quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Incoming Chaos: novo tema em vídeo
Os Incoming Chaos disponibilizaram um vídeo com a gravação ao vivo do seu novo tema “Lies”, registado no passado dia 20 de Fevereiro, no In Live Caffé, aquando da passagem por aquele espaço da Concilium 13 Tour, um evento que junta também as bandas Invoke, Karbonsoul e Entropia! Podem conferir o vídeo em questão aí em baixo:
INCOMING CHAOS - lies
INCOMING CHAOS - lies
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
NIGHTRAGE trabalham novamente com Bob Katsionis

Bob Katsionis vai realizar o novo video dos NIGHTRAGE, mais precisamente, para o tema "Wearing a Martyr's Crown", retirado do mais recente disco da banda com o mesmo título! Esta não é a primeira vez que estas duas entidades trabalham em conjunto, uma vez que a experiência já teve resultados anteriores com o video para "Scathing" do penúltimo trabalho editado pela banda de Marios Iliopoulos!
NIGHTRAGE - scathing
www.myspace.com/nightrage
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
entrevista: UTOPIUM
Alguns já devem ter reparado nestes cinco amigos, em cima de algum palco, a devastar tudo à sua passagem com o seu universo para onde convergem os caminhos do grindcore ou do crust ou até mesmo do sludge, mas onde o denominador comum se apresenta como um reflexo de música extrema, óptimo ingrediente para exorcisar alguns demónios e afugentar muitos outros!
Ao primeiro sintoma de curiosidade, Rizzo (voz) e Tiago (guitarra), trataram de trazer algum esclarecimento a certas questões


(MeB) Vamos lá a pôr isto em pratos limpos: qual é a expressão que melhor pode ser empregue para definir a música que fazem? Utopium assumem-se grindcore, crustcore ou bujarda-filha-da-putice?
Tiago (T) Os Utopium formaram-se com intuito de tocar musica extrema onde a base de influências provinha de bandas de grindcore. Desde as bandas mais old school, como Napalm Death, Carcass, Brutal Truth, Discordance Axis, até às mid e new school como Nasum, Rotten Sound, Insect Warfare, Kill The Client, Mumakil, Pig Destroyer. Pelo caminho, e como os géneros andam um pouco de mão dada, começámos a acrescentar influências crust e sludge ao nosso som. “Bujarda-filha-da-putice” não me parece mau, mas sinceramente isso pode ficar ao critério de quem nos ouve, até metalcore já nos chamaram, por isso..!
Uma vez que a descarga vocal dos Utopium é de tal forma agressiva, torna-se um pouco complicado discernir a mensagem que existe agregada aos vossos temas! Pessoalmente não creio que falem sobre arco-íris e campos em flor, mas nada como o vosso esclarecimento para ficarmos a conhecer melhor o vosso universo: com quem é que vocês estão zangados?
Rizzo (R) Com tudo e todos, incluindo nós proprios. A verdade é que muito do conteúdo lírico provém de introspecções ou consciencializações perante um determinado tópico, sempre algo inerente à vivência em sociedade e os seus comportamentos anexos, seja pela perspectiva dum indivíduo ou simplesmente em narrativa. Pessoalmente não tenho tanto o pretensão de soar crítico, mas mais de criar cenários, uns mais reais outros mais hipotéticos, desde questões psicológicas a problemas sociológicos. Aliado a frequentes jogos de palavras e outras figuras não se torna de todo algo directo, antes de se levar a descortinar, fora o que fica nas entrelinhas.
Como é que se chega a uma banda como os Utopium? Quero dizer, qual foi a principal motivação para criar esta banda e o porquê da opção de a tornar tão extrema?
(T) Nós juntámo-nos tendo em vista tocar um género de música que gostamos, neste caso o grindcore, logo já sabiamos à partida que seria extremo. Com o passar do tempo, depois de ensaios, concertos e um certo crescimento dentro da banda, obviamente que há sempre aquele desejo de personalizar o nosso som, de lhe dar uma identidade própria. Sendo o grindcore um estilo de música muito “open minded” (quer as pessoas acreditem ou não), nunca descartámos a hipótese de incluir elementos diversificados nesse processo de personalização, como tem acontecido.

Como é que se compõe para uma banda como a vossa? Como é que são tomadas as decisões quando toca a escolher o caminho que um tema deve levar? É um processo consciente ou deixam que a criatividade vos leve até onde calhar?
(T) Normalmente um dos membros aparece com uma ideia, um riff, uma batida e partimos daí. Tentamos fazer as coisas de modo a que fiquemos satisfeitos com o produto final. Geralmente quando finalizamos uma música e a tocamos milhares de vezes, se olhamos uns para os outros e ficarmos “Whoa, esta música está do caralho!”, então siga, está feito! Pode haver alguns momentos (se calhar até muitos!) de improvisação, sobretudo quando são cenas mais lentas, em que simplesmente nos deixamo ir.
Que papel gostariam que a vossa música tivesse no ambiente que vos rodeia?
(R) Musicalmente pretendemos impor a nossa afirmação, algo que leve as pessoas a sentirem, tal como nos toca a nós; afinal é esse o papel libertador da música, a partilha de emoções e abertura de susceptibilidades. Que dê para transpor a fúria quando necessário, tanto quanto a compreensão. Quando alguém se identifica com o género, estilo, ideia, mensagem, tanto melhor.
São da opinião que vivemos num mundo de extremos ou acreditam no poder da moderação?
(R) Vou ter que concordar com ambas as partes, até pelo tão singelo exemplo do género que tocamos, com as influências que misturamos, e com a posição que tomamos: um estilo extremo, frenético, com toques do seu antagónico, lento, e no entanto equilibrado. De modo mais alargado, mesmo nós, o que implicamos na nossa música, como exemplo em palco, torna-se um meio de descarga. Em lato sensu, que os extremos existem, é certo, seja meramente de gostos a ideais, deve é persistir alguma mediação dos mesmos, ou como dizia o grego: no meio está a virtude.
Já tive oportunidade de vos ver ao vivo algumas vezes e uma característica que apreciei bastante é o facto da vossa entrega ser a mesma, quer toquem para um público escasso ou para uma multidão considerável! De onde vem toda essa motivação e energia? É fácil mantermo-nos motivados a fazer música como a vossa numa cena como a nossa?
(T) Tal como disse, e lá vem o cliché, os nossos primeiros fãs somos nós próprios. Tocamos e compomos musica que nos faça sentir satisfeitos! Acreditamos na mesma e sabemos que para nós ela tem algum valor. Obviamente quando chega a tocar ao vivo temos a nossa maneira de ser porque é o que ela nos faz sentir. Se estão 10 pessoas ou 100, paradas ou a mexerem-se, é-me indiferente, eu curto a música à mesma. Claro que é sempre bom receber uma resposta positiva do público nos concertos, a qual agradecemos, mas se o público não expressar entusiasmo não vamos ficar tipo estátuas em cima do palco, até porque a entrega de energia, para depois a receber de volta ciclicamente, deve partir da banda e não do público.
Quais são as maiores utopias na vossa vida?
(R) Remato com três: o conceito de verdadeira e derradeira satisfação pessoal, num sentido de plenitude; o sentido de integração e homogeneidade agregado a um critério de heterogeneidade; e, aquela que considero a base, a compreensão e aceitação humana pelo próximo.
A edição da vossa demo tratou-se de uma afirmação de presença ou o arranque para mais e melhor? Existem planos para dar continuidade àquela gravação?
(T) Essa demo tratou-se duma experiência, por assim dizer. Quando já tinhamos algum tempo de ensaio e algumas músicas, decidimos gravar um ensaio para ver como soaria. No final, como até ficámos surpreendidos com a gravação, mais tarde achámos uma boa ideia dar a conhecer assim algumas músicas, metendo-as para download e vendendo cópias nos nossos concertos. Claro que no futuro haverá mais e melhor! Gravámos este ano e editaremos no início do próximo o nosso EP de estreia, “Conceptive Prescience”, que conta com sete novos temas – um deles já colocado no MySpace. E duas das três músicas que constam na demo vão ser incluídas na proxima gravação, que iremos fazer durante o próximo ano.

Vocês contribuiram com uma versão do tema “My Philosophy” para um tributo a Nasum a ser lançado pela editora alemã Power-It-Up (juntamente com nomes como Misery Index, Leng Tch’e, The Arson Project ou Kill The Klient, entre muitos outros)! Como é que surgiu essa oportunidade? Que critério esteve por trás da escolha do tema que gravaram?
(T) Curiosamente a editora estava a aceitar alguns pedidos de bandas. Nós entrámos em contacto e eles aceitaram. Não houve nenhum critério propriamente dito, um dia a namorada do nosso baterista sugeriu-lhe fazermos essa cover, ele propôs-nos a ideia e fizemos. Como praticamente qualquer música desse album (Inhale/Exhale) é uma valente bujarda..!
Esse tributo tinha edição prevista para Novembro 2009! Há novidades acerca desse assunto?
(T) Sim, aliás, a editora já nos enviou toda a informação e já fizemos a nossa encomenda de cópias. Descobrimos, no entanto, que a versão que foi incluída é dum mix anterior que tínhamos feito e não a versão final que consta no MySpace, por isso é normal que esta última ainda apareça escondida algures..!
Será óbvio de perceber que são admiradores do trabalho de Nasum! Que outras bandas entram nos vossos ouvidos?
(T) Tanta coisa... Tirando as bandas que já referenciei diria Siege, Dropdead, Infest, Godflesh, Black Sun, Skytsystem, Trap Them, Magrudergrind, Terrorizer, Extortion, Swans, Killing Joke, Joy Division, Black Flag, Voivod, Iron Monkey, Charger, Eyehategod, Complete Failure, Wolfbrigade, Discharge, Extreme Noise Terror, Disfear, Converge, Gaza, Mastodon, High On Fire, Mindrot, Darkthrone, Shining, Hatred Surge, Unearthly Trance, Today Is The Day, His Hero Is Gone, Tragedy, Virus, Municipal Waste, D.R.I., Cursed, Breach, Faith No More, Neurosis, Isis, etc. De grind a powerviolence, crust, sludge, doom, black metal e sei lá mais o quê...
Tendo em conta que o universo grind-crust é rico em produzir colaborações e lançamentos em formato split, quais seriam para vocês as parcerias de sonho? Com quem é que os Utopium gostariam de partilhar uma gravação?
(T) Deixo o meu top 3:
1. Trap Them
2. Rotten Sound
3. Looking For An Answer
Antes de vos correr daqui para fora, algo mais que queiram acrescentar?
(Tiago) Nada de mais, agradeço o apoio da tua fanzine pelo nosso som.
(Rizzo) E quem nos lê, que fique atento ao muito que nos e vos aguarda!
www.myspace.com/utopiumgrind
utopiumgrind@gmail.com
Ao primeiro sintoma de curiosidade, Rizzo (voz) e Tiago (guitarra), trataram de trazer algum esclarecimento a certas questões

(MeB) Vamos lá a pôr isto em pratos limpos: qual é a expressão que melhor pode ser empregue para definir a música que fazem? Utopium assumem-se grindcore, crustcore ou bujarda-filha-da-putice?
Tiago (T) Os Utopium formaram-se com intuito de tocar musica extrema onde a base de influências provinha de bandas de grindcore. Desde as bandas mais old school, como Napalm Death, Carcass, Brutal Truth, Discordance Axis, até às mid e new school como Nasum, Rotten Sound, Insect Warfare, Kill The Client, Mumakil, Pig Destroyer. Pelo caminho, e como os géneros andam um pouco de mão dada, começámos a acrescentar influências crust e sludge ao nosso som. “Bujarda-filha-da-putice” não me parece mau, mas sinceramente isso pode ficar ao critério de quem nos ouve, até metalcore já nos chamaram, por isso..!
Uma vez que a descarga vocal dos Utopium é de tal forma agressiva, torna-se um pouco complicado discernir a mensagem que existe agregada aos vossos temas! Pessoalmente não creio que falem sobre arco-íris e campos em flor, mas nada como o vosso esclarecimento para ficarmos a conhecer melhor o vosso universo: com quem é que vocês estão zangados?
Rizzo (R) Com tudo e todos, incluindo nós proprios. A verdade é que muito do conteúdo lírico provém de introspecções ou consciencializações perante um determinado tópico, sempre algo inerente à vivência em sociedade e os seus comportamentos anexos, seja pela perspectiva dum indivíduo ou simplesmente em narrativa. Pessoalmente não tenho tanto o pretensão de soar crítico, mas mais de criar cenários, uns mais reais outros mais hipotéticos, desde questões psicológicas a problemas sociológicos. Aliado a frequentes jogos de palavras e outras figuras não se torna de todo algo directo, antes de se levar a descortinar, fora o que fica nas entrelinhas.
Como é que se chega a uma banda como os Utopium? Quero dizer, qual foi a principal motivação para criar esta banda e o porquê da opção de a tornar tão extrema?
(T) Nós juntámo-nos tendo em vista tocar um género de música que gostamos, neste caso o grindcore, logo já sabiamos à partida que seria extremo. Com o passar do tempo, depois de ensaios, concertos e um certo crescimento dentro da banda, obviamente que há sempre aquele desejo de personalizar o nosso som, de lhe dar uma identidade própria. Sendo o grindcore um estilo de música muito “open minded” (quer as pessoas acreditem ou não), nunca descartámos a hipótese de incluir elementos diversificados nesse processo de personalização, como tem acontecido.

Como é que se compõe para uma banda como a vossa? Como é que são tomadas as decisões quando toca a escolher o caminho que um tema deve levar? É um processo consciente ou deixam que a criatividade vos leve até onde calhar?
(T) Normalmente um dos membros aparece com uma ideia, um riff, uma batida e partimos daí. Tentamos fazer as coisas de modo a que fiquemos satisfeitos com o produto final. Geralmente quando finalizamos uma música e a tocamos milhares de vezes, se olhamos uns para os outros e ficarmos “Whoa, esta música está do caralho!”, então siga, está feito! Pode haver alguns momentos (se calhar até muitos!) de improvisação, sobretudo quando são cenas mais lentas, em que simplesmente nos deixamo ir.
Que papel gostariam que a vossa música tivesse no ambiente que vos rodeia?
(R) Musicalmente pretendemos impor a nossa afirmação, algo que leve as pessoas a sentirem, tal como nos toca a nós; afinal é esse o papel libertador da música, a partilha de emoções e abertura de susceptibilidades. Que dê para transpor a fúria quando necessário, tanto quanto a compreensão. Quando alguém se identifica com o género, estilo, ideia, mensagem, tanto melhor.
São da opinião que vivemos num mundo de extremos ou acreditam no poder da moderação?
(R) Vou ter que concordar com ambas as partes, até pelo tão singelo exemplo do género que tocamos, com as influências que misturamos, e com a posição que tomamos: um estilo extremo, frenético, com toques do seu antagónico, lento, e no entanto equilibrado. De modo mais alargado, mesmo nós, o que implicamos na nossa música, como exemplo em palco, torna-se um meio de descarga. Em lato sensu, que os extremos existem, é certo, seja meramente de gostos a ideais, deve é persistir alguma mediação dos mesmos, ou como dizia o grego: no meio está a virtude.
Já tive oportunidade de vos ver ao vivo algumas vezes e uma característica que apreciei bastante é o facto da vossa entrega ser a mesma, quer toquem para um público escasso ou para uma multidão considerável! De onde vem toda essa motivação e energia? É fácil mantermo-nos motivados a fazer música como a vossa numa cena como a nossa?
(T) Tal como disse, e lá vem o cliché, os nossos primeiros fãs somos nós próprios. Tocamos e compomos musica que nos faça sentir satisfeitos! Acreditamos na mesma e sabemos que para nós ela tem algum valor. Obviamente quando chega a tocar ao vivo temos a nossa maneira de ser porque é o que ela nos faz sentir. Se estão 10 pessoas ou 100, paradas ou a mexerem-se, é-me indiferente, eu curto a música à mesma. Claro que é sempre bom receber uma resposta positiva do público nos concertos, a qual agradecemos, mas se o público não expressar entusiasmo não vamos ficar tipo estátuas em cima do palco, até porque a entrega de energia, para depois a receber de volta ciclicamente, deve partir da banda e não do público.
Quais são as maiores utopias na vossa vida?
(R) Remato com três: o conceito de verdadeira e derradeira satisfação pessoal, num sentido de plenitude; o sentido de integração e homogeneidade agregado a um critério de heterogeneidade; e, aquela que considero a base, a compreensão e aceitação humana pelo próximo.
A edição da vossa demo tratou-se de uma afirmação de presença ou o arranque para mais e melhor? Existem planos para dar continuidade àquela gravação?
(T) Essa demo tratou-se duma experiência, por assim dizer. Quando já tinhamos algum tempo de ensaio e algumas músicas, decidimos gravar um ensaio para ver como soaria. No final, como até ficámos surpreendidos com a gravação, mais tarde achámos uma boa ideia dar a conhecer assim algumas músicas, metendo-as para download e vendendo cópias nos nossos concertos. Claro que no futuro haverá mais e melhor! Gravámos este ano e editaremos no início do próximo o nosso EP de estreia, “Conceptive Prescience”, que conta com sete novos temas – um deles já colocado no MySpace. E duas das três músicas que constam na demo vão ser incluídas na proxima gravação, que iremos fazer durante o próximo ano.

Vocês contribuiram com uma versão do tema “My Philosophy” para um tributo a Nasum a ser lançado pela editora alemã Power-It-Up (juntamente com nomes como Misery Index, Leng Tch’e, The Arson Project ou Kill The Klient, entre muitos outros)! Como é que surgiu essa oportunidade? Que critério esteve por trás da escolha do tema que gravaram?
(T) Curiosamente a editora estava a aceitar alguns pedidos de bandas. Nós entrámos em contacto e eles aceitaram. Não houve nenhum critério propriamente dito, um dia a namorada do nosso baterista sugeriu-lhe fazermos essa cover, ele propôs-nos a ideia e fizemos. Como praticamente qualquer música desse album (Inhale/Exhale) é uma valente bujarda..!
Esse tributo tinha edição prevista para Novembro 2009! Há novidades acerca desse assunto?
(T) Sim, aliás, a editora já nos enviou toda a informação e já fizemos a nossa encomenda de cópias. Descobrimos, no entanto, que a versão que foi incluída é dum mix anterior que tínhamos feito e não a versão final que consta no MySpace, por isso é normal que esta última ainda apareça escondida algures..!
Será óbvio de perceber que são admiradores do trabalho de Nasum! Que outras bandas entram nos vossos ouvidos?
(T) Tanta coisa... Tirando as bandas que já referenciei diria Siege, Dropdead, Infest, Godflesh, Black Sun, Skytsystem, Trap Them, Magrudergrind, Terrorizer, Extortion, Swans, Killing Joke, Joy Division, Black Flag, Voivod, Iron Monkey, Charger, Eyehategod, Complete Failure, Wolfbrigade, Discharge, Extreme Noise Terror, Disfear, Converge, Gaza, Mastodon, High On Fire, Mindrot, Darkthrone, Shining, Hatred Surge, Unearthly Trance, Today Is The Day, His Hero Is Gone, Tragedy, Virus, Municipal Waste, D.R.I., Cursed, Breach, Faith No More, Neurosis, Isis, etc. De grind a powerviolence, crust, sludge, doom, black metal e sei lá mais o quê...
Tendo em conta que o universo grind-crust é rico em produzir colaborações e lançamentos em formato split, quais seriam para vocês as parcerias de sonho? Com quem é que os Utopium gostariam de partilhar uma gravação?
(T) Deixo o meu top 3:
1. Trap Them
2. Rotten Sound
3. Looking For An Answer
Antes de vos correr daqui para fora, algo mais que queiram acrescentar?
(Tiago) Nada de mais, agradeço o apoio da tua fanzine pelo nosso som.
(Rizzo) E quem nos lê, que fique atento ao muito que nos e vos aguarda!
www.myspace.com/utopiumgrind
utopiumgrind@gmail.com
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
novos temas de GROG

Os grinders lusitanos GROG disponibilizaram no seu myspace um avanço do que será o seu seu contributo para um lançamento em formato split, dividido com os também portugueses Pussyvibes e com os australianos Roadside Burial, a ser editado pela Grindhead Records!
Podem ouvir os mais recentes temas “Fellowship of the Shaved Balls”, “Ass Sapiens” e “Alive & Botled” em www.myspace.com/grogpt!
Podem ouvir os mais recentes temas “Fellowship of the Shaved Balls”, “Ass Sapiens” e “Alive & Botled” em www.myspace.com/grogpt!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
D.R.I. vão reeditar "Crossover"

Os veteranos Dirty Rotten Imbeciles continuam a cimentar o seu regresso ao activo, ultrapassados que foram os problemas de saúde de Spike Cassidy, que os mantiveram afastados durante os últimos anos! Tem sido de forma gradual que o regresso aos concertos tem sido feito desde o ano passado, situação que terá um aumento de actividade em 2010, uma vez que a banda pretende percorrer maior território americano, bem como fazer um regresso aos palcos europeus!
De momento, foi anunciada para o dia 13 de Abril de 2010, a reedição do albúm “Crossover”, lançado originalmente em 1987! Esta nova visita a um dos seus clássicos de estúdio, foi totalmente remasterizada por Bill Metoyer, o engenheiro de som original em ’87! De salientar que para além dos 13 temas originais que fizeram parte do alinhamento deste disco, foram também incluídos seis temas ao vivo, duas versões demo e três entrevistas audio com os elementos da banda!
Albert Fish abrem para 7 Seconds

A promotora Xuxa Jurássica confirmou os portugueses ALBERT FISH como banda de abertura para o concerto de 7 Seconds no nosso país! Os lisboetas comemoram este ano o seu décimo quinto aniversário e têm um novo disco nas ruas, "News From the Front"!
Até à data do concerto, 16 Junho 2010, outras bandas serão adicionadas ao cartaz!
ALBERT FISH - sindelar
entrevista: CARLOS FREITAS (Notredame Productions / Side B Lounge Live Club)
As probabilidades de já terem assistido a pelo menos um concerto organizado pelo convidado das próximas páginas são elevadas, uma vez que ele é o responsável pela promotora Notredame Productions, e se ainda não se encontram entre os muitos que já fizeram, pelo menos, uma visita ao espaço gerido por ele, o Side B Lounge Live Club, em Benavente, está no momento do Carlos Freitas vos abrir as portas, mais que não seja para o jogo de perguntas e respostas que se segue!


Conta-nos um pouco do teu percurso até chegares á Notredamme Productions!
Há cerca de 15 anos atrás, fundei alguns projectos musicais, nos quais eu próprio desenvolvia o trabalho de booking! Infelizmente naquela altura eram poucas ou quase nenhumas as oportunidades para tocar ao vivo, não havia muitas casas a receber bandas e concertos, e as poucas que haviam, era difícil lá tocar! Ou eras realmente bom no que fazias, ou tinhas nome, ou tocavas covers, de outra forma era quase impossível, daí, a forma mais fácil de tocar ao vivo, era organizar os nossos próprios concertos…
Entre 1996 e 1999 (altura em que duraram os projectos aos quais tocava), organizei vários concertos, todos eles locais (na zona onde cresci, conselho de Alenquer, Ota, etc), nos quais reunia as bandas também locais da altura, sempre com condições escassas, não tinhamos apoios, tudo à nossa custa, parte dos eventos nem P.A existia, fazíamos a festa apenas com o nosso backline!
Eram outros tempos, em que um “pseudo-festival” local, com cerca de 12 bandas a tocar num só dia, metia mais de 200 pessoas, com inicio a meio da tarde, e só acabava quando as autoridades nos expulsavam do recinto!
Depois dessa época, estive uns tempos afastado do meio, sem bandas, sem produções, etc...
Em 2004, com a abertura de uma casa na Vila de Alenquer (extinto RockHouse), tive um convite e oportunidade para voltar a organizar eventos e fazer parte do booking dessa mesma sala, foi aí que fundei a Notredame Productions, com o intuito de dar oportunidades às bandas da altura, a tocar naquele espaço. Voltei assim a organizar eventos, agora com mais condições, e com bandas conceituadas da nossa praça.
Entretanto, o “bichinho” de organizar, começa-nos a “aquecer”, a “viciar”, e chega-se a um ponto que queremos e precisamos de organizar mais, e mais… (penso que isto acontece com todos os promotores) , resolvi estender as produções para outros locais, comecei a organizar eventos também nas cidades de Caldas da Rainha, S.Martinho do Porto, Vila Franca de Xira, e mais tarde em Lisboa, Linda-a-velha, Corroios, Cacilhas, etc… Aqui já com nomes internacionais.
Como surgiu a ideia de criar a Notredamme productions e a chegada ao Side B bar?
A Notredame Productions, surgiu da forma que anteriormente descrevi… o nome, esse deve-se ao facto de ser o mesmo de um espaço de “culto-privado”, que mantinha na época, um bar privado, apenas para amigos e convidados, cujo o nome era esse mesmo “Notredame Bar”, e surgiu se calhar pelo fascínio que sempre tive por catedrais, obras primas históricas, e a própria Catedral NotreDame, achei que devia dar o mesmo nome à promotora, não me perguntem porquê...
O Side B, basicamente é um sonho realizado, foi algo que sempre sonhei ter, e sonhei fazer… ter uma casa de espectáculos ao vivo…
Surgiu a oportunidade, na altura certa, e no momento certo, mesmo sabendo que era um “suicídio” enorme abrir uma casa de concertos no “fim do mundo”, a necessidade de ter um espaço para organizar os meus próprios eventos era muita, e sem ter sempre o inconveniente de pagar alugueres absurdos, licenças, pessoal etc, etc.. factores que tornavam complicada a hipótese de se organizar um evento sem perder dinheiro! Sempre lutei por um objectivo, por aquilo que gosto e quero, e nunca me dei mal, sabia que mais tarde ou mais cedo iria concretizar este dito sonho, apareceu a oportunidade, e atirei-me de cabeça.
Qual o cartaz que tiveste que te deu mais prazer e orgulho até agora, e porque?
É uma pergunta difícil de responder, visto que tenho orgulho em todos os cartazes que organizei até à data de hoje, desde um pequeno pseudo-festival que fiz em 1996, com 14 bandas locais num só dia, em que duas horas antes da primeira banda subir ao palco, o mesmo não existia, e que entre a ajuda do publico conseguimos improvisar um palco com paletes, madeira e barris de cerveja ou, por exemplo, o concerto de Samael, banda que oiço desde os meus 17 anos, e jamais imaginaria um dia conhecê-los pessoalmente, passar 4 dias a trabalhar com eles... Todo este trabalho, é um prazer e um orgulho de se fazer…
Com todos os fins-de-semana ocupados a orientar eventos, como consegues conciliar com a tua banda?
Na banda em que presto funções actualmente (VS777), a minha participação surgiu de um convite de um grande amigo, o mentor do projecto! Na altura estava sem banda, e com vontade de voltar a tocar, aceitei o convite com muito gosto, não só porque adorava o som da banda, como porque à partida era um projecto que não me iria ocupar muito tempo! Trabalhamos de forma fácil e compatível para todos, visto que todos nós temos vidas pessoais demasiado ocupadas, família, etc.. Faz-se quando dá, não metemos a nossa vida pessoal, profissional à frente do projecto… Para além de que a minha função na banda, não é compor, é mais tocar o que vem sendo feito!
Todos os fins-de-semana tens oportunidade de avaliar como está o público ligado ao metal em Portugal! Na tua opinião, achas está mais apologista de sair para ver concertos e conhecer bandas novas?
Depende! Outra pergunta difícil de responder! Se há coisa que não consigo perceber bem, é o público de hoje em dia, pois temos muitos tipos de público! Existem os que não dão dinheiro para assistir a concertos underground e dão fortunas para alimentar festivais com 80 mil pessoas, outros que apoiam o underground mas só vão ver o estilo que lhes agrada, outros que só vão se for de borla, outros que só vão para apoiar a banda do amigo, e o público do “clic” que só levanta o cú da cadeira do computador para ver o concerto que mais tópicos de conversa tem nos fóruns de música, e um pequeno número de resistentes que só não apoiam mais porque financeiramente não o podem fazer…
Resumindo, hoje em dia há muita oferta, muita banda a querer tocar ao vivo, muitos concertos, muitos estilos, e o público que para além de estar cada vez mais esquisito e exigente, acaba por não chegar a tudo e a todos, mas ainda se conseguem fazer boas salas, depende das bandas em cartaz, e da sorte...
O que gostavas de ver mudado no cenário metaleiro português?
Menos ganância!! Mais união!!!
O Side B comemorou em Setembro o 1º aniversário com os Cryptor Morbious Family e Bizarra Locomotiva no cartaz! Porque escolheste essas bandas para tal comemoração?
Bizarra Locomotiva porque é uma banda que sempre gostei muito, e os seus espectáculos ao vivo são algo digno de se ver e mostrar ao publico, é outra dimensão!
Cryptor Morbious Family, porque acredito na força de vontade enorme de todos eles, de quererem concretizar um objectivo, um sonho... e lutam por isso, insistem, e esse é o caminho certo para quando se quer algo, é com um prazer enorme que dou oportunidades a bandas que querem e lutam para crescer e não aparecerem já crescidas!
Alguma vez tiveste vontade de desistir, ou mesmo depois de uma noite fraca tens a força para pensar que vale sempre a pena lutar pelo metal português?
Lutar pelo metal português, não é propriamente o meu objectivo! Eu luto por mim, é o meu trabalho, vivo disto, embora no trabalho que desenvolvo, acaba por ser útil para as bandas e também para o metal e rock português! Actualmente não trabalho apenas com bandas de metal português, já fizemos bons cartazes de bandas internacionais e muitas coisas dentro do rock!
Infelizmente já tive momentos assim, mas também já tive momentos bons, e a coisa vai-se equilibrando, o lema é insistir, não desistir… acreditar que o próximo correrá melhor, corrigir os erros, aprender, melhorar… se temos oportunidade de o voltar a fazer, porque não arriscar? … é um pouco o que se passa na realidade. ( o tal “bichinho” não nos deixa parar)
De tantas bandas portuguesas com enorme potencial e qualidade que passaram por os teus eventos em 2009, quais foram as que te interessaram mais?
Gosto de muitas bandas portuguesas que por lá passaram, aliás, potencial e qualidade são duas regras indiscutíveis para a contratação de qualquer uma! Foram poucas as bandas que me desiludiram com actuações ao vivo, claro que umas mais que as outras, mas isso já tem um pouco a ver com o meu gosto pessoal, que pode agradar a uns e desagradar a outros… Seria mais fácil questionarem, por exemplo, de todas elas que lá passaram, quais pretendo voltar a contratar… Poderei assim mandar alguns nomes que me ocorram… Phantom Vision, F.E.V.E.R, Secrecy, Bizarra Locomotiva, Artworx, Inhuman, Heavenwood, Why angels Fall, Process of Guilt, Hordes of Yore, Switchtense e muitas outras mais que certamente iremos voltar a trabalhar no futuro!
www.myspace.com/sidebbar
www.myspace.com/notredameproductions
carlos.notre@gmail.com
sideb.benavente@gmail.com
(Nota: esta entrevista foi elaborada e conduzida pelo pessoal que responde pelo nome de Cryptor Morbious Family e será igualmente publicada na fanzine ABRIGO DOS MALDITOS! - www.myspace.com/cryptormorbiousfamily)
Há cerca de 15 anos atrás, fundei alguns projectos musicais, nos quais eu próprio desenvolvia o trabalho de booking! Infelizmente naquela altura eram poucas ou quase nenhumas as oportunidades para tocar ao vivo, não havia muitas casas a receber bandas e concertos, e as poucas que haviam, era difícil lá tocar! Ou eras realmente bom no que fazias, ou tinhas nome, ou tocavas covers, de outra forma era quase impossível, daí, a forma mais fácil de tocar ao vivo, era organizar os nossos próprios concertos…
Entre 1996 e 1999 (altura em que duraram os projectos aos quais tocava), organizei vários concertos, todos eles locais (na zona onde cresci, conselho de Alenquer, Ota, etc), nos quais reunia as bandas também locais da altura, sempre com condições escassas, não tinhamos apoios, tudo à nossa custa, parte dos eventos nem P.A existia, fazíamos a festa apenas com o nosso backline!
Eram outros tempos, em que um “pseudo-festival” local, com cerca de 12 bandas a tocar num só dia, metia mais de 200 pessoas, com inicio a meio da tarde, e só acabava quando as autoridades nos expulsavam do recinto!
Depois dessa época, estive uns tempos afastado do meio, sem bandas, sem produções, etc...
Em 2004, com a abertura de uma casa na Vila de Alenquer (extinto RockHouse), tive um convite e oportunidade para voltar a organizar eventos e fazer parte do booking dessa mesma sala, foi aí que fundei a Notredame Productions, com o intuito de dar oportunidades às bandas da altura, a tocar naquele espaço. Voltei assim a organizar eventos, agora com mais condições, e com bandas conceituadas da nossa praça.
Entretanto, o “bichinho” de organizar, começa-nos a “aquecer”, a “viciar”, e chega-se a um ponto que queremos e precisamos de organizar mais, e mais… (penso que isto acontece com todos os promotores) , resolvi estender as produções para outros locais, comecei a organizar eventos também nas cidades de Caldas da Rainha, S.Martinho do Porto, Vila Franca de Xira, e mais tarde em Lisboa, Linda-a-velha, Corroios, Cacilhas, etc… Aqui já com nomes internacionais.
Como surgiu a ideia de criar a Notredamme productions e a chegada ao Side B bar?
A Notredame Productions, surgiu da forma que anteriormente descrevi… o nome, esse deve-se ao facto de ser o mesmo de um espaço de “culto-privado”, que mantinha na época, um bar privado, apenas para amigos e convidados, cujo o nome era esse mesmo “Notredame Bar”, e surgiu se calhar pelo fascínio que sempre tive por catedrais, obras primas históricas, e a própria Catedral NotreDame, achei que devia dar o mesmo nome à promotora, não me perguntem porquê...
O Side B, basicamente é um sonho realizado, foi algo que sempre sonhei ter, e sonhei fazer… ter uma casa de espectáculos ao vivo…
Surgiu a oportunidade, na altura certa, e no momento certo, mesmo sabendo que era um “suicídio” enorme abrir uma casa de concertos no “fim do mundo”, a necessidade de ter um espaço para organizar os meus próprios eventos era muita, e sem ter sempre o inconveniente de pagar alugueres absurdos, licenças, pessoal etc, etc.. factores que tornavam complicada a hipótese de se organizar um evento sem perder dinheiro! Sempre lutei por um objectivo, por aquilo que gosto e quero, e nunca me dei mal, sabia que mais tarde ou mais cedo iria concretizar este dito sonho, apareceu a oportunidade, e atirei-me de cabeça.
Qual o cartaz que tiveste que te deu mais prazer e orgulho até agora, e porque?
É uma pergunta difícil de responder, visto que tenho orgulho em todos os cartazes que organizei até à data de hoje, desde um pequeno pseudo-festival que fiz em 1996, com 14 bandas locais num só dia, em que duas horas antes da primeira banda subir ao palco, o mesmo não existia, e que entre a ajuda do publico conseguimos improvisar um palco com paletes, madeira e barris de cerveja ou, por exemplo, o concerto de Samael, banda que oiço desde os meus 17 anos, e jamais imaginaria um dia conhecê-los pessoalmente, passar 4 dias a trabalhar com eles... Todo este trabalho, é um prazer e um orgulho de se fazer…
Com todos os fins-de-semana ocupados a orientar eventos, como consegues conciliar com a tua banda?
Na banda em que presto funções actualmente (VS777), a minha participação surgiu de um convite de um grande amigo, o mentor do projecto! Na altura estava sem banda, e com vontade de voltar a tocar, aceitei o convite com muito gosto, não só porque adorava o som da banda, como porque à partida era um projecto que não me iria ocupar muito tempo! Trabalhamos de forma fácil e compatível para todos, visto que todos nós temos vidas pessoais demasiado ocupadas, família, etc.. Faz-se quando dá, não metemos a nossa vida pessoal, profissional à frente do projecto… Para além de que a minha função na banda, não é compor, é mais tocar o que vem sendo feito!
Todos os fins-de-semana tens oportunidade de avaliar como está o público ligado ao metal em Portugal! Na tua opinião, achas está mais apologista de sair para ver concertos e conhecer bandas novas?
Depende! Outra pergunta difícil de responder! Se há coisa que não consigo perceber bem, é o público de hoje em dia, pois temos muitos tipos de público! Existem os que não dão dinheiro para assistir a concertos underground e dão fortunas para alimentar festivais com 80 mil pessoas, outros que apoiam o underground mas só vão ver o estilo que lhes agrada, outros que só vão se for de borla, outros que só vão para apoiar a banda do amigo, e o público do “clic” que só levanta o cú da cadeira do computador para ver o concerto que mais tópicos de conversa tem nos fóruns de música, e um pequeno número de resistentes que só não apoiam mais porque financeiramente não o podem fazer…
Resumindo, hoje em dia há muita oferta, muita banda a querer tocar ao vivo, muitos concertos, muitos estilos, e o público que para além de estar cada vez mais esquisito e exigente, acaba por não chegar a tudo e a todos, mas ainda se conseguem fazer boas salas, depende das bandas em cartaz, e da sorte...
O que gostavas de ver mudado no cenário metaleiro português?
Menos ganância!! Mais união!!!
O Side B comemorou em Setembro o 1º aniversário com os Cryptor Morbious Family e Bizarra Locomotiva no cartaz! Porque escolheste essas bandas para tal comemoração?
Bizarra Locomotiva porque é uma banda que sempre gostei muito, e os seus espectáculos ao vivo são algo digno de se ver e mostrar ao publico, é outra dimensão!
Cryptor Morbious Family, porque acredito na força de vontade enorme de todos eles, de quererem concretizar um objectivo, um sonho... e lutam por isso, insistem, e esse é o caminho certo para quando se quer algo, é com um prazer enorme que dou oportunidades a bandas que querem e lutam para crescer e não aparecerem já crescidas!
Alguma vez tiveste vontade de desistir, ou mesmo depois de uma noite fraca tens a força para pensar que vale sempre a pena lutar pelo metal português?
Lutar pelo metal português, não é propriamente o meu objectivo! Eu luto por mim, é o meu trabalho, vivo disto, embora no trabalho que desenvolvo, acaba por ser útil para as bandas e também para o metal e rock português! Actualmente não trabalho apenas com bandas de metal português, já fizemos bons cartazes de bandas internacionais e muitas coisas dentro do rock!
Infelizmente já tive momentos assim, mas também já tive momentos bons, e a coisa vai-se equilibrando, o lema é insistir, não desistir… acreditar que o próximo correrá melhor, corrigir os erros, aprender, melhorar… se temos oportunidade de o voltar a fazer, porque não arriscar? … é um pouco o que se passa na realidade. ( o tal “bichinho” não nos deixa parar)
De tantas bandas portuguesas com enorme potencial e qualidade que passaram por os teus eventos em 2009, quais foram as que te interessaram mais?
Gosto de muitas bandas portuguesas que por lá passaram, aliás, potencial e qualidade são duas regras indiscutíveis para a contratação de qualquer uma! Foram poucas as bandas que me desiludiram com actuações ao vivo, claro que umas mais que as outras, mas isso já tem um pouco a ver com o meu gosto pessoal, que pode agradar a uns e desagradar a outros… Seria mais fácil questionarem, por exemplo, de todas elas que lá passaram, quais pretendo voltar a contratar… Poderei assim mandar alguns nomes que me ocorram… Phantom Vision, F.E.V.E.R, Secrecy, Bizarra Locomotiva, Artworx, Inhuman, Heavenwood, Why angels Fall, Process of Guilt, Hordes of Yore, Switchtense e muitas outras mais que certamente iremos voltar a trabalhar no futuro!
www.myspace.com/sidebbar
www.myspace.com/notredameproductions
carlos.notre@gmail.com
sideb.benavente@gmail.com
(Nota: esta entrevista foi elaborada e conduzida pelo pessoal que responde pelo nome de Cryptor Morbious Family e será igualmente publicada na fanzine ABRIGO DOS MALDITOS! - www.myspace.com/cryptormorbiousfamily)
DECREPIDEMIC - the void of un-existence

Disse-me um amigo há uns tempos atrás que o homem que se senta na bateria desta banda talvez fosse o melhor baterista do so called underground português! Dou comigo a não negar nem confirmar essa afirmação mas, em vez disso, a tentar encontrar o paradeiro por onde tem andado a minha inclinação para ouvir bandas de brutal death-metal nos últimos tempos! Não ando a fugir do estilo como o diabo da cruz, mas confesso que o interesse não tem sido dos mais fortes! Talvez para infelicidade minha, os bracarenses DECREPIDEMIC não escapam a esse destino e não me consegui sentir entusiasmado ao ouvir este “The Void of Un-Existence” mas, isto deve ser realçado, a culpa não se prende com a banda nem com a música que apresentam neste disco, pois acredito que dentro do género são bastante competentes e fiéis à parte do brutal, mas no final da vindima deixam-me poucas memórias de monta! Tenho dificuldade em encontrar aqui aqueles focos de interesse que pessoalmente me prendem a um tema específico ou a um longa-duração em geral, apesar de saber o quão bem este colectivo tem sido apontado por outros ouvidos que não os meus! Para alguns, poderá ser uma afirmação algo herética da minha parte mas o facto de todos os temas me soarem semelhantes, a medida que se foram sucedendo, pesou decisivamente nesta opinião e acabo por salvar o instrumental “Decrepit Epidemic”, apesar de gostar da forma como se ouve a voz de P.G. ao longo dos restantes temas aqui reunidos! Reforço a ideia: o facto de não ter sentido entusiasmo com este disco não lhe retira, nem aos DECREPIDEMIC, qualquer mérito ou qualidade! Trata-se apenas de uma questão de orientação pessoal, mas nada como procurarem ouvir e conhecer melhor!
www.myspace.com/decrepidemic
DARKSIDE OF INNOCENCE - infernum liberus est

Este poderia muito bem ser conhecido como o disco que não chegou a ser, mas apesar da sua existência física ter sido negada pela própria banda, por motivos já explicados anteriormente pelos próprios, o facto é que os temas existem, estejam eles conjugados debaixo do título “Infernum Liberus Est” ou aliados a outras peças que a banda venha a criar no futuro! Antes de mais nada, vou já tirar isto de dentro de mim, para que não seja um entrave para poder prosseguir: os DARKSIDE OF INNOCENCE soam-me imenso a Cradle Of Filth! Pronto, já o disse! Mas eu até gosto da banda do pequeno hobbit maquiado, pelo que a questão que se coloca aqui é a seguinte: existe boa música na base desta banda e neste disco de metal lusitano? Dedicando alguma atenção aos temas aqui presentes e à forma como a produção os finalizou, não posso deixar de considerar que havendo possibilidade de escolha iria optar pela versão ao vivo da sua interpretação, pois a coesão que parece existir a ligá-los está aqui um pouco mais difusa o que acaba por retirar alguma da força final que poderiam apresentar! De qualquer das formas, existem alguns momentos bem conseguidos como em “Bloody Mistress” ou “The Eve To A Colder Epoch”, da mesma forma que em “To Her Spawn In Full Submission”, onde a composição oferece um tema com carácter, que a banda ganharia em explorar um pouco mais! Algo que não me parece necessitar de maior exploração é a constante utilização de teclados, mas cujo objectivo é simples de compreender, uma vez que a facilidade com que ajudam a criar os ambientes e tons à volta dos restantes instrumentos é mais do que notória e conhecida!
Sente-se que algo maior pode emergir deste colectivo, que pode existir uma identidade própria se evitarem colagens desnecessárias, ainda que possam ter surgido de forma não consciente, uma vez que o talento em termos de composição existe, resta aguardar que a verdadeira alma desta banda venha a emergir num futuro próximo!
www.myspace.com/darksideofinnocence
BLOODREALM - the domain to come

Esta banda oriunda de Lisboa começou a dar os seus primeiros em meados de 2004, mas apenas agora tomei contacto com o som do quarteto, na forma deste EP de oito temas (se incluirmos uma intro e o instrumental “From the Womb to the Tomb”), que a própria banda está a disponibilizar através de download directo no seu endereço de myspace! São oito composições completamente orientadas para o género death-metal de influências old-school, com as vocalizações habituais do género, os guturais muito fortes e profundos, a intercalar com um outro tipo de voz, mais gritada ou rasgada que acaba por terminar numa combinação interessante, ainda que não seja necessariamente original, mas que não os prejudica em nada, já que o mais importante são os temas em si e a forma final como acabam por sair... Nesse campo, temos coisas interessantes e outras que nem tanto, como é o caso do último tema, “Carnal Depravity”, que de uma forma geral soa mais a um grindcore meio confuso do que propriamente a death-metal da velha guarda! No entanto, agrada-me o facto de os blast-beats estarem presentes, mas não se sentirem demasiado importantes para tomar um protagonismo indevido que poderia riscar um pouco a pintura final da coisa! O uso de alguns samples, penso que de cenas de filmes, para adornar os temas também está bem encaixado, como em “Make Them Suffer”, “Neurotic Compulsion” ou na faixa instrumental já mencionada! De uma forma geral acaba por ser um lançamento positivo para os BLOODREALM, pois pode-lhes permitir limar algumas arestas para futuros trabalhos, que em “The Domain To Come” ainda não estão totalmente aprumadas, mas que antecipam o que pode ser um futuro com maior peso e destaque dentro deste género, sempre difícil de se conseguir conquistar um lugar na dianteira do pelotão!
VATICAN - shotgun evangelium

Houve alguém que me referenciou estes canadianos como uma banda de black-and-roll e os próprios, no seu myspace se apresentam como um colectivo que pratica este tipo de som. Uma audição mais atenta a este “Shotgun Evangelium” revela, no entanto, que o espectro musical do quarteto não se esgota apenas na mistura da obscuridade do black-metal e na velocidade do rock metalizado! Na verdade, podemos mesmo detectar influências de uma toada mais hardcore, como no tema “The Nobility”, que podia muito bem ter sido escrito numa sala de ensaios nova-iorquina, onde se misturassem os Sick Of It All e os Carpathian Forest! Em que ficamos então? Estes nativos de Montreal, que também destilam música em projectos como The Last Felony, Dopethrone, Blight ou Liber Inferus Messor, apresentam nesta estreia em formato EP melodias e riffs de guitarra negros, pedaços de velocidade motorheadianos, breakdowns e backing vocals, como se toda a malta de Brooklyn estivesse presente no estúdio quando “Dysangile” estava a ser gravado, “Hope: you miserable fucking cunt” tem todo o aspecto de que a chamada nova vaga do metal americano se fundiu com a raiva negra norueguesa, pelo menos no que a vocalizações diz respeito e “Borgian Excesses” volta a oferecer breakdowns com melodias próprias de quem anda a ouvir muita banda sonora apocaliptica! Não deixa de ser uma mistura de influências curiosa, mas que os Vatican não se importam de ostentar, não receando o que os puristas de um ou outro género possam ter a dizer em contrário, já que o mais importante é o resultado final e nesse aspecto ficamos bem servidos!
vatican_rock@yahoo.ca
www.myspace.com/vaticanqc
THE CREEPSHOW - run for your life

Um disco que se inicia com uma intro a fazer lembrar aquelas rimas declamadas por um tal de Vincent Price, naqueles velhinhos filmes de terror, só podia prometer coisas boas! Assim foi que dei de caras com estes canadianos, praticantes de uma saudável mistura entre punk-rock, psychobilly e rockabilly, sempre com o potenciómetro da animação elevado ao máximo, neste que é o seu segundo disco de originais, depois de em 2006 terem tido a sua estreia com “Sell Your Soul”! Dada a sua vertente visual próxima dos filmes de série B e da temática das letras também andar por essas vizinhanças, podemos ser tentados a associá-los a uma banda como Misfits o que, por vezes, nem é tão descabido assim, se estivermos atentos a algumas das linhas melódicas como por exemplo em “Take My Hand”! Mas os THE CREEPSHOW vão para além disso, pois a sua interpretação acelerada de puro rock’n’roll atira-nos com as suas visões vintage à cara, para nos obrigar a mexer o cadáver! Para adornar o frenesim, temos os quatro elementos que criam todos estes ritmos: Sarah Sin (guitarra/voz), Sick Boy (contrabaixo), The Reverend McGinty (teclas) e Pomade (bateria), verdadeiros viciados em tocar ao vivo e que certamente terão no futuro mais e maiores oportunidades para o fazer uma vez que, graças a este “Run For Your Life”, os THE CREEPSHOW se juntaram recentemente à família que vive no catálogo da editora Hellcat Records, gerida por Tim Armstrong, alma inquieta do mundo da música e, nomeadamente, dos Rancid!
THE CREEPSHOW - take my hand
http://www.thecreepshow.org/
www.myspace.com/thecreepshow
JELLO BIAFRA & T.G.S. of M. - the audacity of hype

Este é um regresso aos discos muito saudado por muito boa gente, na qual me vou incluir, sem qualquer receio de soar a voz suspeita! O ex-vocalista dos míticos Dead Kennedys (DK) decidiu que estava na altura de voltar a ter a sua prórpia banda, depois de passar anos em colaborações com diversas outras pessoas (Melvins, D.O.A., No Means No, Mojo Nixon ou L.A.R.D.) e o resultado dessa vontade são os The Guantanamo School of Medicine e este recente “The Audacity of Hype” é a sua estreia em disco! Para aqueles que tinham saudades de DK, sejam bem vindos! Aquela que é uma das vozes mais míticas da história do punk e uma das mentes activistas mais incisivas de sempre, regista neste album nove temas onde pontuam as letras sempre ácidas e inspiradas que têm marcado o registo de JELLO BIAFRA ao longo dos anos! Ao ouvir músicas como “Clean As A Thistle”, “Electronic Plantation”, “Strength Thru Shopping”, poderíamos até pensar que estamos presentes à continuação lógica desse album marcante de Dead Kennedys que foi “Franckenchrist”, mas a estes músicos não se limitam a reavivar essa sonoridade, criando paredes sonoras diferentes para as palavras do senhor Biafra, “Pets Eat Their Masters”é um exemplo, tal como “I Won’t Give Up” com os seus toques de southern-rock! “New Feudalism” é um clássico instântaneo com o seu passo acelerado e um refrão pronto para se instalar na cabeça de muita gente, mesmo não sendo um tema criado propositadamente para este disco, mas sim uma reciclagem do mesmo, uma vez que foi originalmente criado aquando do projecto No WTO Combo, durante as manifestações ocorridas em Seattle e posteriores motins! A rodar em modo contínuo aqui no player do estaminé...
www.myspace.com/jellobiafraandthegsm
http://www.alternativetentacles.com/
PRESTO? - comportamento macabro

Este quarteto de São Paulo (Brasil) carrega às costas uma história de dez anos enquanto banda a descarregar poder e força, com o seu hardcore atravessado de influências thrash, com aquela atitude de pé na tábua e saiam da frente, um pouco à semelhança do que os suecos Raised Fist faziam há uns tempos atrás (não é uma comparação, é apenas para ficarem situados), mas com umas gotas de blast-beats aqui e ali, para tornar tudo mais agressivo ainda! Este “Comportamento Macabro” é o quinto album de originais lançado pelos PRESTO?, sucedendo a um disco lançado em 2007 em formato split com os compatriotas D.F.C., e oferece 18 temas maioritariamente cantados em português, com a excepção do tema “Lawyer = Liar”! O vocalista Daniel é um verdadeiro gritador o que acaba por tornar o som destes paulistas ainda mais agressivo e poderoso, a que não deve ser alheio o facto da banda sentir alguma afinidade com sonoridades mais próximas do grindcore, ainda que neste registo elas só apareçam a espaços, o que até se torna positivo, pois ajuda a dinamizar as variações de ritmo dos diferentes temas, à medida que eles se vão sucedendo a uma velocidade nefasta, que nem gatinhos persas numa máquina de triturar carne! A abertura deste disco é feita a levantar paralelos com o crossover rápido de “Tsunami do Mal” e assim se vão sucedendo as descargas sonoras com “Necrosocial”, “Escola do Bandido da Luz Vermelha”, “Hora Extra no Mundo” (com direito a voz à la Brujeria), “Criança Mutante Com Problema na Cabeça” ou “Exército Paralelo”, apenas para mencionar alguns! A conferir este “Comportamento Macabro”, prova que a música extrema brasileira continua bem servida de valores e de peso!
www.myspace.com/paunasualontra
http://www.peculiodiscos.com.br/
DREAMING DEAD - within one

No momento em que escrevo estas linhas já os DREAMING DEAD estão em plena digressão com a Those Whom The Gods Detest North American Tour, juntado trapinhos com Nile, Immolation, Krisiun e Abigail Williams pelo menos durante os primeiros dois meses deste novo 2010! O disco que vão continuar a tocar e promover é este “Within One”, espécie de reminescência dos tempos em que Chuck Schuldiner ainda dominava o planeta com a sua inovadora forma de compor e de tocar, criando o death-metal que ainda não se ouvia na altura! Assim mesmo, com essa influência e reverência, Elizabeth Elliot lidera estes californianos, utilizando a sua guitarra e a sua voz para alimentar os DREAMING DEAD com uma mistura que ainda bebe algo de um thrash muito disfarçado por entre a malha apertada criada à volta do progressismo que decidiu fundear-se neste disco! Não estou a falar de desconstruções típicas de bandas que gostam de soar como a banda de jazz das profundezas do Inferno, mas é claro que existiu por aqui trabalho de dedicação, por forma a não criar temas demasiado simplistas e redutores, mas com os limites bem presentes para que esses temas não se tornassem enigmas sonoros para quem os ouvisse! Não são pioneiros, nem criadores de novas fórmulas, mas o interesse está presente e certamente que muito podem ainda oferecer se lhes for concedido o espaço para o fazer! A voz de Elizabeth não sofre de mau enquadramento onde está colocada e parece até ser a mais indicada, pelo menos com estes temas! Se existirem destaques a fazer, a escolha pessoal talvez recaia sobre “Manslaughter”, “Putrid Is The Sky” ou “War Machine”, mais equilibrados entre os passeios melódicos, por vezes mesmo semi-acústicos no caso dos dois primeiros, os ataques agressivos de guitarra ou as colocações de voz! “Perpetual Pretext” também consegue deixar-se ouvir sem grandes alaridos e “Shadows In The Dark” soa mesmo a qualquer coisa que Chuck poderia ter criado ele próprio se ainda estivesse entre nós!
www.myspace.com/dreamingdead
HEADCHARGER - the end starts here

Terceiro album de originais para estes franceses, depois de terem editado “Watch The Sun” nos idos de 2007! Três anos passaram entretanto e para além do novo disco, os HEADCHARGER têm também uma nova máquina editorial a trabalhar com eles, algo que poderá levar este “The End Starts Here” a muitos mais ouvidos! Falando da música própriamente dita, estes novos 14 temas trazem de novo a toada stoner-rock-hardcore que os franceses andaram a apurar nos dois discos anteriores, mas ligeiramente mais apurada e com mais ambiente sulista conseguido com a utilização, a espaços, de harmónicas e slide guitars, mas apenas em dose suficiente para soar bem e apenas no momento preciso, como se pode constatar no tema que abre o disco, “Intoxicated”! Com uma composição mais sólida presente nesta entrega, a variação entre os momentos mais melódicos e os mais duros parece ser feita com propósito e sentido, dando origem ao que poderá ser descrito como uma espécie de rock musculado, que não se perde em demasia longe desse percurso ao longo de temas como “Without a Nation”, “Harvey Keitel’s Syndrom”, “The Invention of Solitude” ou aquele que foi escolhido para primeira amostra do novo trabalho, “A Thousand Tides”, que pode ser ouvido no myspace da banda! O album foi produzido por Alan Douches e a editora XIII Bis/Sony decidiu apostar neste grupo, que já durante o mês de Janeiro se lança numa digressão que os vai manter ocupados durante quase o ano inteiro!
http://www.headcharger.com/
www.myspace.com/headcharger
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