sábado, 29 de novembro de 2008

playlist da noite (SIDE B Bar - 28/11/08)



Na fria e chuvosa noite de sexta-feira tive oportunidade de passar mais umas musiquinhas no SIDE B Bar, antes e depois do concerto dos punk-rockers agrícolas (a definição é dada por eles) que respondem pelo nome R12... Fica aí o relato do que se foi ouvindo:

ALL GONE DEAD – within but not there
INKUBUS SUKKUBUS – heart of Lilith
BAUHAUS – dark entries
PHANTOM VISION – exile
FAITH AND THE MUSE – plague dance (live)
LOVE LIKE BLOOD – look out
HATESEX – the vapor chariot
A.F.I. – malleus maleficarum
SOZIEDAD ALKOHOLIKA – cuando nada vale nada
MILLENCOLIN – machine 15
RISE AGAINST – heaven knows
PROBOT – shake your blood
GLUECIFER – brutus
THE DISTILLERS – sick of it all
GIRLSCHOOL – c’mon let’s go
TRANSPLANTS – romper stomper
BANE – snakes among us
THE EXPLOITED – fuck the system
HEADCHARGER – the price we pay
ONLY CRIME – tenebrae
AVENGED SEVENFOLD – afterlife
METALLICA – that was not your life
IGNITE – Sunday bloody Sunday (cover U2)
CIVET – hell heath no fury
JELLO BIAFRA + D.O.A. – wish I was in El Salvador
PROPAGANDHI – a speculative fiction
PENNYWISE – one voice
NOFX – linoleum
BIG WIG – owned and operated
TAGADA JONES – jouer avec le feu
RAISED FIST – envy is dangerous
SOZIEDAD ALKOHOLIKA – que no te hagan llorar
TRINTA E UM – bomba relógio
ACROMANÍACOS – subtil
MATA-RATOS – leis de merda
RATOS DE PORÃO – desemprego (cover Fogo Cruzado)
A WILHELM SCREAM – I wipe my ass with showbiz
A WILHELM SCREAM – 5 to 9
THE TEMPLE – I turned into a martian (cover Misfits)
ANTI-FLAG – tearing everyone down



A WILHELM SCREAM - 5 to 9

HEAVENWOOD

Umas linhas curtas, apenas para mencionar o excelente album dos portugueses Heavenwood, que está já a suscitar boas impressões por quem já teve oportunidade de o ouvir... Pelo pouco que já tive oportunidade de experimentar, estou rendido. Mas em breve lhe darei a atenção que merece.
Para já, ficam algumas imagens do concerto dado no Festival Efeito Borboleta, no Tramagal, que pedi emprestadas do post feito no Blabbermouth:



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

HEADCHARGER – watch the sun (2007)



Sempre tive um cantinho no meu coração reservado para a música que vem de terras francesas, isto já desde o tempo em que o meu leitor de cassetes tentava reproduzir gravações manhosas do punk doido de Berurier Noir ou Ludwig 88, passando pelas primeiras audições aos veteranos Trust ao ska dos agora, La Ruda, e ao crossover dos excelentes Tagada Jones, sem esquecer mesmo o hip-hop paródia de Fatal Bazooka!
Mas para falar destes Headcharger e de “Watch The Sun”, devemos começar por dizer que este é o segundo album do quinteto de Caen, lançado em 2007, depois de uma primeira experiência com o seu auto-intitulado disco de estreia em 2005.
Ao longo da audição dos 11 temas que totalizam este disco, chegamos à conclusão que os Headcharger vão ao ginásio quando chega a altura de compôr música para um album, pois o resultado é um rock musculado, poderoso, de laivos hardcore, mas aparentemente sem grande vontade de militância nesse lado da barricada, ficando a sonoridade dos franceses a dever muito mais à herança deixada pelo rock alternativo de Fu Manchu movidos a doses reforçadas de cafeína ou mesmo uns Queens Of The Stone Age, mas sem a esquizofrenia e com a vontade de se tornarem uma banda mais pesada.
No entanto, a energia não está ausente em “Watch The Sun”, em vez disso foi canalizada para os sítios certos como sejam os riffs de guitarra de Babz e Antony, que são capazes de se colarem aos ouvidos que nem aqueles familiares incovenientes que aparecem nas alturas mais impróprias, como em “You wanna dance you gotta pay the band” ou na Tom Morelliana, “Do you think of me”.
“Watch the sun” apresenta-nos uma colecção de temas que se vão aglomerando harmoniosamente uns com os outros, umas vezes deixando a melodia sobressair enquanto noutros momentos se balançam entre a libertação sonora deixada a correr solta (“The price you pay”) e a força contida em contornos de raiva prestes a explodir “(Waste your time”).
Os Headcharger conseguem com “Watch The Sun” mostrar que com um bom conjunto de temas baseados na sólida energia de bons riffs adornados a ritmos que obrigam os pés a segui-los e uma voz que parece querer gritar-nos na cara, se consegue atingir um bom album, em que o rock poderoso se passeia com vontade de fazer mexer os corpos de quem se deixar atingir por ele.

www.headcharger.com
www.myspace.com/headcharger
http://headcharger.bigcartel.com


HEADCHARGER: watch the sun

LOOKING FOR AN ANSWER - extinción (2007)



A música de contornos extremos sempre teve um lugar próprio no meu universo de preferências, apesar da minha eterna relutância em conseguir apreciar projectos que fazem dos blast-beats o seu curriculo habitual.
Por essa razão, as bandas que têm o seu ninho construído nos recantos nefastos do grindcore e/ou death-metal mais devastador, têm forçosamente que me convencer com alguns temas que me façam ter vontade de sair porta fora com uma barra de ferro na mão e destruir tudo o que me surgir à frente. Mas que me despertem essa vontade e não entrem na minha cabeça com mensagens subliminares, que eu sou um indíviduo sossegado e não muito dado a confusões.
É exactamente por isso que o que me atrai na música destes espanhóis, não tanto a sua faceta declaradamente mais grindcore, mas sim os baldes de influência que vão buscar à fonte crust-thrash-death do período de transição entre o final da década de oitenta e o princípio de noventa. É talvez isto que faz da música dos Looking For An Answer a banda sonora ideal para lançar um carro armadilhado contra as paredes de uma embaixada qualquer. É coisa para nos dar aquele incentivo que falta.
Neste lançamento, intitulado “Extinción”, a banda de Madrid mistura as explosões mais características da cena grind em tiradas como “Fosa Comum”, “Sistema Social” ou “Conciencia Genocida”, com grandes malhas mais (digamos) trabalhadas que se estendem até ao formato mais típico dos temas entre os 2 e os 3 minutos, como se pode constatar em momentos como “Cada Nacimiento Es Una Tragedia” (tema em que estou completamente viciado), “Ruptura” ou no sugestivo “Los Humanos Tambien Son Carne”, todos eles bons exemplos da forma como os Looking For An Answer misturam as suas influências.
Segundo me parece, “Extinción” saiu para as ruas em formato CD nos últimos fôlegos de 2007 (Living Dead Society / Under The Knife) e teve já direito, em 2008, a uma segunda versão em vinil 12” com alguns temas extra (Power It Up). É o décimo trabalho deste quinteto, depois de terem editado vários EP’s, principalmente splits (Comrades, Overpowering, KontraAtaque, Catheter, Zanussi, etc.) e de alguns dos seus trabalhos terem visto edições diversas CD, LP e Cassete, tudo isto desde que em 1999 saiu o primeiro split EP com Agathocles.
Sujidade, velocidade alternada entre o blast e o mid-tempo, em aliança a uma voz gutural que faz a ponte entre os nossos ouvidos e as enfermidades humanas que são retratadas nas letras! Vão saindo da frente que isto ainda aleija um bocadinho...


www.myspace.com/lfaa



LOOKING FOR AN ANSWER: cada nacimiento es una tragedia + repugnancia, aversion y odio (live)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

V8 BOMBS no SIDE B Bar

Planos para o próximo sábado à noite? A mim parece-me bem uma noite de rock no SIDE B Bar em Benavente... Com a presença ao vivo do rock dos V8 BOMBS de Coimbra e com um alinhamento sonoro roqueiro da era de oitenta pelas mãos aqui do rapazola! Vamos a isso!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

TESTAMENT – the formation of damnation (2008)



Passaram uns bons anos desde a última vez que deixei os meus ouvidos terem acesso a um disco de Testament! Quero dizer, para escutar com a atenção devida e não apenas para servir de banda sonora para qualquer outra actividade que me esteja a ocupar o tempo naquela ocasião.
Sou pessoa para admitir que a carreira discográfica de Testament me tem passado um pouco ao lado, ou melhor, eu tenho-me desviado um pouco dela, apesar de tentar manter-me informado acerca do que se vai passando por esse mundo sonoro fora.
A minha melhor relação com estes americanos tem quase vinte anos, pois foi “Practice What You Preach” que me preencheu durante mais tempo, no que a Testament diz respeito. Não vou dizer que quase gastei o vinil, porque na verdade nunca foi meu! Naquele tempo havia quem tivesse capital para adquirir muitos discos em vinil e depois havia pessoas como eu e muitos outros, com algumas das rodelas originais e com as nossas singelas cassetes, um album no lado A e outro no lado B. No meu caso, penso que era qualquer coisa de Kreator! Mas isso agora não importa...
O que interessa é que após toda uma larga história de mudanças de formação, experiências e aproximações a diferentes sonoridades, doenças graves e suas recuperações, os Testament editaram este ano o seu décimo disco de originais, reunindo uma forte formação, que se pode chamar clássica pois, à excepção de Paul Bostaph (que apesar de tudo já por ali tinha passado anteriormente), todos os membros são do tempo dos Legacy, primeira encarnação da banda, nos meados dos longíquos anos oitenta. Venha de lá então a inspiração para o título deste disco!
No que me diz respeito, sabe bem ouvir de novo a voz de Chuck Billy num registo semelhante ao que tanto apreciei há uns anos atrás com “Practice What You Preach”, apesar de, como será natural, se poder encontrar num ou outro momento em que essas semelhanças dão lugar à sonoridade ganha em albums anteriores como “Demonic”.
Em termos do equilibrio que ao longo destes novos temas foi procurado pela banda, quer tenha sido intencional ou não, penso que pouco há para dizer para além de que o objectivo está cumprido. Para tal, basta comprovar a velocidade presente no tema “The Formation Of Damnation”, que nada perde para o balanço de “Killing Season” ou com a melodia habitualmente presente na música de Testament, que se vai apresentando aqui e ali ao longo de todo o album. De um modo geral, acaba por se tornar uma prova cabal de que a veterania ainda consegue apresentar bons discos de thrash-metal, com a alma de quem ainda sabe o que faz e que, aparentemente, ainda sente um enorme prazer em fazê-lo!
Quase vinte anos depois, os Testament voltaram a figurar na playlist cá de casa! Ainda bem para mim!