sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SUFFER WELL: novo super-grupo na Century Media

Mais um novo projecto, em modo supergrupo, que se mobiliza para novas aventuras em formato discográfico: formados por Mick Kenney (Anaal Nathrakh) e Brandan Schieppati (Bleeding Through), os SUFFER WELL, assinaram pela Century Media e têm o disco de estreia “Treachery” pronto para soltar cá para fora!
Alguns antigos membros de 18 Visions e Combichrist completam a restante formação deste novo projecto, que começa agora a fazer planos para começar a tocar ao vivo.
www.myspace.com/sufferwell

BORN OF OSIRIS: terceiro disco em Março

No próximo dia 22 de Março será editado o novo trabalho dos BORN OF OSIRIS, o terceiro da sua conta pessoal! “The Discovery” foi produzido por Jason Suecof (All That Remains, Trivium) e banda garante que este é o seu disco mais pesado e melódico de sempre.
www.myspace.com/bornofosiris

DECAPITATED preparam novo trabalho

Os polacos DECAPITATED voltam ao estúdio no início de Fevereiro para gravar o sucessor de “Organic Hallucinosis” de 2006! Este será o quinto album de estúdio para a banda, que entregou as rédeas de mixagem a Daniel Bergstrand, que também será responsável pela captação das partes de bateria deste novo trabalho! Ainda não existe uma data de lançamento definida.
www.myspace.com/decapitated

THE SPEKTRUM: novo disco em Abril

O novo disco dos portugueses THE SPEKTRUM, “Regret Of The Gods”, será lançado no próximo dia 8 de Abril! As gravações decorreram na Suécia (Endarker Studios) e ao leme dos comandos esteve Magnus Andersson (Marduk, Ragnarok)!
Entretanto, a banda continua a procurar completar a sua formação, depois das saídas do baterista e de um dos guitarristas! Interessados em preencher algum destes postos devem entrar em contacto com a banda.
www.myspace.com/thespektrum

PEGASUS estão de volta

Depois de nove anos sem gravarem material novo, os australianos PEGASUS estão de volta com um novo trabalho, “In Metal We Trust”, que será lançado no dia 15 de Abril, através da Black Leather Records! O regresso do vocalista original Justin Fleming marca este novo trabalho, bem como as participações especiais dos guitarristas Ross The Boss, Jeff Watson e David Shankle, que contribuem com um solo no tema ‘Old Skool Metal Dayz’!
www.myspace.com/pegazusmusic

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

entrevista: MACHINERGY

O disco de estreia foi lançado em Setembro de 2010, um passo decisivo para uma banda que, apesar dos curtos anos sob o nome MACHINERGY, transporta consigo um espírito bem mais veterano, a que não serão alheios os laços de amizade que unem os membros deste trio!
Para o depoimento presente, foi requisitada a preciosa troca de ideias com Ruy (guitarra/voz) e Helder (bateria), para que não ficassem assuntos por debater, nem perguntas sem resposta




Como se sentem os MACHINERGY, num momento em que o vosso album de estreia vê finalmente a luz do dia?

Ruy: É verdade, finalmente! É claro que este “finalmente” é mais para nós do que para qualquer outra pessoa pois não estamos a falar propriamente de um “Chinese Democracy”, versão portuguesa, eheh! Estamos muito satisfeitos com o lançamento do disco e com tudo acerca dele pois constitui um marco extremamente importante, talvez o mais importante, que está e vai definir a nossa carreira e o nosso futuro daqui para a frente. Foi uma longa jornada, de muito trabalho e dedicação! É claro que agora é que as coisas vão começar a rolar e a desenvolver e há muitos desafios pela frente, algo que nos agrada e que vamos abraçar! O tempo de “brincar” às bandas já acabou e agora é para jogar a sério, jogar tudo, eheh! Este disco era mesmo o que faltava como motor de arranque para todos os nossos projectos e penso que daqui em diante só pode melhorar!

Apesar da banda ter sido criada apenas em 2006, vocês já referiram algumas vezes que “Rhythmotion” é um sonho de vinte anos que se concretizou! Expliquem lá isso melhor:

Helder: Finais dos anos 80, andávamos na escola e passávamos o tempo a ouvir e a descobrir novas bandas nos intervalos das aulas. Daí até querermos formar uma banda foi um saltinho. Então, nessa mesma escola, um dia ouvi dizer que alguém andava a formar uma banda e nesse mesmo dia fui falar com o Ruy. Inicialmente, a vaga de baterista já estava ocupada, eheh! Havia uma vaga de guitarrista, mas depressa as coisas mudaram. Até então, só nos cadernos e livros da escola é que surgia um line-up com a denominação de “Mortalha”. Depois de ajustarmos as competências de cada um, lá começámos a ensaiar, mas foram surgindo novos projectos e as coisas tomaram outros rumos. Só com Machinergy é que surgiu a oportunidade de gravar um álbum, outra maturidade, mais condições. Portanto, é um sonho realizado, sem dúvida! Tínhamos 16, 17 anos de idade quando tudo começou.

No que diz respeito a gravações, muitas bandas iniciam o seu percurso recorrendo ao registo de uma demo ou mesmo um EP, mas os MACHINERGY apostaram desde início num longa-duração. O que os levou a embarcar nessa decisão?

Ruy: Queres que te diga sinceramente?! Já não temos idade para demos e EP’s, eheh! A sério, e sem desprimor para qualquer dos formatos e/ou bandas que optem por tal solução, com Machinergy isso nunca iria acontecer pois uma das condições que auto-impusemos logo no arranque da banda foi o de gravar um LP (sigla mais linda!). Compusemos e já tínhamos algum material que reciclámos com vista a esse objectivo e tudo foi canalizado para esse fim. É claro que gravamos demos e EP’s mas com outros projectos. Com Machinergy, penso que só podem esperar LP’s e, daqui por vinte anos, talvez um “Worst Of...”. :)

Esse material reciclado de que falas, eram ideias que foram ficando na gaveta ao longo dos anos ou coisas das antigas bandas/projectos, por onde vocês passaram, que não chegaram a ver a luz do dia? Como é que separaram o trigo do joio?

Helder: Foi mais tirar a “gordura da carne”, eheh! Sempre achámos que eram temas interessantes e como nunca tinham sido registados resolvemos pegar neles e os “muscular”. Houve uma necessidade de alterar algumas coisas, eliminámos alguns pormenores sem sentido, acrescentamos outros e começaram a soar a Machinergy, sempre de uma forma natural, simplesmente deixámos sair cá para fora as ideias que iam surgindo. Aliás, Machinergy aparece quando resolvemos “dar uns toques” para recordar velhos tempos e agarrámos no tema “Rhythmotion”, que dá título ao álbum, um tema que ficou bem diferente da versão inicial e que teve algumas estruturas bem diferentes antes de chegar a esta versão final. “Rhythmotion”, “Godus”, “Rewine” e “Moneytrees” foram os temas que resolvemos tirar da gaveta. Todos os outros nasceram já com Machinergy, tendo sido o “Blakus” o primeiro.

Referem no vosso press-release que passaram por um longo processo de gravação, mas nunca tiveram acessos de ansiedade pelo meio? Aquela vontade de acelerar um pouco mais as coisas para lançar o album um pouco mais cedo?

Helder: Queríamos fazer o melhor possível, sem complicar e dentro das nossas possibilidades. Tivemos tempo para compôr, ouvir, mudar e analisar, sem pressas e o álbum foi crescendo à medida que o registávamos. E como toda a produção foi feita por nós, antes de nos aventurarmos, tivemos que delinear bem a estratégia e aprender como iríamos levar este barco a bom porto. Tivemos que comprar equipamento e decidir muita coisa. E uma coisa muito boa é que não tínhamos o “stress” do relógio do estúdio a contar, eheh!



Acham que a experiência que adquiriram com a gravação deste disco vai suavizar um pouco mais as coisas para as gravações futuras? É costume dizer-se que só custa a primeira vez...

Ruy: Sem dúvida! Antes de mais, há que referir que aprendemos muito ao longo dos anos com as várias passagens por estúdios e também observando e ouvindo as experiências de outras pessoas ou bandas. A aventura de seres tu a gravar e a “comandar” tudo, é um enorme e difícil desafio mas é bom pois consegues quase sempre reproduzir o teu pensamento, por assim dizer. Explicar certas coisas a um produtor, às vezes é uma tarefa complexa e frustrante, para ti e para o produtor, seja por não conseguires definir com exactidão o que queres, seja porque o produtor não tem o background necessário, etc! Há muitos factores. De qualquer maneira, ao fim e ao cabo, o que importante é uma banda ter e definir um método de trabalho e ser sempre exigente e “master” da sua arte. Experimentar é essencial e, como tal, não se deixem derrotar à primeira dificuldade, tipo “deixa lá...”, “fica assim, sa lixe!”, etc e tal... Por exemplo, a pré-produção é muito importante, e não só das músicas. Pelo menos para nós, tudo é importante num disco, mesmo se é ou venha a ser, aparentemente, simples. Cedo devemos começar a trabalhar nas várias vertentes e ideias de um novo trabalho de forma a criar um todo, um fio condutor. Para mim, gravar um álbum não é o mais importante. O mais importante é gravar um álbum do qual tu ficarás orgulhoso para todo o sempre e que te dá prazer contínuo ao ouvir e ao tocar! Façam uma experiência: Gravem ou escrevam/rabisquem qualquer coisa e oiçam mais tarde. Quando voltarem a ouvir e se continuarem a gostar do que fizeram, está feito, não mexam mais que não se vão arrepender disso, eheh! Já que estamos a falar de estúdio, deixa-me dizer que o Helder foi e é o produtor de serviço de Machinergy. É ele que estuda os manuais, procura perceber toda e qualquer função dos botões, grava, mistura, etc! Eu não! Eu não tenho paciência para isso e, para além desse facto, para mim o estúdio é um autêntico martírio! Fico completamente seco! Ah... e as pessoas têm de ter muita paciência para me aturar, eheh! De qualquer maneira, apesar de alguma experiência, uma próxima gravação vai ter sempre o seu “stress” pois vais querer mais, ou como diz o outro: “... padrõezinhos para cima!”! Mas quando percebemos o maquinismo das coisas, sem dúvida que facilita!

De que forma pensam atingir esse ‘mais’? Não devem existir muitos atalhos para esse tipo de objectivo, pois não?

Ruy: O atalho é: Trabalho! O atingir esse “mais” prende-se com querer melhorar tudo a cada dia que passa. Melhorar a composição, a performance em palco, o material com que tocas, arriscar certas coisas, ser um pouco diferente também, etc. A verdade é que estamos muito estusiasmados com esta banda e este projecto e queremos dar o nosso melhor! Estamos com uma grande pica e isto dá-nos um gozo tremendo, independentemente de tudo! Portanto, acho que reunimos as condições essenciais para continuar por longos anos, eheh!

O facto de utilizarem um estúdio próprio, não só para ensaios, mas também para gravações certamente representa uma mais valia para todo a evolução da música dos MACHINERGY, certo? Vocês têm noção que são uma banda privilegiada nesse sentido?

Helder: Principalmente quando tens um elemento na banda como o Ruy, eheh! O quanto custaria uma banda aturá-lo, eheh?! Estou a brincar! Somos os dois exigentes, um de uma maneira e o outro de outra, tentamos puxar um pelo outro. Eu gosto de experimentar várias maneiras de se fazer uma coisa e isso faz um pouco de “confusão” ao Ruy, talvez por... como ele diz: “... não tenho paciência para isso...”, mas no fim ele acaba sempre por dizer “altamente!”, eheh! Somos dois velhos amigos, que trabalhamos para o mesmo, com os nossos feitios, as nossas “exigências” e, portanto, temos aqui o nosso “working place”, que nos traz algum orgulho e privilégio. Podemos trabalhar sem correrias e permite-nos realizar e experimentar todas as ideias loucas que nos vêm à cabeça, eheh!

Provavelmente ainda será cedo demais, mas não custa perguntar, os MACHINERGY já andam a trabalhar em novos temas e num novo registo ou neste momento a concentração está colocada em tocar o “Rhythmotion” o mais possível ao vivo?

Ruy: No fundo, andamos a fazer as duas coisas ao mesmo tempo! É óbvio que estamos mais concentrados e empenhados em promover o “Rhythmotion”, seja através de divulgação pelos média, seja com actuações regulares em vários pontos do país, etc. Este é o momento e estamos a trabalhar para levar a nossa arte ao maior número possível de pessoas. Mas nunca descuramos a parte de composição. Estamos sempre a fazer qualquer coisa nova, seja com Machinergy, ou então, com outros projectos paralelos que temos e que não se limitam somente à vertente musical. Mas neste momento, posso adiantar que já há material novo e que poderá, eventualmente, entrar numa segunda rodela. Temos optado por um método que julgamos nos poderá ser benéfico para futuro. Vamos criando as músicas e, paralelamente, vamos tocando ao vivo também, numa forma de maturar o material e limar arestas e, porque não, também recebermos algum feedback do pessoal. Temas como “Sounds Evolution”, “Venomith”, “Cada Falso” ou “Paraphernalia”, que não estão no disco de estreia, já andam por aí em airplay, eheh! Agora, se vão aparecer ou não num segundo trabalho, isso logo se verá! Mas posso adiantar que o próximo álbum já tem nome/título, embora provisório, eheh! Esperemos que o mundo não acabe em 2012!!

Como têm corrido as coisas a nível de palco? Conseguem sentir um bom retorno por parte do público? Tem dado para perceber como “Rhythmotion” tem estado a ser recebido?

Helder: Fizemos algumas datas desde que saiu o nosso álbum de estreia e o feedback tem sido muito bom, mesmo tendo passado pouco tempo desde o lançamento. Agora que o disco começou a passar nas rádios e a chegar às mãos do pessoal, contamos sentir um retorno ainda maior e com mais energia. “Rhythmotion” é um álbum com muita “Innergy”, tanto em disco como ao vivo, nós senti-mo-la e estamos sempre prontos para dar o melhor. Esperamos que o público a sinta também!



No que diz respeito a concertos, uma vez que frequentam os dois lados da barricada, em cima do palco como banda e lá em baixo como público, como encaram o estado actual das coisas a nível nacional?

Ruy: A oferta de concertos hoje em dia é brutal! Basta olhar a agenda de um qualquer site e, tanto a nível de bandas nacionais como internacionais que visitam o nosso país, a oferta é vasta e diversa. Penso que isso também se prende com a necessidade que as bandas/editoras sentem hoje em dia em compensar as fracas vendas, nomeadamente, de CD’s. Acho que é por isso que existem tantos concertos em Portugal, principalmente de bandas estrangeiras, pois é um meio alternativo de ir buscar alguma receita. Mas chegamos a um paradigma... A oferta é tanta (e a crise também) que muitas vezes, os concertos estão às moscas! Em termos de organização e marcação de concertos por parte de bandas underground, por vezes não é fácil! Temos alguns sítios fixos e direcionados para o Metal e depois alguns bares que vão recebendo um ou outro concerto. A grande diferença está no espírito D.I.Y. (que tem dado bons resultados) com muitos concertos organizados pelas próprias bandas, várias iniciativas, festivais, etc. Como a montanha não se desloca - nunca se desloca - vamos lá nós! Esse tem de ser o espírito!

Recuemos aqui um pouco, para mencionar os vossos outros projectos, até porque o vosso baixista, João, também divide o seu tempo com outra banda (Lost Soil). Aliando esse factor aos empregos de cada um, como se faz a gestão do tempo nos Machinergy?

Helder: Ora aqui está um elemento muito importante para uma banda, o tempo, principalmente, para quem tem filhos como é o meu caso. E também temos as nossas vidas profissionais. Há que saber lidar com a situação, há tempo para tudo. Temos que aprender a gerir tudo. Machinergy tem uma disciplina natural, não por obrigação, mas porque gostamos do que fazemos. Se às vezes surgir um contratempo e por alguma razão não podemos ensaiar, temos espaço e compreensão para lidar com isso. Machinergy é muito importante para nós, mas há outras razões que também fazem parte da nossa vida e ao contrário passa-se o mesmo, quando Machinergy precisa de mais atenção, tanto a família e até mesmo o emprego apoiam. O importante é estar a cem por cento em cada aspecto, no seu tempo. Em relação ao João e aos Lost Soil, tentamos sempre conciliar os timings para que ninguém saía prejudicado. Os outros projectos que eu e o Ruy temos, apesar de os levarmos a sério, são bandas paralelas e que de certa forma ocupam-nos num segundo plano, sempre que temos um “tempinho” expelimos para fora outras energias que não têm lugar nos Machinergy, mas temos vontade de as mostrar e por isso, para já, vamos registando alguns temas que nos dão muito gozo. É preciso é haver energia, eheh!

Energia e muita dose de paciência, pelo que percebo… Já agora, tendo em conta que a entrada do João é relativamente recente e que na sua outra banda ocupa as funções de guitarrista, como foi o seu processo de integração aos Machinergy e à sua música?

Ruy: O João aparece quase como uma dádiva, eheh! A sério, foi muito complicado arranjar baixista e, na verdade, ele nem o é, por assim dizer! Como dizes e bem, ele é guitarrista nos Lost Soil mas, como todos sabemos, um guitarrista tem sempre alguma facilidade em tocar baixo (eu próprio sempre gravei o baixo em quase todas as gravações onde estive envolvido). A sua integração foi normal. Ensaiar o material, ouvir as músicas com alguma frequência, etc. Ele é de uma geração diferente mas tem bom gosto musical e apesar de não ter a nossa “velha escola”, isso nem é problema pois as “exigências” que fazemos é que goste das músicas que toca, que não seja frete, vá aos ensaios e tenha disponibilidade para os concertos e outras cenas relacionadas com a banda, nomeadamente, estar até preparado para alguns futuros desafios. Para além da parte “técnica”, é também um puto bacano! :)

De volta ao album: falem-nos um pouco da escolha das vozes convidadas para os temas ‘Godus’ (Célia Ramos, Mons Lvnae) e ‘Incendiário’ (Hugo Rebelo, ex-Simbiose)!

Ruy: As colaborações surgiram, em primeiro lugar, pela voz de cada um deles, pela sua qualidade. O Hugo tem aquela voz inconfundível, gutural, mas não um gutural qualquer. Sempre fui fã de Simbiose (em especial da voz dele) e, com o tema “Incendiário”, ainda por cima em português e com toda a carga inerente, a ideia surgiu quase naturalmente pois é uma música com um lado mais punk de Machinergy, mais crossover. Como já nos conhecíamos de concertos, o convite foi lançado e prontamente aceite! É uma pessoa com uma grande onda, sem vedetismos e que participa nas coisas de alma e coração para além de estar sempre a contribuir com ideias! Sobre a Célia, foi relativamente semelhante. Quando a música “Godus” começou a ganhar forma, aquela ideia para a voz surgiu. Queríamos algo suave, algo que transmitisse equilíbrio pois a música fala disso mesmo, o alcançar uma certa paz numa outra dimensão, preferível a sofrer eternamente, ou seja, estamos a falar de morte como alívio em situações de extremo sofrimento. A Célia aceitou prontamente e foi um doce, eheh! Ela é impecável e tem uma voz que te deixa completamente de queixo-caído, tipo “... não canto mesmo nada...”, eheh! Basicamente, a música foi andando e ela foi pondo e sobrepondo a voz e, no final, o resultado não podia ser melhor! Foi um dia muito fixe com ambos e jamais esqueceremos a sua ajuda e disponibilidade! Bem-hajam!

Existem planos para mais colaborações futuras com outros nomes da cena portuguesa ou internacional?

Ruy: É muito provável que venha a acontecer! Andamos já com algumas ideias para o material novo, algumas eventuais participações externas, já se falou nisso. Mas gostamos de falar e discutir as coisas com calma e tempo, deixá-las amadurecer e ver se faz mesmo sentido determinada ideia. De qualquer maneira, acho que os convidados especiais, são uma mais valia e dão outro colorido a um disco.



Mas existe algum nome com o qual teriam um prazer especial em trabalhar?

Ruy: Nomes existem sempre! Mas não é por ter mais ou menos “nome” que nos interessa. Será mais porque nos diz realmente algo e à respectiva música onde poderá colaborar ou alguém que nos ajudou a crescer enquanto músicos, fãs, etc.

Mencionaram à momentos o significado do tema ‘Godus’. Existe importância para os Machinergy em atribuir significados específicos ao conteúdo lírico das vossas músicas, em oposição a outra prática comum que passa por escrever de forma filosófica deixando o significado aberto à interpretação pessoal?

Ruy: Temos títulos e conteúdos directos, sem espinhas, mas também temos algumas coisas um pouco mais “filosóficas” ou que poderão criar algumas interrogações. Acima de tudo, gostamos de, mesmo numa letra supostamente directa, não esgotar essa mesma letra aí. Podes escrever especificamente sobre algo, com um determinado alvo, mas com essas palavras carregadas de outros significados e que até poderás aplicar a outros assuntos. Por isso é que não gosto muito de escrever sobre espaços temporais, tirando uma ou outra situação mais tocante e/ou pessoal, como até é o caso da “Godus”, mas mesmo nessa música, apesar de ser sobre algo triste, a tua interpretação pode ser variada. Podes continuar com tristeza ou veres uma “luz ao fundo do túnel”. Acima de tudo, gosto de escrever sobre algo contínuo, em movimento. Algo que sempre existirá, por assim dizer. No fundo, essa é também a magia da música, ficares ali a pensar um pouco sobre a música e tal... Já escrevemos sobre situações específicas no tempo, acontecimentos, etc. Foi fixe mas acaba por ser estranho e torna-se datado com o passar dos anos.

As letras de MACHINERGY presentes no vosso album vão oscilando entre o inglês e o português, trata-se de uma escolha precisa e consciente ou está de alguma forma relacionada com o feeling que cada tema vos transmite?

Ruy: Acho que é mesmo a última que referiste. Não há nada premeditado em termos de idiomas, as coisas acontecem naturalmente. O inglês porque é algo que já está entranhado em todos nós, globalmente. E até vejo isso de forma muito positiva, é uma maneira de todos poderem entender a tua mensagem. O português, quando as palavras são bem escolhidas e colocadas, funciona maravilhosamente! É uma língua muito forte e óptima para o estilo mais pesado, ao contrário do que alguém possa pensar. Basta olhar para uma banda como Bizarra Locomotiva ou Dr. Salazar. É a perfeita simbiose!

Resumidamente, qual será então o feeling que os MACHINERGY sentem para o seu futuro enquanto banda?

Ruy: Pessoalmente, desejo é que a banda não impluda, como aconteceu no passado com outros projectos. A partir daí, é sempre a trabalhar e penso que teremos todas as condições para dar os passos que pretendemos. Um de cada vez mas com objectivos bem definidos. Desta vez não é para brincar e perder tempo como no passado. Nós já não vamos para novos mas nunca é tarde e, acreditando e trabalhando diariamente para esse fim, penso que as coisas darão os seus frutos. É como escavares um buraco, pode demorar, mas há-de aparecer água! ;)

Agradeço imenso o vosso tempo e disponibilidade, se desejarem acrescentar algo mais, força com isso!

Ruy: O prazer foi todo nosso. Agradecemos o teu apoio aos Machinergy, algo que não esqueceremos. ;) Foi uma entrevista interessante e bem longa, a mais longa até agora, eheh! Tudo de bom para ti e... morde essa bolacha!! :)

www.myspace.com/machinergy

SIDE B LOUNGE LIVE CLUB: concurso de bandas

Durante os próximos meses, entre Março e Julho 2011, o SIDE B LOUNGE LIVE CLUB vai promover o seu primeiro concurso de bandas, dedicado às vertentes rock/pop e a todos os géneros de metal! Este concurso está aberto a todas as bandas de originais interessadas, com ou sem contrato discográfico, com edições anteriores anteriores ou não, com reconhecimento público ou perfeitos estranhos! Entre os diversos prémios a contemplar, encontram-se a participação numa compilação a editar no final do concurso, um prémio monetário no valor de 500 euros, um lugar numa tour ibérica de seis datas com uma banda conceituada e despesas pagas, apenas para citar algumas das coisas previstas.

Todos os interessados em participar devem solicitar o formulário de inscrição e re-enviá-lo até ao dia 20 de Fevereiro de 2011, através dos seguintes endereços de e-mail: notredame.promo@gmail.com ou sideb.benavente@gmail.com!

Podem e devem também utilizar estes endereços para esclarecer qualquer dúvida adicional, podendo também recorrer ao myspace: www.myspace.com/sidebbar

DARK DESCENT RECORDS: novo split EP

A editora DARK DESCENT prepara-se para colocar em circulação um split EP entre as bandas Demonic Rage, provenientes do Chile, e os Father Befouled, que vêm dos Estados Unidos. Tratam-se de dois colectivos que navegam em ondas death-metal e que apresentam aqui novos temas neste sete polegadas que leva grafismo de Paul Ledney.
http://www.myspace.com/darkdescentrecords

AGNOSTIC FRONT com novo disco em 2011

Os veteranos do hardcore, AGNOSTIC FRONT, terminaram em Dezembro as gravações do sucessor de “Warriors” (2007)! O novo disco, que ainda não tem título definido, trará treze novos temas registados em Tampa, nos Mana estúdios de Erik Rutan e foi produzido por Freddy Cricien (Madball) com a masterização a ficar entregue a Alan Douches! A data de lançamento para solo europeu está apontada para o dia 4 de Março.
www.myspace.com/agnosticfront

ANVIL: novo disco e digressão mundial

Os míticos ANVIL continuam a ver o destino sorrir-lhes. Após a atenção conseguida através do seu documentário “Anvil! The Story of Anvil”, a banda canadiana encontra-se a gravar um novo disco e assinou recentemente com a editora The End Records (Danzig também anda por lá)! O novo trabalho, “Juggernaut of Justice”, está a ser gravado nos Studio 606, que pertencem a Dave Grohl e o produtor da nova rodela responde pelo nome de Bob Marlette, que trabalhou no passado com nomes que vão dos Black Sabbath a Atreyu, passando por Alice Cooper e muitos outros! Entretanto, a banda está também a planear uma digressão mundial em 2011 para promover “Juggernaut of Justice”!
www.myspace.com/anvilmetal

NIDINGR regressam aos discos

No próximo dia 18 de Janeiro será lançado “Wolf Father”, o segundo album da banda de black-metal norueguesa NIDINGR, após um período de inactividade de cinco anos! Apesar de serem considerados uma banda de culto, o facto de a sua formação ser constituída por nomes ilustres da cena norueguesa concede-lhes o estatuto de super-grupo! Entre os elementos da banda podem-se encontrar Teloch (1349, Gorgoroth, etc), Blargh (Dodheimsgard) ou Hellhammer (Immortal, Shining, Mayhem, Emperor, etc)
www.myspace.com/nidingr

a ameaça dos MEGASUS

Menace of the Universe” é o título do novo EP dos americanos MEGASUS, que será editado em Janeiro através da Brutal Panda Records! São dois novos temas de heavy metal, gravados no Outono passado, enquanto a banda prepara o registo do seu segundo album, ainda sem data de lançamento! Para além do disco com os dois novos temas, a edição limitada de “Menace of the Universe” oferece ainda algum artwork numerado e assinado pelo seu criador, Ryan Lesser, também ele membro dos Megasus
www.myspace.com/wildpower

HALLS TAINTED RED em filme de terror

O próximo trabalho do projecto HALLS TAINTED RED, “Mind of a Gentleman”, terá uma abordagem diferente do habitual. Esta one-man-band, da responsabilidade do americano LeGrand Haughton, aponta para o lançamento de um filme de terror separado em diversos blocos, acompanhando a música presente no referido disco, ainda sem data de edição. As filmagens entretanto já começaram.
www.myspace.com/hallstaintedredband

italianos INJURY gravam estreia

Os thrashers italianos INJURY assinaram recentemente com a editora Punishment 18 Records e estão já a preparar aquele que será o seu disco de estreia, programado para edição em Abril de 2011! Todos os apreciadores de Exodus, Testament, Overkill ou Forbidden, mantenham-se atentos
www.myspace.com/injuryviolence

novo EP de RESPOSTA SIMPLES

Os RESPOSTA SIMPLES lançaram recentemente um novo trabalho intitulado “Gaia”! Trata-se de um EP composto por quatro temas e nasceu de uma colaboração conjunta entre a banda açoriana e as editoras Anoise Records, Infected Records, Juicy Records, M.C.S. Records e Selfish Satan Records, para além de contar também com o apoio do Governo Regional dos Açores e algumas entidades regionais! A prensagem está limitada a 400 exemplares e a vertente ecológica também está defendida, com as capas a serem imprensas em papel reciclado.
www.myspace.com/respostasimples

HOMICIDAL: estreia de velhos amigos

Os HOMICIDAL são uma banda de New Jersey, formada por elementos de nomes firmados na cena hardcore americana como os Bulldoze, Skarhead, Yuppicide ou 25 Ta Life, entre outros! Assinaram recentemente com a editora Eulogy Records que alinha já a Primavera de 2011 para o lançamento do disco de estreia “State of Mind”!
www.myspace.com/homicidal

WAN trabalham com Dimman

Dimman, actualmente a cumprir funções de bateria com os Spazmosity, foi recentemente anunciado como baterista de sessão dos suecos WAN, que já referiram que, para além do seu contributo em estúdio, poderá também acompanhar a banda em algumas apresentações ao vivo.
A primeira tarefa destinada ao novo membro da banda será a gravação de uma cover de Shining, para ser incluída num album tributo a sair em breve. Depois disso, começam os trabalhos para a criação do segundo album dos WAN, que deverá começar a ser gravado em Fevereiro.
www.myspace.com/theunholywan

AVA INFERI: Onyx chega em Fevereiro

Os AVA INFERI lançam o seu novo album, “Onyx”, no próximo dia 14 de Fevereiro, com direito a um concerto/festa de lançamento a decorrer cinco dias depois (19 Fevereiro) no Side B Lounge Live Club, onde também vão participar os Dark Wings Syndrome! O disco é editado através da Season of Mist e tem chega também aos Estados Unidos no dia 15 do mesmo mês! Podem conferir aí em baixo o alinhamento e capa de “Onyx” - www.myspace.com/avainferi



01. Onyx
02. The Living End
03. Portal
04. ((Ghostlights))
05. Majesty
06. The Heathen Island
07. By Candlelight & Mirrors
08. Venice In Fog

FUCK THE FACTS voltam às edições

Os canadianos FUCK THE FACTS têm um novo disco praticamente pronto há perto de um ano, mas têm-no mantido arrumado enquanto a sua concentração foi dedicada ao lançamento do EP “Unnamed” e do DVD “Disgorge Mexico: The DVD”, bem como às diversas pequenas digressões e restantes datas ao vivo com que têm estado ocupados.
Agora que todo esse período está passado, chegou o momento de ir ao arquivo e lançar esse novo disco em 2011! A Relapse Records vai-se encarregar de mandar “Die Miserable” cá para fora algures durante a próxima Primavera.
www.myspace.com/fuckthefacts

DEGRADEAD querem destruir o mundo

Originários de Estocolmo, os DEGRADEAD assinaram recentemente contrato com a editora Metallvile Records e entregaram-se ao trabalho de base para a edição do seu terceiro album. O disco foi gravado nos Abyss Studios e foi produzido pela própria banda e por Jonas Kjellgren (Scar Simmetry, Centinex, World Below). A data de lançamento foi agendada para a Primavera de 2011 e o disco vai-se chamar “A World Destroyer
www.myspace.com/degradead

ASPHYX arrancam martelo

Os holandeses ASPHYX arrancam em Janeiro com as gravações daquele que será o seu próximo album, que tem já “Deathhammer” como título definido! Nessa altura serão gravados os primeiros quatro temas, com a ajuda de Frank Klein Douwel na engenharia de som.
Outros nomes avançados para trabalhar neste novo disco são Axel Hermann que será responsável pelo artwork e Dan Swano que irá misturar e masterizar o trabalho final.
www.myspace.com/officialasphyx

DISEIM preparam estreia

Os DISEIM assinaram recentemente com a editora Abyss Records e preparam-se agora para lançar o seu disco de estreia, após terem editado uma demo intitulada “Sinner”! Prevê-se que o novo trabalho da banda de sludge/death esteja pronto para ver a luz do dia algures por altura do próximo Verão!
www.myspace.com/diseim

DESTRUCTION: novo disco em Fevereiro

O novo disco de DESTRUCTION, “Day of Reckoning”, tem data marcada de lançamento para o próximo dia 18 de Fevereiro! No myspace da banda pode-se ir ouvindo, ‘The Price’, um dos temas que faz parte do alinhamento do novo trabalho: www.myspace.com/destruction



01. The Price
02. Hate Is My Fuel
03. Armageddonizer
04. Devil’s Advocate
05. Day Of Reckoning
06. Sorcerer Of Black Magic
07. Misfit
08. The Demon Is God
09. Church Of Disgust
10. Destroyer Or Creator
11. Sheep Of The Regime
12. Stand Up And Shout (DIO cover song)

DENIAL FIEND espalham holocausto

Os DENIAL FIEND são o que se pode chamar um super-grupo, composto por membros de bandas como D.R.I., The Accused, Death, Six Feet Under ou Down By Law! O seu próximo trabalho, intitulado “Horror Holocaust”, será editado brevemente pela Ibex Moon Records e continua a explorar o universo horror-gore adoptado pela banda! Podem dar uma olhada no trailer de apresentação de “Horror Holocaust”:



www.myspace.com/denialfiendband

UNTIL YOUR HEART STOPS: estreiam-se em Janeiro

Os americanos UNTIL YOUR HEART STOPS preparam-se para editar o seu primeiro trabalho em formato longa-duração. A banda de hardcore da Bay Area assinou recentemente com a editora Creator-Destructor Records e será este o selo que vai colocar “Errors” em circulação a partir de Janeiro! Até lá podem passar pelo myspace da banda e ouvir um tema a ser incluído nesse futuro trabalho: www.myspace.com/untilyourheartstopsmusic

END OF A YEAR com novo EP

More Songs About Transportation and Intersourse” é o título de um novo EP da banda nova-iorquina END OF A YEAR, lançado através da Hex Records, esta recente edição contém dois novos temas originais e uma cover da música ‘Wild Wild Life’, originalmente gravada pelos Talking Heads

www.myspace.com/endofayear

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FORGOTTEN TOMB: novo disco em 2011

Os italianos FORGOTTEN TOMB têm praticamente pronto a editar o seu novo trabalho, intitulado "Under Saturn Retrograde"! A masterização, a ser realizada nos Finnvox Studios, é um dos últimos passos de um disco que demorou quatro anos a ver a luz do dia e cujo lançamento está programado para o primeiro trimestre de 2011 através da Agonia Records!
www.myspace.com/darknessinstereo

MORE THAN A THOUSAND no festival With Full Force

Os MORE THAN A THOUSAND foram confirmados para o festival With Full Force, que irá decorrer durante os dias 1, 2 e 3 de Julho de 2011, na Alemanha! Outros nomes confirmados para esta edição do festival são os Madball, Misery Index, Agnostic Front, Carnifex, Parkway Drive ou Black Dahlia Murder!

sábado, 18 de dezembro de 2010

edições limitadas na GROOVIE RECORDS

A editora portuguesa GROOVIE RECORDS está a disponibilizar duas edições limitadas para os apreciadores de surf-rock e garage-rock, a saber:

The Phantom Surfers & Dick Dale - "Conquer Your World" LP: lançado inicialmente em 1996, esta re-edição da Groovie Records contém três novos temas não editados anteriormente, bem como um novo artwork!




Paralléles - "Você Só Corre" / "Juan Miró" EP 7": banda do Brasil inteiramente feminina, com origens em bandas punk da cena brasileira, que tocam uma onda de garage-rock influenciado pela soul e pela pop!



www.myspace.com/groovierecords
www.myspace.com/phantomsurfers
www.myspace.com/lparalleles

HAEMORRHAGE divulgam tracklist do próximo album



Os espanhóis HAEMORRHAGE divulgaram o alinhamento do seu próximo disco, que deverá ser editado durante o início de 2011! O novo trabalho terá por título "Hospital Carnage" e estes são os nomes dos dezasseis temas nele incluídos:

01 . OPEN HEART BUTCHERY
02 . TRAUMAGGEDON
03 . RESUSCITATION MANOEUVRES
04 . FLESH-DEVOURING PANDEMIA
05 . FOMITE FETISH
06 . AMPUTATION PROTOCOL
07 . 911 (EMERGENCY SLAUGHTER)
08 . DOCTORS OF MALPRACTICE
09 . TUMOUR DONOR
10 . HOSPITAL THIEVES
11 . SPLATTER NURSE
12 . HYPOCHONDRIAC
13 . INGRESO CADAVER
14 . NECRONATOLOGY
15 . INTRAVENOUS MOLESTATION OF OBSTRUCTIONIST ARTERIES (O-PUS VI)
16 . SUFFOCATIVE TRACHEAL STOMA (bonus track)

IMPIETY anunciam novo baterista

A banda de black-metal IMPIETY anunciou Atum como o seu novo baterista, após a saída de A. Janko, devido a problemas de saúde com alguma gravidade! O novo dono do lugar também ocupa a formação dos Divine Codex e já passou igualmente pelos Setherial!


http://www.myspace.com/impietyofficial

CROWBAR no cemitério dos anjos

Os CROWBAR disponibilizaram um tema novo, 'The Cemetary Angels', que fará parte do próximo disco da banda, "Sever The Wicked Hand", a sair em Fevereiro próximo! Podem ouvir aí em baixo:

GRAVEYARD DIRT editam novo trabalho

A austríaca Ashen Productions está a disponibilizar o mais recente trabalho dos irlandeses GRAVEYARD DIRT, intitulado "For Grace or Damnation"! Trata-se do sucessor do mini-CD "Shadows of Old Ghosts" e, segundo a própria Ashen, situa-se entre a sonoridade mais clássica de nomes como Anathema, My Dying Bride ou Mourning Beloveth!

www.myspace.com/ashenproductions
www.myspace.com/graveyarddirt

MARDUK: vinte anos em caixa especial

Depois de terem percorrido o território americano e asiático em digressão, os suecos MARDUK pretendem agora marcar a celebração dos seus vinte anos enquanto banda! Para o efeito anunciaram recentemente o lançamento de uma caixa especial e de edição limitada para o início de 2011!

SEPULTURA: novo disco e nenhuma reunião

Num recente video publicado no myspace da banda, os SEPULTURA (pela voz de Andreas Kisser) colocaram um ponto final nos rumores e alegações de que uma reunião estará em marcha num futuro próximo! Ao contrário do especulado, o regresso dos irmãos Cavalera não faz parte dos planos da banda, que anunciou mesmo que estão em preparação de um novo disco a ser lançado pela Nuclear Blast em Maio de 2011, com as gravações a terem lugar durante o mês de Janeiro!

Andreas Kisser & Sepultura:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HEAVENWOOD: artwork do novo disco

Os HEAVENWOOD divulgaram recentemente aquela que será a capa do seu próximo trabalho, "Abyss Masterpiece"! O trabalho gráfico foi executado por Matthew Vickerstaff (Darkwave Art) que também deixou o seu talento espalhado por outros nomes como Cradle Of Filth, My Dying Bride, Godflesh, Carcass, Mendeed, Cathedral, Abigail Williams, The Haunted, Soil e Deicide, entre muitos outros!
O disco, quarto da carreira da banda, será lançado pela Listenable Records e tem data marcada para o dia 28 de Fevereiro de 2011!

BLOODY PHOENIX - Death To Everyone (2010)



À primeira dentada, “Death To Everyone” parece ser um título assim para o mal-educado, algo como ‘ide à vossa vidinha e deixai-me em paz’, mas proferido em tons mais rudes e em estrangeiro, que é mais fino, mas se existe coisa que não abunda nos americanos BLOODY PHOENIX é finesse e etiqueta!
Aos primeiros segundos de audição, com o tema de abertura ‘Marching Into a Bottonless Well’ ficamos com a sensação que este é um daqueles exercícios de black-metal com olhos voltados para o passado necro e sombrio das coisas menos bem produzidas mas muito decadentes e negras, como os adeptos das coisas trve gostam tanto! Ao segundo tema, ‘Abandonded’, as dúvidas ficam desfeitas e recebemos em nossa casa uma avalanche de crust-core banhado em momentos de grind ensanguentado e barulhento, umas vezes falando connosco em d-beat, enquanto noutras é chavascal absoluto naquelas peles e pratos!
Realce para a forma como os temas, todos os vinte, estão bem arrumadinhos em pouco mais de 26 minutos, com o primeiro e o último, ‘Death to Everyone’ que dá nome a este disco, a destacarem-se por serem os únicos a apresentar uma duração acima da marca dos dois minutos! Tudo o resto é um autêntico festim, desde os vinte e três segundos de ‘Child Soldiers’ até ao minuto e cinquenta e um, do já mencionado ‘Abandonded’! É como estar numa carreira de tiro, mas do lado errado das balas!
Nem tudo são rosas, no entanto! É claro que os géneros aqui apresentados já foram capazes de apresentar os seus próprios gigantes no passado e, mesmo hoje em dia, ainda se consegue encontrar quem traga um pouco de ar fresco à modalidade, na impossibilidade de conseguir algo de verdadeiramente original, mas existem momentos ao longo de “Death To Everyone” em que a brincadeira toma contornos de decalque exagerado: ‘Enemy of the People’ são os Extreme Noise Terror a papel químico, em ‘Dead to the World’ macacos me mordam se não são os Doom que estão a tocar! Confesso que tentei certificar-me de que não seriam covers, uma vez que o meu léxico de crust-grind não está tão memorizado como gostaria!
Não fiquem desconfiados com aquele último parágrafo, é um facto que existem muitas referências na música dos BLOODY PHOENIX (existe quem os compare a um misto de Phobia e Napalm Death antigo), mas a música em si e aquilo que ela provoca em nós será sempre o mais importante e, nesse campo, se devastação, velocidade e momentos divertidos de bailarico é coisa do vosso agrado, então aqui está uma boa sugestão!
Para finalizar e a título de curiosidade: os BLOODY PHOENIX nasceram das cinzas dos Excruciating Terror, banda dos anos noventa por onde também passou Dino Cazares antes de se associar ao nome Fear Factory!
www.myspace.com/bloodyphoenix1

MACABRE em celebração

Com um historial que se estende por uns bons vinte e cinco anos, os MACABRE celebram em Janeiro esse mesmo número redondo através de um disco onde estão reunidos todos os membros originais desta banda de Chicago! O album sai em território europeu no dia 31 de Janeiro através da Hammerheart Records e chama-se “Grim Scary Tales”! Apesar de não se tratar de um disco conceptual, a temática aborda a história do assassínio através dos tempos, assunto que a banda america tem explorado bastante ao longo da sua extensa carreira!
www.myspace.com/macabre

FOLGE DEM WIND lançam veneno sagrado

Os FOLGE DEM WIND também têm um novo disco pronto a sair do forno, em princípio a partir de Janeiro! O novo trabalho, intitulado “Inhale The Sacred Poison”, será lançado pela Code666 Records e foi masterizado por Tom Kvalsvoll (Dimmu Borgir, Emperor, Mayhem).
www.myspace.com/folgedemwindofficiel

DIABLO SWING ORCHESTRA experimentam tudo

Uma das bandas preferidas aqui da Bolacha, DIABLO SWING ORCHESTRA, preparam um novo album para ser editado durante a Primavera do próximo ano! De acordo com informação divulgada pela banda, os novos temas pretendem oferecer uma mistura saudável de música pop turca com black-metal e coros tradicionais chineses!
www.myspace.com/diabloswingorchestra

DIABOLICAL assinam pela Abyss Records

DIABOLICAL, banda sueca com muitos anos de estrada, anunciaram recentemente que assinaram contrato com a editora Abyss Records para o lançamento a nível mundial do seu próximo album, “Ars Vitae”! O disco é uma mistura de temas novos e de material nunca antes editado e sai em Fevereiro de 2011.
www.myspace.com/religionist

CHILDREN OF BODOM: novo disco e nova tour

Os finlandeses CHILDREN OF BODOM anunciaram o seu próximo disco, a ser editado em Março de 2011, que se vai chamar “Relentless Reckless Forever”! O primeiro single, que vai ter direito a video com alguns skaters americanos de nomeada, cabe ao tema ‘Was It Worth It?’! A banda tem também prevista uma enorme digressão para o próximo ano, que vai passar pelo Hard Club (Porto) no dia 5 de Maio!
www.myspace.com/childrenofbodom

SATYRICON de volta ao trabalho

O próximo ano vai trazer novidades de SATYRICON que, de acordo com uma recente declaração, para além de começarem a trabalhar num novo disco de originais, vão também regravar os seus albums dos anos noventa e oferecer-lhes uma roupagem gráfica renovada!www.satyricon.no

RETURN TO EARTH em modo 'Automata'

RETURN TO EARTH, projecto paralelo de Chris Pennie, antigo baterista dos The Dillinger Escape Plan e actualmente a militar nos Coheed And Cambria, tem em circulação o seu trabalho mais recente, “Automata”, disco onde se misturam influências de industrial, glam e psicadelismo!
www.myspace.com/returntoearththeband

RELAPSE RECORDS: novo de Phobia e próximo de Unkind

Unrelenting” é o título do novo EP dos americanos PHOBIA, gravado para a Relapse Records! São dezassete novos temas a rodar na marca dos catorze minutos e está disponível em praticamente todos os formatos disponíveis actualmente. A editora especializada em música extrema anunciou também que está a preparar o novo disco dos finlandeses UNKIND, recentemente adicionados ao seu cartel de bandas. As gravações começaram durante este Outono e o disco vai sair no início de 2011.
www.myspace.com/phobiagrindcore
www.myspace.com/unkindhardcore
www.relapse.com

KEITH MORRIS está de volta

OFF!: assim se chama o novo projecto que traz de volta um nome mítico da cena punk-hardcore americana que responde pelo nome Keith Morris! O antigo vocalista de bandas como Black Flag ou Circle Jerks, faz-se agora acompanhar por Mario Rubalcaba (skater profissional e baterista de Rocket From The Cript, entre outros), Dimitri Coats (guitarra) e Steven McDonald (baixo)! O primeiro registo saiu a meio de Novembro e intitula-se “1st EP”.
www.myspace.com/off

DIAMOND PLATE assinam pela Earache

A revista Terrorizer nomeou-os como uma das melhores bandas não assinadas, isto no ano em que foram formados, e a Earache Records confirmou agora o contrato assinado com eles! Fala-se aqui nos DIAMOND PLATE, uma jovem banda de thrash-metal, nascida em Chicago em 2008, que assim se prepara para editar o seu disco de estreia durante o próximo ano que se avizinha!www.myspace.com/diamondplate1

CRIMINAL ELEMENT - crime and punishment pt I (2010)



Este projecto teve início ali pelos idos de 2001, nascido pelas mãos de Vince Matthews e Sparky Voyles, naquela altura ambos membros de Dying Fetus! O primeiro EP deu a cara em 2006 e após um longa duração há dois anos atrás, os CRIMINAL ELEMENT estão de volta com um novo EP e uma nova dose de death-metal injectado de hardcore! Mas vamos com calma, rapaziada, antes que comecem já a sacar do manual de instrucções de como insultar um género saturado, fiquem já a saber que “Crime and Punishment pt.1” pouco tem a haver com o death-core dessa malta nova que anda por aí hoje em dia! Não. O que aqui temos está mais perto de um cruzamento entre Morbid Angel e Madball, se os seus elementos acasalassem e as respectivas crias formassem uma banda! Musicalmente, é tudo muito old-school, como os velhotes gostam, e acaba por não ser ofensivo para quem quer que seja!
Os cinco temas aqui apresentados têm um bocadinho de tudo para toda a gente, desde o hardcore pesadão de ‘Backstabber’ até ao death-metal de ‘Personal Demons’, passando pelo thrash super zangado de ‘Fake And a Fraud’! Existem bons riffs de guitarra e bons solos (graças ao pessoal de Misery Index, que também faz a sua perninha por aqui), surgem momentos de groove, mas também há razias de blast-beats e velocidade rasgada quanto baste! A voz de Vince serve muito bem todos os ambientes que lhe são apresentados pelos restantes membros da banda, pelo que nunca ficamos com a estranha sensação que existe qualquer coisa fora do lugar!
Em suma, os CRIMINAL ELEMENT não destroem grandes barreiras estilísticas, nem deixam marcos para a história, mas acabam por soar fortes, pesados e violentos quanto baste! São como uma cerveja numa vaga de calor: não te vai matar a sede, mas sabe sempre bem!
www.myspace.com/criminalelementdc

THE BLACK PACIFIC - the black pacific (2010)



Quando foi anunciada a saída de Jim Lindberg como vocalista dos californianos Pennywise, terminando uma ligação que durou durante tantos anos, o mundo pode ter abalado para muitos seguidores daquela banda, uma vez que durante 21 anos aquela banda nunca conheceu outra voz que não a de Jim e muito do carisma criado à volta daquele colectivo se deve exactamente à sua presença e timbre com que imediatamente todos se identificavam!
As habituais divergências musicais foram na altura referidas como uma das principais causas para o anunciado divórcio, argumento que parece não fazer grande sentido quando se ouve THE BLACK PACIFIC, a nova banda liderada por Lindberg, onde assume as funções de vocalista e guitarrista! Sejamos sinceros, este primeiro album homónimo poderia muito bem ter sido assinado por Pennywise, que não lhes teria ficado nada mal! O maior contraste que possa existir neste album face aos da sua antiga banda é o facto de apenas existir um tema assumidamente mais rápido (“The System”, logo a abrir o disco), enquanto os restantes se deixam ficar por um balançar mais a meio-tempo, que a banda agora vocalizada por Zoli Téglás (também nos Ignite) também gravou bastante ao longo dos anos.
Colocando as inevitáveis comparações de parte, o facto é que esta estreia “The Black Pacific” tem momentos muito bons, no que a punk-rock melódico diz respeito! Mesmo sendo um registo que demora apenas uma meia-hora a digerir, não há como ficar indiferente a temas como o já mencionado “The System” ou aos vencedores em qualquer concurso de refrões de “Living With Ghosts” ou “Put Down Your Weapons”, esta última um verdadeiro tiro certeiro no que a linhas melódicas diz respeito! Num outro momento, “Defamer”, quase que se diria ser uma cover de Millencolin, dada a forma como o ritmo e estrutura se aproxima daqueles habitualmente utilizados pelos suecos!
Não se trata de uma obra-prima, mas torna-se muito agradável poder constatar que o abandono dos Pennywise não representou um abandono completo à música e ao estilo que Lindberg ajudou a desenvolver e a crescer!
www.myspace.com/blackpacific

BLOOD STAIN CHILD: depois do mosaico

Está prevista para a Primavera de 2011, a edição do novo disco de BLOOD STAIN CHILD, banda de cyber-melodic-death-metal oriunda do Japão! Este novo trabalho sucede a “Mozaiq”, lançado em 2007 e interrompe o ciclo de EP’s que a banda de Osaka tem vindo a fazer crescer, todos eles com o nome “Fruity Beats” (quatro, no total, foram gravados desde 2007)! Entretanto, foram também anunciados os novos membros que integraram a formação: Sophia, vocalista de nacionalidade grega e Gami, baterista anteriormente nos Youthquake.
www.myspace.com/bloodstainchildmusic