma toada a fazer lembrar algo industrial, mas que podem continuar a soar mais lineares, como acontece em ‘Addicted To Kill’, que acaba por ganhar com o facto de possuir uma boa composição e um solo de Paulo Bettencourt (Morbid Death)! Com o tema seguinte, ‘Dear World’, só nos falta um fato-macaco para nos sentirmos confortáveis num cenário fabril industrializado!
Em suma, “Down The Gutter” é uma estreia que permite vislumbrar algumas boas ideias que apenas precisam ser trabalhadas, principalmente no estabelecimento de uma linha condutora mais sólida em termos de afinidades sonoras. Após essa consolidação e com uma produção mais consciente, certamente ainda vamos ouvir falar bastante dos DEEP COMA!
RATOS DE PORÃO / LOOKING FOR AN ANSWER - split
RATOS DE PORÃO / LOOKING FOR AN ANSWER - split
(Beat Generation / Peculio Discos - 2010 - 10”)
http://www.ratosdeporao.com/
www.myspace.com/lfaa
Aqui está uma rodela bem catita! Duas bandas que conquistaram este coração mole com a sua rudeza e agressividade! A relação com RATOS DE PORÃO já é um amor antigo, com muitos episódios pelo meio e com aquele jogo-do-empurra normal, muitas vezes foram tudo para mim, outras já nem os podia ouvir! Com os espanhois LOOKING FOR AN ANSWER ainda é um namoro relativamente recente. Ainda estou a tentar descobrir até onde me deixam ir, após nos termos conhecido com o disco “Extincion”.
(Beat Generation / Peculio Discos - 2010 - 10”)
http://www.ratosdeporao.com/
www.myspace.com/lfaa
Aqui está uma rodela bem catita! Duas bandas que conquistaram este coração mole com a sua rudeza e agressividade! A relação com RATOS DE PORÃO já é um amor antigo, com muitos episódios pelo meio e com aquele jogo-do-empurra normal, muitas vezes foram tudo para mim, outras já nem os podia ouvir! Com os espanhois LOOKING FOR AN ANSWER ainda é um namoro relativamente recente. Ainda estou a tentar descobrir até onde me deixam ir, após nos termos conhecido com o disco “Extincion”.
O facto de poder ouvir novos temas dos brasileiros também se tornou um atractivo, uma vez que nos últimos anos me tenho sentido negligenciado com o que tem saído daqueles lados. Se calhar habituaram-me mal e acabei por me tornar numa pessoa demasiado exigente, mas não me tenho entusiasmado muito.
Com os temas presentes neste split sinto-me um pouco melhor. Não se trata de material capaz de causar uma erecção épica, mas o facto de as músicas soarem um pouco retro, para quem está familiarizado com o espólio da banda, é o suficiente para me trazer um sorriso de volta! O crossover puro parece querer regressar ao seio familiar dos Ratos, com os seus temas rápidos a cruzar o punk thrashado de outros tempos! Basta estarem atentos aos temas ‘O Martelo dos Hereges’ ou ‘Guerrear’, para perceberem o que quero dizer!
No que diz respeito aos temas assinados pelos espanhois, tenho apenas a dizer que gostaria de ouvir mais partes com d-beat, pois gosto muito da forma como eles o fazem! É apenas um reparo pessoal a que tenho direito, uma vez que força e porrada é coisa que não faltam nestas musiquinhas! ‘Embestida’ dá cá uma daquelas vontades de incendiar orfanatos que, quando dei por mim, já estava a carregar o carro com litros e litros de gasolina! A aposta continua forte no grindcore com tiros no death-metal e crust, se bem que os blast-beats animalescos estão muito mais predominantes neste conjunto de músicas!
Para além dos temas originais com que cada banda contribuiu para este split, houve ainda espaço para serem trocadas as covers de cortesia, ou seja, Ratos de Porão gravaram o tema ‘La Matanza’ dos Looking For An Answer, que retribuíram com a cover de ‘Paranóia Nuclear’! Cacetada como deve ser!
(AURA) - invisible landscape

(AURA) - invisible landscape
(Valse Sinistre - 2010 - CD)
Este é um projecto de contornos pouco habituais para estas páginas e mesmo para o que costuma rodar entre as paredes deste refúgio. (AURA) é a expressão do músico e produtor André Fernandes e explora um universo experimental de contornos antagónicos, como que a provar os limites de sobreposição de ambientes diferentes na sua raiz, mas complementares na sua associação.
Este album de estreia foi elaborado com um objectivo delineado, servindo como uma banda sonora para dez fotografias do autor José Ramos. Os dez temas presentes em “Invisible Landscape” são apresentados como capítulos de ordem cronológica, ao invés de representarem uma entidade individual por si só. No entanto, a interpretação do seu conteúdo e paisagens é oferecida de forma livre a cada indivíduo que trace a sua viagem ao longo da experiência.
Dada a natureza experimental deste trabalho e o seu objectivo principal, não se tratam aqui de géneros ou inclinações sónicas. Os passos vão sendo dados através de uma palete diversa de ambientes díspares, com recurso a música criada em arranjos que podem incluir guitarras low-fi, andamentos electrónicos ou sons retirados do mundo exterior, numa conjugação que certamente servirá o seu proprósito de uma forma mais perceptível quando aliadas às imagens que é suposto musicarem. Algo que não tive possibilidade de fazer ao ouvir este “Invisible Landscape”.
De referir, a título de curiosidade, que dois dos temas presentes neste trabalho (‘Warm Winter’ e uma versão orquestrada de ‘The Furious March’) figuram na banda sonora do filme do realizador português Telmo Martins, “Funeral In The Rain”, para o qual André Fernandes também compôs e interpretou dez peças de música original!
“Invisible Landscape” revela-se assim um trabalho interessante, a descobrir por todos quantos não tenham receio de molhar os pés numa maré ambiental de experimentalismo e avantgarde.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
AGRIMONIA - Host Of The Winged
Existe uma descrição para esta banda sueca que os define como death-metal melódico, mas essa afirmação soa-me um pouco a publicidade enganosa. Não se pode negar a parte da melodia, mas este colectivo, pelo menos neste disco (não conheço o trabalho anterior), deve muito mais a paisagens doom com uma forte influência crust-core! Suficientemente sujo para vocês?
“Host Of The Winged” estende os seus oito temas por uns demorados 72 minutos, onde apenas um interlúdio acústico (‘Departure’) e o tema que encerra o disco (‘Serum’) se situam abaixo da linha dos nove minutos! Sejamos sinceros, quando se abre com um tema de treze minutos e meio (‘Worms’), só pode ser um teste à paciência de pessoas como eu, que têm alguma tendência para perderem a concentração perante a dimensão de épicos desta natureza! Tenho a perfeita noção que, em muitos dos casos, este tipo de sonoridade e banda devem primeiro estranhar-se, para que depois se possam começar a entranhar, mas existe algo no meu interior que me vai dizendo que gerações podem ir e vir e a sensação de se estar a ouvir o mesmo tema nesse espaço de tempo é deveras angustiante... Hey! Mas isso sou eu que sou palerma!
Devo dizer que isto não é mau de todo! Demorado? Sim. Lento? Mais do que suficiente para me levar a questionar muitas das vezes acerca do paradeiro das influências crust, apesar de elas estarem lá, por exemplo, nas vocalizações de Christina! Ainda não tinha referido esse detalhe? É uma voz feminina! Uma voz feminina que me faz parecer uma bolsa de estrogénio quando tento berrar como ela, o que só pode ser uma coisa boa, penso eu! No entanto, não esperem encontrar muita velocidade aqui, a não ser a do vosso pensamento, quando embarcarem nas viagens espaciais que os AGRIMONIA vos vão proporcionar! Existem muitos momentos desses ao longo deste trabalho, em que a banda vagueia entre barragens sonoras de peso massivo para num ápice levitar em exercícios quase-acústicos e ambientais!
Se encararmos “Host Of The Winged” na perspectiva de disco de doom, diria que é uma óptima entrega, mesmo não sendo muito letrado nesse género específico. Mas fica ao vosso critério darem-me razão ou não!
www.myspace.com/agrimonia
“Host Of The Winged” estende os seus oito temas por uns demorados 72 minutos, onde apenas um interlúdio acústico (‘Departure’) e o tema que encerra o disco (‘Serum’) se situam abaixo da linha dos nove minutos! Sejamos sinceros, quando se abre com um tema de treze minutos e meio (‘Worms’), só pode ser um teste à paciência de pessoas como eu, que têm alguma tendência para perderem a concentração perante a dimensão de épicos desta natureza! Tenho a perfeita noção que, em muitos dos casos, este tipo de sonoridade e banda devem primeiro estranhar-se, para que depois se possam começar a entranhar, mas existe algo no meu interior que me vai dizendo que gerações podem ir e vir e a sensação de se estar a ouvir o mesmo tema nesse espaço de tempo é deveras angustiante... Hey! Mas isso sou eu que sou palerma!
Devo dizer que isto não é mau de todo! Demorado? Sim. Lento? Mais do que suficiente para me levar a questionar muitas das vezes acerca do paradeiro das influências crust, apesar de elas estarem lá, por exemplo, nas vocalizações de Christina! Ainda não tinha referido esse detalhe? É uma voz feminina! Uma voz feminina que me faz parecer uma bolsa de estrogénio quando tento berrar como ela, o que só pode ser uma coisa boa, penso eu! No entanto, não esperem encontrar muita velocidade aqui, a não ser a do vosso pensamento, quando embarcarem nas viagens espaciais que os AGRIMONIA vos vão proporcionar! Existem muitos momentos desses ao longo deste trabalho, em que a banda vagueia entre barragens sonoras de peso massivo para num ápice levitar em exercícios quase-acústicos e ambientais!
Se encararmos “Host Of The Winged” na perspectiva de disco de doom, diria que é uma óptima entrega, mesmo não sendo muito letrado nesse género específico. Mas fica ao vosso critério darem-me razão ou não!
www.myspace.com/agrimonia
TOXIC HOLOCAUST gravaram novo trabalho
Os TOXIC HOLOCAUST terminaram as gravações do seu novo disco, sucessor de “An Overdose Of Death” de 2008! A edição está prevista para a Primavera deste ano, através da Relapse Records!
www.myspace.com/toxicholocaust
www.myspace.com/toxicholocaust
MACHINAGE convidam Zoltán Farkas para o novo trabalho
Os brasileiros MACHINAGE preparam-se para lançar o seu disco de estreia, “It Makes Us Hate”, ainda durante este ano, através da editora Ms Metal Records! Este primeiro trabalho contará com a participação especial de Zoltán Farkas, vocalista dos húngaros Ektomorf, que contribui vocalmente no tema ‘Is This The Way’.
www.myspace.com/machinage
www.myspace.com/machinage
IN TORMENT: novo disco quase nas ruas
A Rapture Records lança, durante o primeiro semestre de 2011, o mais recente trabalho da banda IN TORMENT (Brasil)! O novo disco, intitulado “Paradoxical Visions of Emptiness”, contém nove temas originais e sucede ao album “Diabolical Mutilation Of Tormented Souls” e ao EP “The Realms OF Perception”.
www.myspace.com/intormentbr
www.myspace.com/intormentbr
BEHAVIOR adiantam single
Originários da região Nordeste brasileira, os BEHAVIOR estão a disponibilizar o primeiro single retirado do seu album de estreia, a editar muito em breve através da Eternal Hatred Records! ‘Rotten Destiny’ é o nome do primeiro tema adiantado de “The Awake Of Madness”!
www.myspace.com/behaviordeath
www.myspace.com/behaviordeath
NEURAXIS oferecem um novo "Asylon"
Com data de lançamento no Estados Unidos prevista para o próximo dia 15 de Fevereiro, “Asylon”, o novo album dos canadianos NEURAXIS, com selo Prosthetic Records traz dez novos temas da banda sediada em Montreal! A produção esteve nas mãos de Chris Donaldson (Cryptosy, The Agonist, etc.) e o artwork é da responsabilidade de Dennis Sibeijin!
02. Asylum
03. Savior and Destroyer
04. By The Flesh
05. Sinister
06. Trauma
07. Resilience
08. Purity
09. V
10. Left To Devour
DAYS OF ANGER estreiam-se pela Massacre Records
Os suecos DAYS OF ANGER assinaram recentemente com a editora alemã Massacre Records e estão prestes a ver editado o seu disco de estreia! Apesar de serem uma banda ainda fresca, uma vez que foi formada no início de 2010, este trio originário de Eskilstuna entrou em estúdio em Maio do ano passado para gravar o que acabará por se tornar no seu primeiro registo de originais, com data de lançamento já marcada para o próximo dia 25 de Fevereiro!
www.myspace.com/daysofanger
www.myspace.com/daysofanger
CÓLERA relançam “Deixe a Terra em Paz”
Os brasileiros CÓLERA, veteranos do punk, relançaram no passado dia 15 de Janeiro o seu album “Deixe a Terra em Paz”, gravado inicialmente em 2004! Este foi, até ao presente momento, o último disco de originais lançado pela banda e o sétimo de estúdio na sua discografia!
ROTTEN SOUND: temas novos em rodagem
‘Plan’ é o nome do tema de avanço para o nome album dos finlandeses ROTTEN SOUND e pode ser ouvido na sua página de Facebook! O novo disco, “Cursed”, sai aqui na Europa no próximo dia 21 de Março!
www.facebook.com/RottenSoundOfficial
www.facebook.com/RottenSoundOfficial
SCION ROCK FEST: quem vai?
O SCION ROCK FEST, que irá decorrer no dia 5 de Março nos Estados Unidos, mais exactamente em Pomona, California, é um festival que assume características impensáveis para os nossos critérios, senão prestem bem atenção aos nomes em cartaz: Morbid Angel, Obituary, Death Angel, Municipal Waste, Immolation, Agalloch, Integrity, Bastard Noise, Atheist, Floor, The Body, Anaal Nathrakh, Black Breath, Nails, Primate, Dispirit, Kvelertak, Crom, Wormrot, Necrite, Woe, Fuck The Facts, Cough, Dark Castle, Bonded By Blood e Christian Mistress!! Todas estas bandas, num só dia, completamente à borla!!!
“Altered Since Birth”: uma caixa para SINISTER
A Metal Mind Productions lança em Fevereiro uma caixa especial, dedicada aos holandeses SINISTER! Esta edição, intitulada “Altered Since Birth”, irá conter oito discos de estúdio, um DVD ao vivo, uma compilação de temas em versão demo, bem como um pequeno livro com uma biografia completa, as letras de todos os temas e uma seleção de fotos de arquivo relativas à banda! Tudo isto a sair no dia 21 de Fevereiro!
HEAL THESE WOUNDS na Innerstrenght Recs
A Innerstrength Records assinou recentemente com os nova-iorquinos HEAL THESE WOUNDS, que entram assim em estúdio para registar o sucessor de “Ambitions”, editado em 2009 através da Hotfoot Records.
VORKREIST assinam com Agonia Records
Os VORKREIST associaram-se à editora Agonia Records para o lançamento do seu novo longa-duração, depois de terem editado “Sickness Sovereign” através da Trendkill Records em 2009. Ainda antes do novo disco sair serão lançadas algumas raridades em vinil.
Esta banda francesa é formada por elementos de outros grupos como Hell-Militia, Blacklodge, Secrets Of The Moon, Glorior Belli e Merrimack!
www.myspace.com/vorkreist
Esta banda francesa é formada por elementos de outros grupos como Hell-Militia, Blacklodge, Secrets Of The Moon, Glorior Belli e Merrimack!
www.myspace.com/vorkreist
novo EP de KINGDOM prestes a sair
A Dead Truth Recordings vai editar um novo EP com quatro temas da banda vegan-edge KINGDOM! Esta nova gravação, intitulada “Threads”, ainda não tem data de edição prevista, mas ganha lugar na discografia da banda, onde já constam um longa-duração e diversos outros EP’s.
PENTAGRAM: regresso lendário
O novo album dos veteranos PENTAGRAM estará nas ruas algures entre Abril e Maio deste ano, concluídas as gravações nas últimas semanas de 2010.
O novo trabalho, ainda sem título conhecido, será editado pela Metal Blade Records e será constituído por dois discos, sendo um deles o novo album e o outro um DVD com a gravação do concerto que a banda deu no Maryland Deathfest em Maio do ano passado!
www.myspace.com/brokenvows
O novo trabalho, ainda sem título conhecido, será editado pela Metal Blade Records e será constituído por dois discos, sendo um deles o novo album e o outro um DVD com a gravação do concerto que a banda deu no Maryland Deathfest em Maio do ano passado!
www.myspace.com/brokenvows
EXHUMED: mais originais oito anos depois
“All Guts, No Glory” é o título daquele que será o novo trabalho de originais de EXHUMED, oito anos depois da última entrega! Os últimos esforços de gravação decorreram entre Novembro e Dezembro passados e espera-se que o novo album venha a ser editado durante a Primavera de 2011!
www.myspace.com/exhumed
www.myspace.com/exhumed
KOMMANDANT regressam ao estúdio
A banda de Chicago KOMMANDANT regressa a estúdio em Fevereiro para registar o sucessor de “Kontact”! Apesar de ainda não existir uma data prevista para que o novo trabalho chegue às lojas, sabe-se que o título do disco será “The Draconian Archetype”.
www.myspace.com/kommandantofficial1
www.myspace.com/kommandantofficial1
OBSCURA: "Omnivium" chega em Março
O novo album de OBSCURA, intitulado “Omnivium”, será editado em Março próximo! Gravado no Woodshed Studio, na Alemanha, e produzido por V. Santura (Triptykon, Dark Fortress), este trabalho é baseado na obra de Friedrich Schelling “On Nature’s Connection To The Spirit World”!
A capa e a track list foram entretanto divulgadas:
01. Septuagint
02. Vortex Omnivium
03. Ocean Gateways
04. Euclidean Elements
05. Prismal Dawn
06. Celestial Spheres
07. Velocity
08. A Transcendental Serenade
09. Aevum
www.myspace.com/realmofobscura
A capa e a track list foram entretanto divulgadas:
01. Septuagint02. Vortex Omnivium
03. Ocean Gateways
04. Euclidean Elements
05. Prismal Dawn
06. Celestial Spheres
07. Velocity
08. A Transcendental Serenade
09. Aevum
www.myspace.com/realmofobscura
REV 16:8 na terra das cinzas
“Ashlands” é o título do novo trabalho dos suecos REV 16:8 a ser editado durante o próximo mês de Abril, através da AFM Records, com quem a banda assinou recentemente! A banda tem sido aclamada pelo seu trabalho de composição, muitas vezes comparado ao de nomes como Dissection ou Watain!
www.myspace.com/rev168
www.myspace.com/rev168
ETERNAL GRAY modernizam-se
Os israelitas ETERNAL GRAY resolveram lançar o seu segundo album de originais, “Your Gods, My Enemies”, de uma forma pouco ortodoxa! Este novo trabalho vem em suporte USB, naquilo a que se chama um disk-on-key! O conteúdo desta pequena amostra de uma forma moderna de distribuição musical é composto pelos nove temas do album, bem como alguns videos, imagens e até toques para o telefone!
www.myspace.com/eternalgray
www.myspace.com/eternalgray
segundo de WHITE WIZZARD a caminho
Os WHITE WIZZARD encontram-se em estúdio a registar aquele que será o seu segundo disco, depois de no ano passado terem lançado “Over The Top”. Este novo trabalho será editado pela Earache Records ainda durante o ano presente.
www.myspace.com/whitewizzard
www.myspace.com/whitewizzard
AMEBIX: o regresso aos discos
Os lendários AMEBIX preparam-se para lançar um novo trabalho de originais, algo que já não faziam deste 1987!!
A banda esteve em estado latente nos últimos anos mas, após a entrada de Roy Mayorga, ganhou uma nova vida e um novo ritmo de trabalho, com a sucessão de concertos de reunião em 2009, o lançamento de um DVD e de um EP com versões regravadas e ao vivo de alguns dos clássicos da banda!
O novo disco, intitulado “Sonic Mass” terá selo da Alternative Tentacles, com uma edição em vinil através da Profane Existence!
www.myspace.com/amebixuk
A banda esteve em estado latente nos últimos anos mas, após a entrada de Roy Mayorga, ganhou uma nova vida e um novo ritmo de trabalho, com a sucessão de concertos de reunião em 2009, o lançamento de um DVD e de um EP com versões regravadas e ao vivo de alguns dos clássicos da banda!
O novo disco, intitulado “Sonic Mass” terá selo da Alternative Tentacles, com uma edição em vinil através da Profane Existence!
www.myspace.com/amebixuk
SUFFER WELL: novo super-grupo na Century Media
Mais um novo projecto, em modo supergrupo, que se mobiliza para novas aventuras em formato discográfico: formados por Mick Kenney (Anaal Nathrakh) e Brandan Schieppati (Bleeding Through), os SUFFER WELL, assinaram pela Century Media e têm o disco de estreia “Treachery” pronto para soltar cá para fora!
Alguns antigos membros de 18 Visions e Combichrist completam a restante formação deste novo projecto, que começa agora a fazer planos para começar a tocar ao vivo.
www.myspace.com/sufferwell
Alguns antigos membros de 18 Visions e Combichrist completam a restante formação deste novo projecto, que começa agora a fazer planos para começar a tocar ao vivo.
www.myspace.com/sufferwell
BORN OF OSIRIS: terceiro disco em Março
No próximo dia 22 de Março será editado o novo trabalho dos BORN OF OSIRIS, o terceiro da sua conta pessoal! “The Discovery” foi produzido por Jason Suecof (All That Remains, Trivium) e banda garante que este é o seu disco mais pesado e melódico de sempre.
www.myspace.com/bornofosiris
www.myspace.com/bornofosiris
DECAPITATED preparam novo trabalho
Os polacos DECAPITATED voltam ao estúdio no início de Fevereiro para gravar o sucessor de “Organic Hallucinosis” de 2006! Este será o quinto album de estúdio para a banda, que entregou as rédeas de mixagem a Daniel Bergstrand, que também será responsável pela captação das partes de bateria deste novo trabalho! Ainda não existe uma data de lançamento definida.
www.myspace.com/decapitated
www.myspace.com/decapitated
THE SPEKTRUM: novo disco em Abril
O novo disco dos portugueses THE SPEKTRUM, “Regret Of The Gods”, será lançado no próximo dia 8 de Abril! As gravações decorreram na Suécia (Endarker Studios) e ao leme dos comandos esteve Magnus Andersson (Marduk, Ragnarok)!
Entretanto, a banda continua a procurar completar a sua formação, depois das saídas do baterista e de um dos guitarristas! Interessados em preencher algum destes postos devem entrar em contacto com a banda.
www.myspace.com/thespektrum
Entretanto, a banda continua a procurar completar a sua formação, depois das saídas do baterista e de um dos guitarristas! Interessados em preencher algum destes postos devem entrar em contacto com a banda.
www.myspace.com/thespektrum
PEGASUS estão de volta
Depois de nove anos sem gravarem material novo, os australianos PEGASUS estão de volta com um novo trabalho, “In Metal We Trust”, que será lançado no dia 15 de Abril, através da Black Leather Records! O regresso do vocalista original Justin Fleming marca este novo trabalho, bem como as participações especiais dos guitarristas Ross The Boss, Jeff Watson e David Shankle, que contribuem com um solo no tema ‘Old Skool Metal Dayz’!
www.myspace.com/pegazusmusic
www.myspace.com/pegazusmusic
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
entrevista: MACHINERGY
O disco de estreia foi lançado em Setembro de 2010, um passo decisivo para uma banda que, apesar dos curtos anos sob o nome MACHINERGY, transporta consigo um espírito bem mais veterano, a que não serão alheios os laços de amizade que unem os membros deste trio!
Para o depoimento presente, foi requisitada a preciosa troca de ideias com Ruy (guitarra/voz) e Helder (bateria), para que não ficassem assuntos por debater, nem perguntas sem resposta


Como se sentem os MACHINERGY, num momento em que o vosso album de estreia vê finalmente a luz do dia?
Ruy: É verdade, finalmente! É claro que este “finalmente” é mais para nós do que para qualquer outra pessoa pois não estamos a falar propriamente de um “Chinese Democracy”, versão portuguesa, eheh! Estamos muito satisfeitos com o lançamento do disco e com tudo acerca dele pois constitui um marco extremamente importante, talvez o mais importante, que está e vai definir a nossa carreira e o nosso futuro daqui para a frente. Foi uma longa jornada, de muito trabalho e dedicação! É claro que agora é que as coisas vão começar a rolar e a desenvolver e há muitos desafios pela frente, algo que nos agrada e que vamos abraçar! O tempo de “brincar” às bandas já acabou e agora é para jogar a sério, jogar tudo, eheh! Este disco era mesmo o que faltava como motor de arranque para todos os nossos projectos e penso que daqui em diante só pode melhorar!
Apesar da banda ter sido criada apenas em 2006, vocês já referiram algumas vezes que “Rhythmotion” é um sonho de vinte anos que se concretizou! Expliquem lá isso melhor:
Helder: Finais dos anos 80, andávamos na escola e passávamos o tempo a ouvir e a descobrir novas bandas nos intervalos das aulas. Daí até querermos formar uma banda foi um saltinho. Então, nessa mesma escola, um dia ouvi dizer que alguém andava a formar uma banda e nesse mesmo dia fui falar com o Ruy. Inicialmente, a vaga de baterista já estava ocupada, eheh! Havia uma vaga de guitarrista, mas depressa as coisas mudaram. Até então, só nos cadernos e livros da escola é que surgia um line-up com a denominação de “Mortalha”. Depois de ajustarmos as competências de cada um, lá começámos a ensaiar, mas foram surgindo novos projectos e as coisas tomaram outros rumos. Só com Machinergy é que surgiu a oportunidade de gravar um álbum, outra maturidade, mais condições. Portanto, é um sonho realizado, sem dúvida! Tínhamos 16, 17 anos de idade quando tudo começou.
No que diz respeito a gravações, muitas bandas iniciam o seu percurso recorrendo ao registo de uma demo ou mesmo um EP, mas os MACHINERGY apostaram desde início num longa-duração. O que os levou a embarcar nessa decisão?
Ruy: Queres que te diga sinceramente?! Já não temos idade para demos e EP’s, eheh! A sério, e sem desprimor para qualquer dos formatos e/ou bandas que optem por tal solução, com Machinergy isso nunca iria acontecer pois uma das condições que auto-impusemos logo no arranque da banda foi o de gravar um LP (sigla mais linda!). Compusemos e já tínhamos algum material que reciclámos com vista a esse objectivo e tudo foi canalizado para esse fim. É claro que gravamos demos e EP’s mas com outros projectos. Com Machinergy, penso que só podem esperar LP’s e, daqui por vinte anos, talvez um “Worst Of...”. :)
Esse material reciclado de que falas, eram ideias que foram ficando na gaveta ao longo dos anos ou coisas das antigas bandas/projectos, por onde vocês passaram, que não chegaram a ver a luz do dia? Como é que separaram o trigo do joio?
Helder: Foi mais tirar a “gordura da carne”, eheh! Sempre achámos que eram temas interessantes e como nunca tinham sido registados resolvemos pegar neles e os “muscular”. Houve uma necessidade de alterar algumas coisas, eliminámos alguns pormenores sem sentido, acrescentamos outros e começaram a soar a Machinergy, sempre de uma forma natural, simplesmente deixámos sair cá para fora as ideias que iam surgindo. Aliás, Machinergy aparece quando resolvemos “dar uns toques” para recordar velhos tempos e agarrámos no tema “Rhythmotion”, que dá título ao álbum, um tema que ficou bem diferente da versão inicial e que teve algumas estruturas bem diferentes antes de chegar a esta versão final. “Rhythmotion”, “Godus”, “Rewine” e “Moneytrees” foram os temas que resolvemos tirar da gaveta. Todos os outros nasceram já com Machinergy, tendo sido o “Blakus” o primeiro.
Referem no vosso press-release que passaram por um longo processo de gravação, mas nunca tiveram acessos de ansiedade pelo meio? Aquela vontade de acelerar um pouco mais as coisas para lançar o album um pouco mais cedo?
Helder: Queríamos fazer o melhor possível, sem complicar e dentro das nossas possibilidades. Tivemos tempo para compôr, ouvir, mudar e analisar, sem pressas e o álbum foi crescendo à medida que o registávamos. E como toda a produção foi feita por nós, antes de nos aventurarmos, tivemos que delinear bem a estratégia e aprender como iríamos levar este barco a bom porto. Tivemos que comprar equipamento e decidir muita coisa. E uma coisa muito boa é que não tínhamos o “stress” do relógio do estúdio a contar, eheh!

Acham que a experiência que adquiriram com a gravação deste disco vai suavizar um pouco mais as coisas para as gravações futuras? É costume dizer-se que só custa a primeira vez...
Ruy: Sem dúvida! Antes de mais, há que referir que aprendemos muito ao longo dos anos com as várias passagens por estúdios e também observando e ouvindo as experiências de outras pessoas ou bandas. A aventura de seres tu a gravar e a “comandar” tudo, é um enorme e difícil desafio mas é bom pois consegues quase sempre reproduzir o teu pensamento, por assim dizer. Explicar certas coisas a um produtor, às vezes é uma tarefa complexa e frustrante, para ti e para o produtor, seja por não conseguires definir com exactidão o que queres, seja porque o produtor não tem o background necessário, etc! Há muitos factores. De qualquer maneira, ao fim e ao cabo, o que importante é uma banda ter e definir um método de trabalho e ser sempre exigente e “master” da sua arte. Experimentar é essencial e, como tal, não se deixem derrotar à primeira dificuldade, tipo “deixa lá...”, “fica assim, sa lixe!”, etc e tal... Por exemplo, a pré-produção é muito importante, e não só das músicas. Pelo menos para nós, tudo é importante num disco, mesmo se é ou venha a ser, aparentemente, simples. Cedo devemos começar a trabalhar nas várias vertentes e ideias de um novo trabalho de forma a criar um todo, um fio condutor. Para mim, gravar um álbum não é o mais importante. O mais importante é gravar um álbum do qual tu ficarás orgulhoso para todo o sempre e que te dá prazer contínuo ao ouvir e ao tocar! Façam uma experiência: Gravem ou escrevam/rabisquem qualquer coisa e oiçam mais tarde. Quando voltarem a ouvir e se continuarem a gostar do que fizeram, está feito, não mexam mais que não se vão arrepender disso, eheh! Já que estamos a falar de estúdio, deixa-me dizer que o Helder foi e é o produtor de serviço de Machinergy. É ele que estuda os manuais, procura perceber toda e qualquer função dos botões, grava, mistura, etc! Eu não! Eu não tenho paciência para isso e, para além desse facto, para mim o estúdio é um autêntico martírio! Fico completamente seco! Ah... e as pessoas têm de ter muita paciência para me aturar, eheh! De qualquer maneira, apesar de alguma experiência, uma próxima gravação vai ter sempre o seu “stress” pois vais querer mais, ou como diz o outro: “... padrõezinhos para cima!”! Mas quando percebemos o maquinismo das coisas, sem dúvida que facilita!
De que forma pensam atingir esse ‘mais’? Não devem existir muitos atalhos para esse tipo de objectivo, pois não?
Ruy: O atalho é: Trabalho! O atingir esse “mais” prende-se com querer melhorar tudo a cada dia que passa. Melhorar a composição, a performance em palco, o material com que tocas, arriscar certas coisas, ser um pouco diferente também, etc. A verdade é que estamos muito estusiasmados com esta banda e este projecto e queremos dar o nosso melhor! Estamos com uma grande pica e isto dá-nos um gozo tremendo, independentemente de tudo! Portanto, acho que reunimos as condições essenciais para continuar por longos anos, eheh!
O facto de utilizarem um estúdio próprio, não só para ensaios, mas também para gravações certamente representa uma mais valia para todo a evolução da música dos MACHINERGY, certo? Vocês têm noção que são uma banda privilegiada nesse sentido?
Helder: Principalmente quando tens um elemento na banda como o Ruy, eheh! O quanto custaria uma banda aturá-lo, eheh?! Estou a brincar! Somos os dois exigentes, um de uma maneira e o outro de outra, tentamos puxar um pelo outro. Eu gosto de experimentar várias maneiras de se fazer uma coisa e isso faz um pouco de “confusão” ao Ruy, talvez por... como ele diz: “... não tenho paciência para isso...”, mas no fim ele acaba sempre por dizer “altamente!”, eheh! Somos dois velhos amigos, que trabalhamos para o mesmo, com os nossos feitios, as nossas “exigências” e, portanto, temos aqui o nosso “working place”, que nos traz algum orgulho e privilégio. Podemos trabalhar sem correrias e permite-nos realizar e experimentar todas as ideias loucas que nos vêm à cabeça, eheh!
Provavelmente ainda será cedo demais, mas não custa perguntar, os MACHINERGY já andam a trabalhar em novos temas e num novo registo ou neste momento a concentração está colocada em tocar o “Rhythmotion” o mais possível ao vivo?
Ruy: No fundo, andamos a fazer as duas coisas ao mesmo tempo! É óbvio que estamos mais concentrados e empenhados em promover o “Rhythmotion”, seja através de divulgação pelos média, seja com actuações regulares em vários pontos do país, etc. Este é o momento e estamos a trabalhar para levar a nossa arte ao maior número possível de pessoas. Mas nunca descuramos a parte de composição. Estamos sempre a fazer qualquer coisa nova, seja com Machinergy, ou então, com outros projectos paralelos que temos e que não se limitam somente à vertente musical. Mas neste momento, posso adiantar que já há material novo e que poderá, eventualmente, entrar numa segunda rodela. Temos optado por um método que julgamos nos poderá ser benéfico para futuro. Vamos criando as músicas e, paralelamente, vamos tocando ao vivo também, numa forma de maturar o material e limar arestas e, porque não, também recebermos algum feedback do pessoal. Temas como “Sounds Evolution”, “Venomith”, “Cada Falso” ou “Paraphernalia”, que não estão no disco de estreia, já andam por aí em airplay, eheh! Agora, se vão aparecer ou não num segundo trabalho, isso logo se verá! Mas posso adiantar que o próximo álbum já tem nome/título, embora provisório, eheh! Esperemos que o mundo não acabe em 2012!!
Como têm corrido as coisas a nível de palco? Conseguem sentir um bom retorno por parte do público? Tem dado para perceber como “Rhythmotion” tem estado a ser recebido?
Helder: Fizemos algumas datas desde que saiu o nosso álbum de estreia e o feedback tem sido muito bom, mesmo tendo passado pouco tempo desde o lançamento. Agora que o disco começou a passar nas rádios e a chegar às mãos do pessoal, contamos sentir um retorno ainda maior e com mais energia. “Rhythmotion” é um álbum com muita “Innergy”, tanto em disco como ao vivo, nós senti-mo-la e estamos sempre prontos para dar o melhor. Esperamos que o público a sinta também!

No que diz respeito a concertos, uma vez que frequentam os dois lados da barricada, em cima do palco como banda e lá em baixo como público, como encaram o estado actual das coisas a nível nacional?
Ruy: A oferta de concertos hoje em dia é brutal! Basta olhar a agenda de um qualquer site e, tanto a nível de bandas nacionais como internacionais que visitam o nosso país, a oferta é vasta e diversa. Penso que isso também se prende com a necessidade que as bandas/editoras sentem hoje em dia em compensar as fracas vendas, nomeadamente, de CD’s. Acho que é por isso que existem tantos concertos em Portugal, principalmente de bandas estrangeiras, pois é um meio alternativo de ir buscar alguma receita. Mas chegamos a um paradigma... A oferta é tanta (e a crise também) que muitas vezes, os concertos estão às moscas! Em termos de organização e marcação de concertos por parte de bandas underground, por vezes não é fácil! Temos alguns sítios fixos e direcionados para o Metal e depois alguns bares que vão recebendo um ou outro concerto. A grande diferença está no espírito D.I.Y. (que tem dado bons resultados) com muitos concertos organizados pelas próprias bandas, várias iniciativas, festivais, etc. Como a montanha não se desloca - nunca se desloca - vamos lá nós! Esse tem de ser o espírito!
Recuemos aqui um pouco, para mencionar os vossos outros projectos, até porque o vosso baixista, João, também divide o seu tempo com outra banda (Lost Soil). Aliando esse factor aos empregos de cada um, como se faz a gestão do tempo nos Machinergy?
Helder: Ora aqui está um elemento muito importante para uma banda, o tempo, principalmente, para quem tem filhos como é o meu caso. E também temos as nossas vidas profissionais. Há que saber lidar com a situação, há tempo para tudo. Temos que aprender a gerir tudo. Machinergy tem uma disciplina natural, não por obrigação, mas porque gostamos do que fazemos. Se às vezes surgir um contratempo e por alguma razão não podemos ensaiar, temos espaço e compreensão para lidar com isso. Machinergy é muito importante para nós, mas há outras razões que também fazem parte da nossa vida e ao contrário passa-se o mesmo, quando Machinergy precisa de mais atenção, tanto a família e até mesmo o emprego apoiam. O importante é estar a cem por cento em cada aspecto, no seu tempo. Em relação ao João e aos Lost Soil, tentamos sempre conciliar os timings para que ninguém saía prejudicado. Os outros projectos que eu e o Ruy temos, apesar de os levarmos a sério, são bandas paralelas e que de certa forma ocupam-nos num segundo plano, sempre que temos um “tempinho” expelimos para fora outras energias que não têm lugar nos Machinergy, mas temos vontade de as mostrar e por isso, para já, vamos registando alguns temas que nos dão muito gozo. É preciso é haver energia, eheh!
Energia e muita dose de paciência, pelo que percebo… Já agora, tendo em conta que a entrada do João é relativamente recente e que na sua outra banda ocupa as funções de guitarrista, como foi o seu processo de integração aos Machinergy e à sua música?
Ruy: O João aparece quase como uma dádiva, eheh! A sério, foi muito complicado arranjar baixista e, na verdade, ele nem o é, por assim dizer! Como dizes e bem, ele é guitarrista nos Lost Soil mas, como todos sabemos, um guitarrista tem sempre alguma facilidade em tocar baixo (eu próprio sempre gravei o baixo em quase todas as gravações onde estive envolvido). A sua integração foi normal. Ensaiar o material, ouvir as músicas com alguma frequência, etc. Ele é de uma geração diferente mas tem bom gosto musical e apesar de não ter a nossa “velha escola”, isso nem é problema pois as “exigências” que fazemos é que goste das músicas que toca, que não seja frete, vá aos ensaios e tenha disponibilidade para os concertos e outras cenas relacionadas com a banda, nomeadamente, estar até preparado para alguns futuros desafios. Para além da parte “técnica”, é também um puto bacano! :)
De volta ao album: falem-nos um pouco da escolha das vozes convidadas para os temas ‘Godus’ (Célia Ramos, Mons Lvnae) e ‘Incendiário’ (Hugo Rebelo, ex-Simbiose)!
Ruy: As colaborações surgiram, em primeiro lugar, pela voz de cada um deles, pela sua qualidade. O Hugo tem aquela voz inconfundível, gutural, mas não um gutural qualquer. Sempre fui fã de Simbiose (em especial da voz dele) e, com o tema “Incendiário”, ainda por cima em português e com toda a carga inerente, a ideia surgiu quase naturalmente pois é uma música com um lado mais punk de Machinergy, mais crossover. Como já nos conhecíamos de concertos, o convite foi lançado e prontamente aceite! É uma pessoa com uma grande onda, sem vedetismos e que participa nas coisas de alma e coração para além de estar sempre a contribuir com ideias! Sobre a Célia, foi relativamente semelhante. Quando a música “Godus” começou a ganhar forma, aquela ideia para a voz surgiu. Queríamos algo suave, algo que transmitisse equilíbrio pois a música fala disso mesmo, o alcançar uma certa paz numa outra dimensão, preferível a sofrer eternamente, ou seja, estamos a falar de morte como alívio em situações de extremo sofrimento. A Célia aceitou prontamente e foi um doce, eheh! Ela é impecável e tem uma voz que te deixa completamente de queixo-caído, tipo “... não canto mesmo nada...”, eheh! Basicamente, a música foi andando e ela foi pondo e sobrepondo a voz e, no final, o resultado não podia ser melhor! Foi um dia muito fixe com ambos e jamais esqueceremos a sua ajuda e disponibilidade! Bem-hajam!
Existem planos para mais colaborações futuras com outros nomes da cena portuguesa ou internacional?
Ruy: É muito provável que venha a acontecer! Andamos já com algumas ideias para o material novo, algumas eventuais participações externas, já se falou nisso. Mas gostamos de falar e discutir as coisas com calma e tempo, deixá-las amadurecer e ver se faz mesmo sentido determinada ideia. De qualquer maneira, acho que os convidados especiais, são uma mais valia e dão outro colorido a um disco.

Mas existe algum nome com o qual teriam um prazer especial em trabalhar?
Ruy: Nomes existem sempre! Mas não é por ter mais ou menos “nome” que nos interessa. Será mais porque nos diz realmente algo e à respectiva música onde poderá colaborar ou alguém que nos ajudou a crescer enquanto músicos, fãs, etc.
Mencionaram à momentos o significado do tema ‘Godus’. Existe importância para os Machinergy em atribuir significados específicos ao conteúdo lírico das vossas músicas, em oposição a outra prática comum que passa por escrever de forma filosófica deixando o significado aberto à interpretação pessoal?
Ruy: Temos títulos e conteúdos directos, sem espinhas, mas também temos algumas coisas um pouco mais “filosóficas” ou que poderão criar algumas interrogações. Acima de tudo, gostamos de, mesmo numa letra supostamente directa, não esgotar essa mesma letra aí. Podes escrever especificamente sobre algo, com um determinado alvo, mas com essas palavras carregadas de outros significados e que até poderás aplicar a outros assuntos. Por isso é que não gosto muito de escrever sobre espaços temporais, tirando uma ou outra situação mais tocante e/ou pessoal, como até é o caso da “Godus”, mas mesmo nessa música, apesar de ser sobre algo triste, a tua interpretação pode ser variada. Podes continuar com tristeza ou veres uma “luz ao fundo do túnel”. Acima de tudo, gosto de escrever sobre algo contínuo, em movimento. Algo que sempre existirá, por assim dizer. No fundo, essa é também a magia da música, ficares ali a pensar um pouco sobre a música e tal... Já escrevemos sobre situações específicas no tempo, acontecimentos, etc. Foi fixe mas acaba por ser estranho e torna-se datado com o passar dos anos.
As letras de MACHINERGY presentes no vosso album vão oscilando entre o inglês e o português, trata-se de uma escolha precisa e consciente ou está de alguma forma relacionada com o feeling que cada tema vos transmite?
Ruy: Acho que é mesmo a última que referiste. Não há nada premeditado em termos de idiomas, as coisas acontecem naturalmente. O inglês porque é algo que já está entranhado em todos nós, globalmente. E até vejo isso de forma muito positiva, é uma maneira de todos poderem entender a tua mensagem. O português, quando as palavras são bem escolhidas e colocadas, funciona maravilhosamente! É uma língua muito forte e óptima para o estilo mais pesado, ao contrário do que alguém possa pensar. Basta olhar para uma banda como Bizarra Locomotiva ou Dr. Salazar. É a perfeita simbiose!
Resumidamente, qual será então o feeling que os MACHINERGY sentem para o seu futuro enquanto banda?
Ruy: Pessoalmente, desejo é que a banda não impluda, como aconteceu no passado com outros projectos. A partir daí, é sempre a trabalhar e penso que teremos todas as condições para dar os passos que pretendemos. Um de cada vez mas com objectivos bem definidos. Desta vez não é para brincar e perder tempo como no passado. Nós já não vamos para novos mas nunca é tarde e, acreditando e trabalhando diariamente para esse fim, penso que as coisas darão os seus frutos. É como escavares um buraco, pode demorar, mas há-de aparecer água! ;)
Agradeço imenso o vosso tempo e disponibilidade, se desejarem acrescentar algo mais, força com isso!
Ruy: O prazer foi todo nosso. Agradecemos o teu apoio aos Machinergy, algo que não esqueceremos. ;) Foi uma entrevista interessante e bem longa, a mais longa até agora, eheh! Tudo de bom para ti e... morde essa bolacha!! :)
www.myspace.com/machinergy
Para o depoimento presente, foi requisitada a preciosa troca de ideias com Ruy (guitarra/voz) e Helder (bateria), para que não ficassem assuntos por debater, nem perguntas sem resposta


Como se sentem os MACHINERGY, num momento em que o vosso album de estreia vê finalmente a luz do dia?
Ruy: É verdade, finalmente! É claro que este “finalmente” é mais para nós do que para qualquer outra pessoa pois não estamos a falar propriamente de um “Chinese Democracy”, versão portuguesa, eheh! Estamos muito satisfeitos com o lançamento do disco e com tudo acerca dele pois constitui um marco extremamente importante, talvez o mais importante, que está e vai definir a nossa carreira e o nosso futuro daqui para a frente. Foi uma longa jornada, de muito trabalho e dedicação! É claro que agora é que as coisas vão começar a rolar e a desenvolver e há muitos desafios pela frente, algo que nos agrada e que vamos abraçar! O tempo de “brincar” às bandas já acabou e agora é para jogar a sério, jogar tudo, eheh! Este disco era mesmo o que faltava como motor de arranque para todos os nossos projectos e penso que daqui em diante só pode melhorar!
Apesar da banda ter sido criada apenas em 2006, vocês já referiram algumas vezes que “Rhythmotion” é um sonho de vinte anos que se concretizou! Expliquem lá isso melhor:
Helder: Finais dos anos 80, andávamos na escola e passávamos o tempo a ouvir e a descobrir novas bandas nos intervalos das aulas. Daí até querermos formar uma banda foi um saltinho. Então, nessa mesma escola, um dia ouvi dizer que alguém andava a formar uma banda e nesse mesmo dia fui falar com o Ruy. Inicialmente, a vaga de baterista já estava ocupada, eheh! Havia uma vaga de guitarrista, mas depressa as coisas mudaram. Até então, só nos cadernos e livros da escola é que surgia um line-up com a denominação de “Mortalha”. Depois de ajustarmos as competências de cada um, lá começámos a ensaiar, mas foram surgindo novos projectos e as coisas tomaram outros rumos. Só com Machinergy é que surgiu a oportunidade de gravar um álbum, outra maturidade, mais condições. Portanto, é um sonho realizado, sem dúvida! Tínhamos 16, 17 anos de idade quando tudo começou.
No que diz respeito a gravações, muitas bandas iniciam o seu percurso recorrendo ao registo de uma demo ou mesmo um EP, mas os MACHINERGY apostaram desde início num longa-duração. O que os levou a embarcar nessa decisão?
Ruy: Queres que te diga sinceramente?! Já não temos idade para demos e EP’s, eheh! A sério, e sem desprimor para qualquer dos formatos e/ou bandas que optem por tal solução, com Machinergy isso nunca iria acontecer pois uma das condições que auto-impusemos logo no arranque da banda foi o de gravar um LP (sigla mais linda!). Compusemos e já tínhamos algum material que reciclámos com vista a esse objectivo e tudo foi canalizado para esse fim. É claro que gravamos demos e EP’s mas com outros projectos. Com Machinergy, penso que só podem esperar LP’s e, daqui por vinte anos, talvez um “Worst Of...”. :)
Esse material reciclado de que falas, eram ideias que foram ficando na gaveta ao longo dos anos ou coisas das antigas bandas/projectos, por onde vocês passaram, que não chegaram a ver a luz do dia? Como é que separaram o trigo do joio?
Helder: Foi mais tirar a “gordura da carne”, eheh! Sempre achámos que eram temas interessantes e como nunca tinham sido registados resolvemos pegar neles e os “muscular”. Houve uma necessidade de alterar algumas coisas, eliminámos alguns pormenores sem sentido, acrescentamos outros e começaram a soar a Machinergy, sempre de uma forma natural, simplesmente deixámos sair cá para fora as ideias que iam surgindo. Aliás, Machinergy aparece quando resolvemos “dar uns toques” para recordar velhos tempos e agarrámos no tema “Rhythmotion”, que dá título ao álbum, um tema que ficou bem diferente da versão inicial e que teve algumas estruturas bem diferentes antes de chegar a esta versão final. “Rhythmotion”, “Godus”, “Rewine” e “Moneytrees” foram os temas que resolvemos tirar da gaveta. Todos os outros nasceram já com Machinergy, tendo sido o “Blakus” o primeiro.
Referem no vosso press-release que passaram por um longo processo de gravação, mas nunca tiveram acessos de ansiedade pelo meio? Aquela vontade de acelerar um pouco mais as coisas para lançar o album um pouco mais cedo?
Helder: Queríamos fazer o melhor possível, sem complicar e dentro das nossas possibilidades. Tivemos tempo para compôr, ouvir, mudar e analisar, sem pressas e o álbum foi crescendo à medida que o registávamos. E como toda a produção foi feita por nós, antes de nos aventurarmos, tivemos que delinear bem a estratégia e aprender como iríamos levar este barco a bom porto. Tivemos que comprar equipamento e decidir muita coisa. E uma coisa muito boa é que não tínhamos o “stress” do relógio do estúdio a contar, eheh!

Acham que a experiência que adquiriram com a gravação deste disco vai suavizar um pouco mais as coisas para as gravações futuras? É costume dizer-se que só custa a primeira vez...
Ruy: Sem dúvida! Antes de mais, há que referir que aprendemos muito ao longo dos anos com as várias passagens por estúdios e também observando e ouvindo as experiências de outras pessoas ou bandas. A aventura de seres tu a gravar e a “comandar” tudo, é um enorme e difícil desafio mas é bom pois consegues quase sempre reproduzir o teu pensamento, por assim dizer. Explicar certas coisas a um produtor, às vezes é uma tarefa complexa e frustrante, para ti e para o produtor, seja por não conseguires definir com exactidão o que queres, seja porque o produtor não tem o background necessário, etc! Há muitos factores. De qualquer maneira, ao fim e ao cabo, o que importante é uma banda ter e definir um método de trabalho e ser sempre exigente e “master” da sua arte. Experimentar é essencial e, como tal, não se deixem derrotar à primeira dificuldade, tipo “deixa lá...”, “fica assim, sa lixe!”, etc e tal... Por exemplo, a pré-produção é muito importante, e não só das músicas. Pelo menos para nós, tudo é importante num disco, mesmo se é ou venha a ser, aparentemente, simples. Cedo devemos começar a trabalhar nas várias vertentes e ideias de um novo trabalho de forma a criar um todo, um fio condutor. Para mim, gravar um álbum não é o mais importante. O mais importante é gravar um álbum do qual tu ficarás orgulhoso para todo o sempre e que te dá prazer contínuo ao ouvir e ao tocar! Façam uma experiência: Gravem ou escrevam/rabisquem qualquer coisa e oiçam mais tarde. Quando voltarem a ouvir e se continuarem a gostar do que fizeram, está feito, não mexam mais que não se vão arrepender disso, eheh! Já que estamos a falar de estúdio, deixa-me dizer que o Helder foi e é o produtor de serviço de Machinergy. É ele que estuda os manuais, procura perceber toda e qualquer função dos botões, grava, mistura, etc! Eu não! Eu não tenho paciência para isso e, para além desse facto, para mim o estúdio é um autêntico martírio! Fico completamente seco! Ah... e as pessoas têm de ter muita paciência para me aturar, eheh! De qualquer maneira, apesar de alguma experiência, uma próxima gravação vai ter sempre o seu “stress” pois vais querer mais, ou como diz o outro: “... padrõezinhos para cima!”! Mas quando percebemos o maquinismo das coisas, sem dúvida que facilita!
De que forma pensam atingir esse ‘mais’? Não devem existir muitos atalhos para esse tipo de objectivo, pois não?
Ruy: O atalho é: Trabalho! O atingir esse “mais” prende-se com querer melhorar tudo a cada dia que passa. Melhorar a composição, a performance em palco, o material com que tocas, arriscar certas coisas, ser um pouco diferente também, etc. A verdade é que estamos muito estusiasmados com esta banda e este projecto e queremos dar o nosso melhor! Estamos com uma grande pica e isto dá-nos um gozo tremendo, independentemente de tudo! Portanto, acho que reunimos as condições essenciais para continuar por longos anos, eheh!
O facto de utilizarem um estúdio próprio, não só para ensaios, mas também para gravações certamente representa uma mais valia para todo a evolução da música dos MACHINERGY, certo? Vocês têm noção que são uma banda privilegiada nesse sentido?
Helder: Principalmente quando tens um elemento na banda como o Ruy, eheh! O quanto custaria uma banda aturá-lo, eheh?! Estou a brincar! Somos os dois exigentes, um de uma maneira e o outro de outra, tentamos puxar um pelo outro. Eu gosto de experimentar várias maneiras de se fazer uma coisa e isso faz um pouco de “confusão” ao Ruy, talvez por... como ele diz: “... não tenho paciência para isso...”, mas no fim ele acaba sempre por dizer “altamente!”, eheh! Somos dois velhos amigos, que trabalhamos para o mesmo, com os nossos feitios, as nossas “exigências” e, portanto, temos aqui o nosso “working place”, que nos traz algum orgulho e privilégio. Podemos trabalhar sem correrias e permite-nos realizar e experimentar todas as ideias loucas que nos vêm à cabeça, eheh!
Provavelmente ainda será cedo demais, mas não custa perguntar, os MACHINERGY já andam a trabalhar em novos temas e num novo registo ou neste momento a concentração está colocada em tocar o “Rhythmotion” o mais possível ao vivo?
Ruy: No fundo, andamos a fazer as duas coisas ao mesmo tempo! É óbvio que estamos mais concentrados e empenhados em promover o “Rhythmotion”, seja através de divulgação pelos média, seja com actuações regulares em vários pontos do país, etc. Este é o momento e estamos a trabalhar para levar a nossa arte ao maior número possível de pessoas. Mas nunca descuramos a parte de composição. Estamos sempre a fazer qualquer coisa nova, seja com Machinergy, ou então, com outros projectos paralelos que temos e que não se limitam somente à vertente musical. Mas neste momento, posso adiantar que já há material novo e que poderá, eventualmente, entrar numa segunda rodela. Temos optado por um método que julgamos nos poderá ser benéfico para futuro. Vamos criando as músicas e, paralelamente, vamos tocando ao vivo também, numa forma de maturar o material e limar arestas e, porque não, também recebermos algum feedback do pessoal. Temas como “Sounds Evolution”, “Venomith”, “Cada Falso” ou “Paraphernalia”, que não estão no disco de estreia, já andam por aí em airplay, eheh! Agora, se vão aparecer ou não num segundo trabalho, isso logo se verá! Mas posso adiantar que o próximo álbum já tem nome/título, embora provisório, eheh! Esperemos que o mundo não acabe em 2012!!
Como têm corrido as coisas a nível de palco? Conseguem sentir um bom retorno por parte do público? Tem dado para perceber como “Rhythmotion” tem estado a ser recebido?
Helder: Fizemos algumas datas desde que saiu o nosso álbum de estreia e o feedback tem sido muito bom, mesmo tendo passado pouco tempo desde o lançamento. Agora que o disco começou a passar nas rádios e a chegar às mãos do pessoal, contamos sentir um retorno ainda maior e com mais energia. “Rhythmotion” é um álbum com muita “Innergy”, tanto em disco como ao vivo, nós senti-mo-la e estamos sempre prontos para dar o melhor. Esperamos que o público a sinta também!

No que diz respeito a concertos, uma vez que frequentam os dois lados da barricada, em cima do palco como banda e lá em baixo como público, como encaram o estado actual das coisas a nível nacional?
Ruy: A oferta de concertos hoje em dia é brutal! Basta olhar a agenda de um qualquer site e, tanto a nível de bandas nacionais como internacionais que visitam o nosso país, a oferta é vasta e diversa. Penso que isso também se prende com a necessidade que as bandas/editoras sentem hoje em dia em compensar as fracas vendas, nomeadamente, de CD’s. Acho que é por isso que existem tantos concertos em Portugal, principalmente de bandas estrangeiras, pois é um meio alternativo de ir buscar alguma receita. Mas chegamos a um paradigma... A oferta é tanta (e a crise também) que muitas vezes, os concertos estão às moscas! Em termos de organização e marcação de concertos por parte de bandas underground, por vezes não é fácil! Temos alguns sítios fixos e direcionados para o Metal e depois alguns bares que vão recebendo um ou outro concerto. A grande diferença está no espírito D.I.Y. (que tem dado bons resultados) com muitos concertos organizados pelas próprias bandas, várias iniciativas, festivais, etc. Como a montanha não se desloca - nunca se desloca - vamos lá nós! Esse tem de ser o espírito!
Recuemos aqui um pouco, para mencionar os vossos outros projectos, até porque o vosso baixista, João, também divide o seu tempo com outra banda (Lost Soil). Aliando esse factor aos empregos de cada um, como se faz a gestão do tempo nos Machinergy?
Helder: Ora aqui está um elemento muito importante para uma banda, o tempo, principalmente, para quem tem filhos como é o meu caso. E também temos as nossas vidas profissionais. Há que saber lidar com a situação, há tempo para tudo. Temos que aprender a gerir tudo. Machinergy tem uma disciplina natural, não por obrigação, mas porque gostamos do que fazemos. Se às vezes surgir um contratempo e por alguma razão não podemos ensaiar, temos espaço e compreensão para lidar com isso. Machinergy é muito importante para nós, mas há outras razões que também fazem parte da nossa vida e ao contrário passa-se o mesmo, quando Machinergy precisa de mais atenção, tanto a família e até mesmo o emprego apoiam. O importante é estar a cem por cento em cada aspecto, no seu tempo. Em relação ao João e aos Lost Soil, tentamos sempre conciliar os timings para que ninguém saía prejudicado. Os outros projectos que eu e o Ruy temos, apesar de os levarmos a sério, são bandas paralelas e que de certa forma ocupam-nos num segundo plano, sempre que temos um “tempinho” expelimos para fora outras energias que não têm lugar nos Machinergy, mas temos vontade de as mostrar e por isso, para já, vamos registando alguns temas que nos dão muito gozo. É preciso é haver energia, eheh!
Energia e muita dose de paciência, pelo que percebo… Já agora, tendo em conta que a entrada do João é relativamente recente e que na sua outra banda ocupa as funções de guitarrista, como foi o seu processo de integração aos Machinergy e à sua música?
Ruy: O João aparece quase como uma dádiva, eheh! A sério, foi muito complicado arranjar baixista e, na verdade, ele nem o é, por assim dizer! Como dizes e bem, ele é guitarrista nos Lost Soil mas, como todos sabemos, um guitarrista tem sempre alguma facilidade em tocar baixo (eu próprio sempre gravei o baixo em quase todas as gravações onde estive envolvido). A sua integração foi normal. Ensaiar o material, ouvir as músicas com alguma frequência, etc. Ele é de uma geração diferente mas tem bom gosto musical e apesar de não ter a nossa “velha escola”, isso nem é problema pois as “exigências” que fazemos é que goste das músicas que toca, que não seja frete, vá aos ensaios e tenha disponibilidade para os concertos e outras cenas relacionadas com a banda, nomeadamente, estar até preparado para alguns futuros desafios. Para além da parte “técnica”, é também um puto bacano! :)
De volta ao album: falem-nos um pouco da escolha das vozes convidadas para os temas ‘Godus’ (Célia Ramos, Mons Lvnae) e ‘Incendiário’ (Hugo Rebelo, ex-Simbiose)!
Ruy: As colaborações surgiram, em primeiro lugar, pela voz de cada um deles, pela sua qualidade. O Hugo tem aquela voz inconfundível, gutural, mas não um gutural qualquer. Sempre fui fã de Simbiose (em especial da voz dele) e, com o tema “Incendiário”, ainda por cima em português e com toda a carga inerente, a ideia surgiu quase naturalmente pois é uma música com um lado mais punk de Machinergy, mais crossover. Como já nos conhecíamos de concertos, o convite foi lançado e prontamente aceite! É uma pessoa com uma grande onda, sem vedetismos e que participa nas coisas de alma e coração para além de estar sempre a contribuir com ideias! Sobre a Célia, foi relativamente semelhante. Quando a música “Godus” começou a ganhar forma, aquela ideia para a voz surgiu. Queríamos algo suave, algo que transmitisse equilíbrio pois a música fala disso mesmo, o alcançar uma certa paz numa outra dimensão, preferível a sofrer eternamente, ou seja, estamos a falar de morte como alívio em situações de extremo sofrimento. A Célia aceitou prontamente e foi um doce, eheh! Ela é impecável e tem uma voz que te deixa completamente de queixo-caído, tipo “... não canto mesmo nada...”, eheh! Basicamente, a música foi andando e ela foi pondo e sobrepondo a voz e, no final, o resultado não podia ser melhor! Foi um dia muito fixe com ambos e jamais esqueceremos a sua ajuda e disponibilidade! Bem-hajam!
Existem planos para mais colaborações futuras com outros nomes da cena portuguesa ou internacional?
Ruy: É muito provável que venha a acontecer! Andamos já com algumas ideias para o material novo, algumas eventuais participações externas, já se falou nisso. Mas gostamos de falar e discutir as coisas com calma e tempo, deixá-las amadurecer e ver se faz mesmo sentido determinada ideia. De qualquer maneira, acho que os convidados especiais, são uma mais valia e dão outro colorido a um disco.

Mas existe algum nome com o qual teriam um prazer especial em trabalhar?
Ruy: Nomes existem sempre! Mas não é por ter mais ou menos “nome” que nos interessa. Será mais porque nos diz realmente algo e à respectiva música onde poderá colaborar ou alguém que nos ajudou a crescer enquanto músicos, fãs, etc.
Mencionaram à momentos o significado do tema ‘Godus’. Existe importância para os Machinergy em atribuir significados específicos ao conteúdo lírico das vossas músicas, em oposição a outra prática comum que passa por escrever de forma filosófica deixando o significado aberto à interpretação pessoal?
Ruy: Temos títulos e conteúdos directos, sem espinhas, mas também temos algumas coisas um pouco mais “filosóficas” ou que poderão criar algumas interrogações. Acima de tudo, gostamos de, mesmo numa letra supostamente directa, não esgotar essa mesma letra aí. Podes escrever especificamente sobre algo, com um determinado alvo, mas com essas palavras carregadas de outros significados e que até poderás aplicar a outros assuntos. Por isso é que não gosto muito de escrever sobre espaços temporais, tirando uma ou outra situação mais tocante e/ou pessoal, como até é o caso da “Godus”, mas mesmo nessa música, apesar de ser sobre algo triste, a tua interpretação pode ser variada. Podes continuar com tristeza ou veres uma “luz ao fundo do túnel”. Acima de tudo, gosto de escrever sobre algo contínuo, em movimento. Algo que sempre existirá, por assim dizer. No fundo, essa é também a magia da música, ficares ali a pensar um pouco sobre a música e tal... Já escrevemos sobre situações específicas no tempo, acontecimentos, etc. Foi fixe mas acaba por ser estranho e torna-se datado com o passar dos anos.
As letras de MACHINERGY presentes no vosso album vão oscilando entre o inglês e o português, trata-se de uma escolha precisa e consciente ou está de alguma forma relacionada com o feeling que cada tema vos transmite?
Ruy: Acho que é mesmo a última que referiste. Não há nada premeditado em termos de idiomas, as coisas acontecem naturalmente. O inglês porque é algo que já está entranhado em todos nós, globalmente. E até vejo isso de forma muito positiva, é uma maneira de todos poderem entender a tua mensagem. O português, quando as palavras são bem escolhidas e colocadas, funciona maravilhosamente! É uma língua muito forte e óptima para o estilo mais pesado, ao contrário do que alguém possa pensar. Basta olhar para uma banda como Bizarra Locomotiva ou Dr. Salazar. É a perfeita simbiose!
Resumidamente, qual será então o feeling que os MACHINERGY sentem para o seu futuro enquanto banda?
Ruy: Pessoalmente, desejo é que a banda não impluda, como aconteceu no passado com outros projectos. A partir daí, é sempre a trabalhar e penso que teremos todas as condições para dar os passos que pretendemos. Um de cada vez mas com objectivos bem definidos. Desta vez não é para brincar e perder tempo como no passado. Nós já não vamos para novos mas nunca é tarde e, acreditando e trabalhando diariamente para esse fim, penso que as coisas darão os seus frutos. É como escavares um buraco, pode demorar, mas há-de aparecer água! ;)
Agradeço imenso o vosso tempo e disponibilidade, se desejarem acrescentar algo mais, força com isso!
Ruy: O prazer foi todo nosso. Agradecemos o teu apoio aos Machinergy, algo que não esqueceremos. ;) Foi uma entrevista interessante e bem longa, a mais longa até agora, eheh! Tudo de bom para ti e... morde essa bolacha!! :)
www.myspace.com/machinergy
SIDE B LOUNGE LIVE CLUB: concurso de bandas
Durante os próximos meses, entre Março e Julho 2011, o SIDE B LOUNGE LIVE CLUB vai promover o seu primeiro concurso de bandas, dedicado às vertentes rock/pop e a todos os géneros de metal! Este concurso está aberto a todas as bandas de originais interessadas, com ou sem contrato discográfico, com edições anteriores anteriores ou não, com reconhecimento público ou perfeitos estranhos! Entre os diversos prémios a contemplar, encontram-se a participação numa compilação a editar no final do concurso, um prémio monetário no valor de 500 euros, um lugar numa tour ibérica de seis datas com uma banda conceituada e despesas pagas, apenas para citar algumas das coisas previstas.
Todos os interessados em participar devem solicitar o formulário de inscrição e re-enviá-lo até ao dia 20 de Fevereiro de 2011, através dos seguintes endereços de e-mail: notredame.promo@gmail.com ou sideb.benavente@gmail.com!
Podem e devem também utilizar estes endereços para esclarecer qualquer dúvida adicional, podendo também recorrer ao myspace: www.myspace.com/sidebbar
Todos os interessados em participar devem solicitar o formulário de inscrição e re-enviá-lo até ao dia 20 de Fevereiro de 2011, através dos seguintes endereços de e-mail: notredame.promo@gmail.com ou sideb.benavente@gmail.com!
Podem e devem também utilizar estes endereços para esclarecer qualquer dúvida adicional, podendo também recorrer ao myspace: www.myspace.com/sidebbar
DARK DESCENT RECORDS: novo split EP
A editora DARK DESCENT prepara-se para colocar em circulação um split EP entre as bandas Demonic Rage, provenientes do Chile, e os Father Befouled, que vêm dos Estados Unidos. Tratam-se de dois colectivos que navegam em ondas death-metal e que apresentam aqui novos temas neste sete polegadas que leva grafismo de Paul Ledney.
http://www.myspace.com/darkdescentrecords
http://www.myspace.com/darkdescentrecords
AGNOSTIC FRONT com novo disco em 2011
Os veteranos do hardcore, AGNOSTIC FRONT, terminaram em Dezembro as gravações do sucessor de “Warriors” (2007)! O novo disco, que ainda não tem título definido, trará treze novos temas registados em Tampa, nos Mana estúdios de Erik Rutan e foi produzido por Freddy Cricien (Madball) com a masterização a ficar entregue a Alan Douches! A data de lançamento para solo europeu está apontada para o dia 4 de Março.
www.myspace.com/agnosticfront
www.myspace.com/agnosticfront
ANVIL: novo disco e digressão mundial
Os míticos ANVIL continuam a ver o destino sorrir-lhes. Após a atenção conseguida através do seu documentário “Anvil! The Story of Anvil”, a banda canadiana encontra-se a gravar um novo disco e assinou recentemente com a editora The End Records (Danzig também anda por lá)! O novo trabalho, “Juggernaut of Justice”, está a ser gravado nos Studio 606, que pertencem a Dave Grohl e o produtor da nova rodela responde pelo nome de Bob Marlette, que trabalhou no passado com nomes que vão dos Black Sabbath a Atreyu, passando por Alice Cooper e muitos outros! Entretanto, a banda está também a planear uma digressão mundial em 2011 para promover “Juggernaut of Justice”!
www.myspace.com/anvilmetal
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NIDINGR regressam aos discos
No próximo dia 18 de Janeiro será lançado “Wolf Father”, o segundo album da banda de black-metal norueguesa NIDINGR, após um período de inactividade de cinco anos! Apesar de serem considerados uma banda de culto, o facto de a sua formação ser constituída por nomes ilustres da cena norueguesa concede-lhes o estatuto de super-grupo! Entre os elementos da banda podem-se encontrar Teloch (1349, Gorgoroth, etc), Blargh (Dodheimsgard) ou Hellhammer (Immortal, Shining, Mayhem, Emperor, etc)
www.myspace.com/nidingr
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a ameaça dos MEGASUS
“Menace of the Universe” é o título do novo EP dos americanos MEGASUS, que será editado em Janeiro através da Brutal Panda Records! São dois novos temas de heavy metal, gravados no Outono passado, enquanto a banda prepara o registo do seu segundo album, ainda sem data de lançamento! Para além do disco com os dois novos temas, a edição limitada de “Menace of the Universe” oferece ainda algum artwork numerado e assinado pelo seu criador, Ryan Lesser, também ele membro dos Megasus
www.myspace.com/wildpower
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HALLS TAINTED RED em filme de terror
O próximo trabalho do projecto HALLS TAINTED RED, “Mind of a Gentleman”, terá uma abordagem diferente do habitual. Esta one-man-band, da responsabilidade do americano LeGrand Haughton, aponta para o lançamento de um filme de terror separado em diversos blocos, acompanhando a música presente no referido disco, ainda sem data de edição. As filmagens entretanto já começaram.
www.myspace.com/hallstaintedredband
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italianos INJURY gravam estreia
Os thrashers italianos INJURY assinaram recentemente com a editora Punishment 18 Records e estão já a preparar aquele que será o seu disco de estreia, programado para edição em Abril de 2011! Todos os apreciadores de Exodus, Testament, Overkill ou Forbidden, mantenham-se atentos
www.myspace.com/injuryviolence
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novo EP de RESPOSTA SIMPLES
Os RESPOSTA SIMPLES lançaram recentemente um novo trabalho intitulado “Gaia”! Trata-se de um EP composto por quatro temas e nasceu de uma colaboração conjunta entre a banda açoriana e as editoras Anoise Records, Infected Records, Juicy Records, M.C.S. Records e Selfish Satan Records, para além de contar também com o apoio do Governo Regional dos Açores e algumas entidades regionais! A prensagem está limitada a 400 exemplares e a vertente ecológica também está defendida, com as capas a serem imprensas em papel reciclado.
www.myspace.com/respostasimples
www.myspace.com/respostasimples
HOMICIDAL: estreia de velhos amigos
Os HOMICIDAL são uma banda de New Jersey, formada por elementos de nomes firmados na cena hardcore americana como os Bulldoze, Skarhead, Yuppicide ou 25 Ta Life, entre outros! Assinaram recentemente com a editora Eulogy Records que alinha já a Primavera de 2011 para o lançamento do disco de estreia “State of Mind”!
www.myspace.com/homicidal
www.myspace.com/homicidal
WAN trabalham com Dimman
Dimman, actualmente a cumprir funções de bateria com os Spazmosity, foi recentemente anunciado como baterista de sessão dos suecos WAN, que já referiram que, para além do seu contributo em estúdio, poderá também acompanhar a banda em algumas apresentações ao vivo.
A primeira tarefa destinada ao novo membro da banda será a gravação de uma cover de Shining, para ser incluída num album tributo a sair em breve. Depois disso, começam os trabalhos para a criação do segundo album dos WAN, que deverá começar a ser gravado em Fevereiro.
www.myspace.com/theunholywan
A primeira tarefa destinada ao novo membro da banda será a gravação de uma cover de Shining, para ser incluída num album tributo a sair em breve. Depois disso, começam os trabalhos para a criação do segundo album dos WAN, que deverá começar a ser gravado em Fevereiro.
www.myspace.com/theunholywan
AVA INFERI: Onyx chega em Fevereiro
Os AVA INFERI lançam o seu novo album, “Onyx”, no próximo dia 14 de Fevereiro, com direito a um concerto/festa de lançamento a decorrer cinco dias depois (19 Fevereiro) no Side B Lounge Live Club, onde também vão participar os Dark Wings Syndrome! O disco é editado através da Season of Mist e tem chega também aos Estados Unidos no dia 15 do mesmo mês! Podem conferir aí em baixo o alinhamento e capa de “Onyx” - www.myspace.com/avainferi

01. Onyx
02. The Living End
03. Portal
04. ((Ghostlights))
05. Majesty
06. The Heathen Island
07. By Candlelight & Mirrors
08. Venice In Fog

01. Onyx
02. The Living End
03. Portal
04. ((Ghostlights))
05. Majesty
06. The Heathen Island
07. By Candlelight & Mirrors
08. Venice In Fog
FUCK THE FACTS voltam às edições
Os canadianos FUCK THE FACTS têm um novo disco praticamente pronto há perto de um ano, mas têm-no mantido arrumado enquanto a sua concentração foi dedicada ao lançamento do EP “Unnamed” e do DVD “Disgorge Mexico: The DVD”, bem como às diversas pequenas digressões e restantes datas ao vivo com que têm estado ocupados.
Agora que todo esse período está passado, chegou o momento de ir ao arquivo e lançar esse novo disco em 2011! A Relapse Records vai-se encarregar de mandar “Die Miserable” cá para fora algures durante a próxima Primavera.
www.myspace.com/fuckthefacts
Agora que todo esse período está passado, chegou o momento de ir ao arquivo e lançar esse novo disco em 2011! A Relapse Records vai-se encarregar de mandar “Die Miserable” cá para fora algures durante a próxima Primavera.
www.myspace.com/fuckthefacts
DEGRADEAD querem destruir o mundo
Originários de Estocolmo, os DEGRADEAD assinaram recentemente contrato com a editora Metallvile Records e entregaram-se ao trabalho de base para a edição do seu terceiro album. O disco foi gravado nos Abyss Studios e foi produzido pela própria banda e por Jonas Kjellgren (Scar Simmetry, Centinex, World Below). A data de lançamento foi agendada para a Primavera de 2011 e o disco vai-se chamar “A World Destroyer”
www.myspace.com/degradead
www.myspace.com/degradead
ASPHYX arrancam martelo
Os holandeses ASPHYX arrancam em Janeiro com as gravações daquele que será o seu próximo album, que tem já “Deathhammer” como título definido! Nessa altura serão gravados os primeiros quatro temas, com a ajuda de Frank Klein Douwel na engenharia de som.
Outros nomes avançados para trabalhar neste novo disco são Axel Hermann que será responsável pelo artwork e Dan Swano que irá misturar e masterizar o trabalho final.
www.myspace.com/officialasphyx
Outros nomes avançados para trabalhar neste novo disco são Axel Hermann que será responsável pelo artwork e Dan Swano que irá misturar e masterizar o trabalho final.
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